Olha, modéstia a parte, a nossa festinha domingo foi um sucesso tremendo. Superou todas as expectativas. Lotou e foi divertidíssima. Muitas risadas, o bom humor estava imperando. No domingo à tarde eu estava meio preocupado, já que o combinado foi o de não divulgar o endereço. “As pessoas certas e interessantes já sabem onde fica e elas virão com certeza”, dizíamos. Será? Num domingo? Já quando chego vejo o Junior, esse que é um dos sócios e um novo amigo, usando uma camiseta do Spiritualized, capa do “Lazer Guided Melodies” estampada. “Isso é um bom sinal”, pensei. E surpresa: o nosso cantinho estava com novo layout. Tiraram algumas mesas e improvisaram uma pistinha, com direito até a luz estroboscópica! Ah, que saudades das pistinhas esfumaçadas com a luz piscando! É a cara das guitar bands que iríamos tocar. O pub já tem uma iluminação bastante intimista. É escurinho, aconchegante, acolhedor. Ver aquela pistinha me deixou contente, mas também ansioso. Eu só ia discotecar indiepop, sem firulas, sem concessões. Só ia tocar o que realmente gosto. “Ah, vai dar certo, quem vem no pub gosta é desse tipo de música”. E deu.
Logo no começo o Pedro, do blog Shoegazer Alive, pergunta “E aí Gilberto, não vai tocar nenhuma aberração, né? Nada de MPB, nada de folk, funk, nada de new rave, nenhum remix, né?”. E a gente dava risada. Adorei a palavra “aberração” e fiquei repetindo diversas vezes durante a noite. Hehehe. O Magoo, lendária figura da vida boemia paulista, chegou do meu lado e disse “eu aposto que essa idéia do folk que tá no cartaz é tua!”. E dava risada. Hahaha! O Fabio Barbosa, baterista de trocentas bandas, que tocava comigo no Magic Crayon, chegou e disse “E aí, quando você vai tocar “Sensitive” do Field Mice?”. Respondi que era a próxima e deu pra ver que ele ficou até emocionado. Dava pra ler o pensamento dele, algo do tipo “Isso aqui é o paraíso”. E lá foi ele pra pistinha segurando uma guitarra imaginária, da qual fez muito bom uso. A Carol Velvet antes só tocou garage 60’s e também não fez nenhuma concessão. Tudo numa coerência tremenda. A Paula tocou Sneaker Pimps e quase alguém grita “eu quero guitarra!”. Eu toquei um monte de coisa, os hits P!O!P!, destaco algumas:
Pencil Tin, “Poignant”
The Pains of Being Pure at Heart, “Come Saturday”
Minisnap, “Leave to You”
Talulah Gosh, “Beatnik Boy”
Pia Fraus, “Far Fade Whisper”
Ride, “Mousetrap”
Second Come, “Violent Kiss”
The Pooh Sticks, “That Was The Greatest Song”
Heavenly, “C Is the Heavenly Option”
Beat Happening, “Indian Summer”
Kate Nash, “Foundations” (Ganhei um beijo da Paula por causa dessa, hehe.)
E muito mais. O povo dançou tudo e eu nem acreditava. Depois entrou o Ronnie com os hits pós-punk e delícias nessa linha. Pulei feito criança nos Buzzcocks. Ninguém queria ir embora, mas o combinado era terminar cedo. Lá pela uma da manhã restavam poucos. Ninguém pagou para entrar, a cerveja de garrafa tinha um preço honesto e ainda serviam porções de guioza ou rolinhos primavera para quem tivesse fome. Estou escrevendo isso para que no futuro eu possa ler e relembrar tudo novamente. E serve como uma homenagem ao Ronnie, a Carol, Paula e Junior. Foi ótimo e com certeza vai ter de novo. E também para atualizar esse blog, já que ontem fui cobrado por alguns fãs, hehehe. Quando rolar outra, aviso aqui! Mas a verdade é que rola várias vezes por semana. É só se ligar, sair mais de casa a noite.
terça-feira, 29 de julho de 2008
domingo, 27 de julho de 2008
Asobi Pub.

Daqui a pouco vou para a festinha que estou organizando junto com uma galera, lá no Asobi Pub. Estão todos convidados, não paga nada pra entrar e a cerveja e porções são baratas, além disso minha turminha vai estar presente discotecando, dançando, causando e todas aquelas coisas que a gente sabe fazer muito bem. Minha discotecagem vai ser só indiepop, todos os hits P!O!P!. E uma das razões desse blog não estar sendo tão atualizado como antes é essa: não saio mais do pub! Hahaha! Lugarzinho delícia.
quarta-feira, 23 de julho de 2008
Beat Happening.
Uma das coisas mais impressionates que eu vi na minha vida. Desde a primeira vez que eu vi esse vídeo... ah sei lá. É tipo influência. Eu lembro dele freqüentemente. Eu já até sonhei com isso.
sexta-feira, 18 de julho de 2008
Fotograma hoje na Funhouse.

Hoje o Fotograma toca novamente na cidade. Dessa vez o show será na Funouse e vai ser especial, pois terá participação de um trombonista e vão tocar algumas músicas novas, uma das quais é um verdadeiro clássico indiepop upbeat. E além do mais, é aquela ótima oportunidade de encontrar velhos amigos. Vai ser ótimo.
Download mp3.
Mais informações do show.
PS. Sei que ando meio sumido, estou ocupado com outras coisas, mas já tenho no gatilho uns especiais da K Records, The Byrds e finalmente devo postar algo sobre bandas nacionais. Aguardem!
segunda-feira, 7 de julho de 2008
Cody 2.
Cody | Distance Learning | CD | Shinkansen | 2002
Esse segundo disco é tão bom ou ainda melhor que o primeiro. Uma pena que a banda acabou logo depois... nunca ninguém deu o devido valor a esses geniais infelizes, mas acredito que um dia ainda receberão reconhecimento. É um som muito bom e continua bastante atual. Também tenho os EPs da banda, "Rounder" e "Anticyclone", com 4 faixas cada. Se alguém quiser posso fazer upload.
Cody 1.
Cody | Stillpoint Primer | CD | Shinkansen | 2000
Minha banda predileta da Shinkansen, que como todos sabem, é a Sarah Records com outro nome. Distorção etérea de guitarras em cascadas, que lembram as do primeiro disco do Slowdive, acompanhadas por beats eletrônicos suaves e vocais gelados, remanescente das bandas da Factory. Classe A. Ouço direto.
Rogério Fasano.

A seguir você encontra trecho da entrevista com Rogério Fasano, publicada na Playboy desse mês. Acima você vê um dos hotéis do homem, o Hotel Unique, que fica aqui em São Paulo, na Brigadeiro Luis Antônio. Sempre quando passo ali solto um suspiro.
"Com 17 anos você era sofisticado, gostava de bons vinhos?
Minhas férias nunca foram surfando ou numa barraquinha no meio do mato. Eu juntava grana e ia pra Londres. Ao mesmo tempo, vivi a geração punk e conheço todas as músicas do The Clash de cor. Não erro uma letra. E ia nos shows e ficava irritado porque tinha gente cuspindo pra cima. Saí no tapa uma vez num show do Clash em Londres porque o sujeito veio cuspir em mim, e por mais que eu gostasse da banda, não admito que cuspam em mim! A coisa política do Clash mudou o meu jeito de ver o mundo, eles foram muito importantes pra mim naquela época. Eu bebia o vinho que o dinheiro dava. Naqueles anos, bebia muito mais vodca que vinho."
A Playboy eu encontrei no barbeiro que frequento. Lá também tem Quatro Rodas, a Trip e a Vip. E lá, conversando, também descobri que a seta do meu carro, que tá piscando hiper rápido e faz um barulho estranho, tá com problema. Isso é sinal de que ou tem alguma queimada, ou é problema no relê. Por essas e outras que barbeiro roots é massa. E tá entrando em extinção... agora é só esses cabelereiros chiques e frescos.
O blog essa semana eu atualizei pouco, pois estou lendo uns livros muito inspiradores, que brevemente devo comentar por aqui. Tá foda, não consigo largar os malditos. Tem também o Asobi Pub, lugarzinho novo que só toca guitar bands e que ando frequentando algumas vezes por semana. Falarei mais sobre isso, aguardem.
quarta-feira, 2 de julho de 2008
The Rosehips.

The Rosehips | Room In Your Heart 12" EP | Subway Organisation | 1987
No meio dos anos 90, troquei duas mix tapes de 90 minutos com um australiano que esqueci o nome e perdi contato. As duas K7s que recebi mudaram minha vida. Numa tinha bandas da Austrália e Nova Zelândia. Na outra bandas inglesas da Class of 86. Guardo essas fitinhas num lugar especial até hoje. Dos 180 minutos de música, muitas e muitas canções, uma das que eu mais ouvia e gostava era "Room In Your Heart" dos Rosehips. Essa música é simplesmente fantástica. Imagine o encontro de Ramones com Jesus and Mary Chain, com direito ao melhor vocal feminino que se tem direito. É por aí. Muito empolgante. E olha só a letra, fala sério!

Os Rosehips lançaram um CD aonde eles reúnem tudo que lançaram, tem 22 músicas. Se alguém quiser, posso colocar o CD aqui. Mas acredito que pro tipo de som que eles fazem, é mais indicado ouvir aos poucos. Muitas músicas de uma vez cansa. Gosto de ouví-las como foram lançadas originalmente. Mesmo quando ouço o CD, separo as faixas de acordo com os singles. Enfim... frescura, mas eu gosto assim.
Engraçado que eu entrei na página deles e na parte de resenhas tem uma em português. Na hora pensei: "nossa, quem será que escreveu sobre eles?". Tinha até esquecido, hehe. Em 1999 escrevi sobre eles aqui. Essa coluna é da época que eu frequentava reuniões do Partido Comunista do Brasil. Muita coisa mudou, mas meu gosto musical continua o mesmo. Ainda bem! :-D
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