terça-feira, 30 de setembro de 2008

Twig.


Tá rolando uma discussão na indiepop-list sobre blogs de mp3 (e o curioso é que o blog que iniciou todo o papo foi o Take The Pills) e o consenso geral é de que postar discos inteiros de bandas que acabaram de lançar discos é uma sacanagem. Minha opinião sobre o assunto vive mudando, mas a verdade é que eu procuro apoiar os artistas e gravadoras que gosto. Como é o caso dos suecos do Twig, que acaba de lançar um ótimo disco pela gravadora peruana Plastilina.

A Plastilina Records é um dos braços da norte-americana Cloudberry (um dia escrevo mais sobre o assunto), e fica baseada em Lima, Peru. Além de lançar um monte de CDs legais de indiepop em digipack, eles vendem por um preço bem justo. Tem uma promoção, se você comprar três títulos, eles fazem por apenas 30 dólares, correio incluso pro mundo todo. É menos de 20 reais por CD.

Então ouça os artistas da Plastilina aqui. Vá para o último arquivo sonoro e se delicie com "Helen of Troy" do Twig, uma das músicas do ano. Ou se preferir, visite o MySpace da banda.

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Buzzcocks 3.


Buzzocks | A Different Kind Of Tension | IRS | 1979

Considerado por muitos como o melhor álbum dos Buzzcoks, aqui eles abandonam um pouco o punk ortodoxo com veias mais pop dos álbuns anteriores para abraçar novas sonoridades ,que os aproximam das bandas pós-punk da época. Ainda assim as boas melodias e a aparente facilidade para produzir belas pop songs continuam presentes. Essa é a versão "part 1-3", com diversas faixas bônus. Essencial.

Buzzcocks 2.


Buzzocks | Love Bites | United Artists | 1978

Quando digo que Buzzcocks é a melhor banda punk, quero deixar claro que é a minha opinião, baseada em meu gosto musical pessoal. É óbvio que o grande The Clash chega perto. Não sou surdo hehehe. Esse é o segundo disco, o que eu menos gosto, mas ainda assim um grande álbum.

Buzzcocks 1.


Buzzocks | Another Music In A Different Kitchen | United Artists | 1978

Os Buzzcocks - que é a melhor banda de punk rock e isso ninguém discute - lançou clássicos e conhecidos singles no final dos anos 70, mas os álbuns não têm a mesma popularidade e inclusive acredito que poucos conhecem. A coletânea dos singles, a famosa "Singles Going Steady", é o item obrigatório da discografia da banda. Mas essa eu acredito que todo mundo já ouviu. Por isso posto os primeiros álbuns, que podem não ser tão bons quanto a citada coleta, mas são ótimos álbuns e merecem uma audição mais atenta. Essa é a versão remasterizada com quatro bônus.

terça-feira, 23 de setembro de 2008

Antonio Carlos Jobim.


Antonio Carlos Jobim | Urubu | Warner | 1976

Já que postei o meu predileto do João Gilberto, vou fazer o mesmo com o Tom Jobim. Esse álbum tem a versão original de "Ligia", uma das músicas mais lindas feita no Brasil e que sempre me deixa com saudades do Rio de Janeiro. Mas das mais conhecidas é só essa. "Urubu" é outro disco que vai além da bossa nova ao buscar referências do easy listening, orquestrações de Ennio Morricone, melancolia e aquele clima meio Frank Sinatra que sempre permeou pela obra de Tom Jobim. O lado B do disco é todo instrumental, uma coisa meio música clássica... ficava constrangido de ouvir isso no meu quarto rock'n'roll até um tempo atrás, mas a verdade é que gosto muito, então desencanei.

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Jim Avignon na Livraria Pop.


Já que estamos no assunto 'exposições-de-arte-que-você-não-pode-perder', vou comentar mais uma que vi recentemente, a do Jim Avignon. Pra ser sincero eu nem sabia quem era Jim Avignon direito, apesar de ter a impressão de já ter cruzado o nome por aí algumas vezes e de já ter visto as ilustrações também. O que me instigou a sair de casa foi os artigos que li sobre ele nos jornais e blogs. O fato da exposição acontecer em Pinheiros, um bairro que eu passo toda hora, também ajudou.

A exposição nem é grande coisa. O trabalho do cara é espetacular, mas acontece num ambiente intimista e pequeno, apenas uma sala, poucas gravuras. Imagino que se um cabra sair lá dos confins da zona leste com o único proposito de ver a exposição, pode ser meio frustrante. Mas pelo menos é gratuita. O grande barato, no entanto, é que ela acontece na Livraria Pop, que é um pequeno pedaço do paraíso na Terra. Apesar de ter sido inaugurada uns dois anos atrás, eu não conhecia, e logo ao entrar já percebi que ia ser "obrigado" a levar alguma coisinha hehehe.

Já fiquei extremamente feliz ao encontrar a nova edição da revista +Soma, que é a minha predileta e, pelo fato de ser gratuita, sempre esgota rapidamente nos pontos de distribuição. Ainda fuçando nas estantes, descubro uma revista literária de contos excelente, a Arte & Letra, de Curitiba, Paraná. Peguei as duas edições que lançaram, já li boa parte e posso afirmar que isso sim foi um grande achado! Fiquei muito feliz com essa aquisição.

Curioso que um dos autores que me levou a adquirir essa revista foi o David Foster Wallace. Pensei: "hmmm, se tem um conto dele, então tudo deve ser na mesma linha, alto padrão de qualidade". Tenho o livro de contos dele "Breves Entrevistas com Homens Hediondos" e gosto bastante. A Submarino descreve: "Nos 23 contos que compõem o volume, Wallace explora alguns de seus temas favoritos, como dependências de drogas, depressão, sexo, relacionamentos, a mídia e as barreiras de comunicação que impedem as pessoas de compartilhar seus sentimentos". Recomendo. Mas como disse no começo, o curioso é que hoje, ao ler a coluna do Álvaro Pereira Jr. no Folhateen, descubro que Wallace se suicidou, por enforcamento, semana passada, aos 46 anos. Segundo seu pai, ele sofreu de depressão profunda nos últimos 20 anos. Descanse em paz, Wallace.

Serviço: A exposição dessa figura mítica no underground alemão e ícone pop atual que é Jim Avignon acontece só até o final de setembro. Corra para Rua Dr. Virgílio de Carvalho Pinto, 297, Pinheiros.

Pinacoteca em São Paulo.


Ir até a Pinacoteca é sempre um bom passeio para quem está em São Paulo. Atualmente tem duas exposições imperdíveis, mas ambas terminam no final de outubro, então tem que se mexer. Comece pela Estação Pinacoteca e vá direto ao 4º andar para ver os quadros de Beatriz Milhazes. É a mais pura psicodelia pop expostas em cores vibrantes, pintadas em quadros enormes, que recebem nomes tipo “Beleza Pura” e “Felicidade”... é uma coisa hippie e carioca pra cacete - ainda mais quando percebemos uns símbolos de paz e amor nuns cantinhos dos quadros. Eu até comentei que ela deve fumar uns baseados pra pintar todas essas bolinhas e quando percebi que se você observar os quadros a partir de certa distância tudo começa a se mexer, tive a certeza disso. Uma coisa tridimensional muito louca. Ela decorou o restaurante do Tate Modern em Londres, muito chique. Leia mais sobre a Beatriz aqui.

Depois de se deliciar com os quadros, vá andando até a Pinacoteca do Estado e no térreo se esbalde com as fotografias de Vânia Toledo. Um monte de fotos das celebridades mais legais do Brasil e do mundo em momentos descontraídos e engraçados. Muitas fotos foram feitas em festas no Studio 54 em Nova Iorque ou na Paulicéia Desvairada em São Paulo, clubes ícones dos anos 80. Tem umas que são realmente impagáveis. Melhor ainda foi comentar a foto do Bivar com a pessoa que estava ao meu lado, algo como “É, o Bivar até que é bem boa pinta” e quando eu olho vejo que era o Arnaldo Jabor quem estava ali. Sério. Fiquei até com vergonha. Essa Vânia Toledo deve ter umas boas histórias pra contar, mas como uma imagem vale mais que mil palavras... veja algumas fotos da exposição aqui.

Site da Pinacoteca.

Resplandor.


Resplandor | Pleamar | Alison | 2008

Banda do Peru apadrinhada por Robin Guthrie do Cocteau Twins, que inclusive produziu esse disco. Nos remete aos mais sublimes momentos do Slowdive e da 4AD. Tem muita banda hoje em dia que faz um som parecido, mas saiba que Resplandor é uma das melhores.

Vídeo da semana # 9.



The Last Shadow Puppets, "Standing Next to Me"

Estava com o amigo Ronnie quando ele comprou o LP do Last Shadow Puppets uns meses atrás, na loja Compact Blue (boa loja, por sinal). Perguntei: "quem são esses caras? Nome feio pra banda. Projeto do carinha do Arctic Monkeys? Ah, será que é bom mesmo?". Aí fuçando nas coisas da minha irmã umas semanas atrás, achei esse CD-single, ainda estava lacrado. Deixei lá.

Só quando o pessoal da indiepop-list começou a elogiar esse single (e o vídeo em particular), entrei no YouTube e NOSSASENHORA, que hit instantâneo! Preconceito é foda, né? Rapaz, já fui atrás do single da minha irmã, ele continuava lacrado. Abri, coloquei no som e ouvi no repeat umas 5 vezes. Fala sério, né povo? Essa música e vídeo é uma delícia do pop perfeito e ainda tem referências de extremo bom gosto, como Love, cultura mod, Walker Brothers e girl groups. O que é a coreografia que começa no 1m15s? Irresistível.


The Last Shadow Puppets | Standing Next to Me EP | Domino | 2008

Vou colocar só o single, pois logo depois de todo esse deslumbre, obviamente fui atrás do álbum. Não achei grandes coisas, é meio irregular. Todo mundo sabe que o rock inglês mainstream é muito forte em singles, quando chega no álbum quase sempre rola um desapontamento. Com Last Shadow Puppets não foi diferente. Mas esse EP tem uns b-sides interessantes e exclusivos. Vale a pena.

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Swirlies 3.


Swirlies | Brokedick Car | Taang! | 1993

A banda de indie rock mais legal e subestimada de todos os tempos? Pode ter certeza que sim.

Swirlies 2.


Swirlies | Blonder Tongue Audio Baton | Taang! | 1993

Re-upload.

Depois de ouvir esse clássico dá vontade de jogar todos os discos do Pavement no lixo. Os do Sebadoh também!


PS.: Tô ouvindo os mp3s e percebi que estão com um barulhinho meio estranho que eu desconfio que não seja proposital da banda, já que eu não lembro desses barulhinhos. Fui olhar o CD e vi que tá bem usado e com umas marcas sinistras. Realmente eu ouvi o troço pra cacete. CD quando envelhece é uma MERDA né não? Vou ripar em outro computador pra ver o que acontece. Update!!: Já fiz isso e ficou bem decente, confiram. Hoje vou ouvir isso o dia inteiro.

Swirlies 1.


Swirlies | What to Do About Them | Taang! | 1992

Esse primeiro CD compila singles 7"s lançados pela Slumberland e Pop Narcotic. Caso você não conheça o Swirlies, saiba que 1) é minha banda norte-americana predileta dos anos 90, 2) eles têm um ótimo senso de humor e 3) é uma das únicas bandas que transcendeu a influência do My Bloody Valentine para fazer algo realmente inventivo. Não são meras cópias. Eles entortam tudo na música, fazem umas colagens malucas, mas sempre tendo em mente que uma melodia encantadora é tudo na vida de uma pessoa e que noise pop é o ritmo musical mais foda de todos os tempos.

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Show Juan Stewart amanhã.


Amanhã o argentino Juan Stewart (leia mais sobre a biografia do rapaz aqui) toca na festa do selo Si No Puedo Bailar, No Es Mi Revolución, que acontece no ótimo Na Mata Café. A festa comemora o lançamento da compilação "Pero Ese Olor...", que no local estará a venda por milagrosos 6 reais. O CD é excelente e tem uma luxuosa edição em digipack e vem com um poster enorme. Vale muito a pena. É o tipo de coisa que vale até comprar dois: um para você e outro para dar de presente. Enfim, estaremos lá para cobrir o evento. Como pude conferir no blog Dominodromo, ainda vai ter:

- Show de abertura com o Milocovik;
- Projeções de um artista uruguaio, Felipe Ridao;
- Discotecagem dos No-DJs, residentes da Niceto (a balada mais legal de Buenos Aires);
- Venda de pôsteres e um monte de discos incríveis.

Tudo fará parte do projeto Entonces..., que sempre trará música e arte cult e de vanguarda para São Paulo. Essa é a primeira edição.

Juan Stewart @ Na Mata Café
Rua da Mata, 70 - Itaim Bibi
16/9, às 21:30. R$ 20, nome na lista para entonces@dominodromo.com.br

sábado, 13 de setembro de 2008

Julie Ocean.


Julie Ocean | Long Gone And Nearly There | Transit of Venus | 2008

Um dos melhores discos de 2001 foi o debut que o Saturday People lançou pela Slumberland. Depois a banda lançou mais um mini álbum insignificante e sumiu do mapa. Foi com grande surpresa que descobri que alguns ex-integrantes hoje em dia tocam no Julie Ocean, que acaba de lançar esse primeiro disquinho. É ainda mais energético, com uma forte caída para o power pop, do que Saturday People. O disco tem uns 20 minutos, passa voando. Começa a toda e termina a toda, não tem nenhuma baladinha. Bom pra despertar. Cada vez que ouço esse disco, gosto mais.

PS.: Já que citei Saturday People, são deles uma das grandes canções dessa década, a "Slipping Through Your Fingertips".

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Northern Song Dynasty.


Northern Song Dynasty | Northern Song Dynasty | All Is Number | 2005

Mais um projetinho da Jessica Bailiff. Psychedelic folk bem melancólico e arrastado, com texturas sonoras agradáveis e tudo aquilo que eu amo. Sou muito fã dessa mulher, acredito que hoje em dia ela é a melhor de todas que fazem música. Sim, todas. Inclusive essa que você pensou. É bem melhor.

Pacolli + The Cigarettes.


Amanhã o Marcelo Colares toca clássicos dos Cigarettes em mais uma vendinha da Pacolli. Ele vai tocar meio cedo, acredito que lá pelas 18 ou 19 horas. Depois faz outro show no Café Elétrico. E por falar em Cigarettes, dentro de alguns meses deve sair o novo disco EM VINIL. Isso mesmo! Vai ser limitado em 300 cópias, prensado na gringa, então fique esperto se quiser adquirir esse maravilhoso artefato pop.

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Vídeo da semana # 8.



The Durutti Column, "Never Know"

Raro clip de "Never Know", do clássico álbum "LC", lançado pela Factory em 1981. Simplesmente um dos discos da minha vida. Um deleite.

E vê se lembra de respirar quando assistir o vídeo.

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Gather In The Mushrooms.


VA - Gather In The Mushrooms - The British Acid Folk Underground (1968 - 1974) | Castle | 2004

Essa é a melhor compilação de folk britânico que já ouvi. Nem lembro aonde peguei, acho que foi no blog Chocoreve. Só sei que desde então ouço ela direto, diferente das outras compilações de folk que eu pego e deixo encostado num lugar obscuro do meu HD. Essa aqui tem vários hits, diversos eu até já conhecia, talvez por isso ela funcione tão bem, pois não foi uma tentativa de mostrar as bandas mais obscuras do folk, mas sim uma compilação que é gostosa de ouvir do começo ao fim. Perfeita. E vale ir atrás do CD, pois o encarte parece um livrinho e quem escreveu o texto foi Bob Stanley, do Saint Etienne.

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Papas Fritas.


Papas Fritas | Papas Fritas | Minty Fresh | 1995

Simpática banda da cena indiepop norte-americana do meio dos anos 90. A galera ouvia e comentava bastante esse disco na época. Realmente é uma delícia, "Guys Don't Lie" e "TV Movies" são cativantes ao extremo, mas o disco cansa quando se ouvr ele de uma vez. Recomendo dividir em duas partes. Durante o show do Holger, que é uma de minhas mais novas bandas prediletas da cidade, eu lembrei dos Papas Fritas. Fazia tempo que não ouvia esse CD e foi bom recuperá-lo. Esse é o primeiro disco da banda. Sempre quis ouvir os 7"s que eles lançaram antes, mas nunca consegui...

Torp Festivalen.


Esse é outro festival DIY que rolou recentemente, mas o Torp Festivalen fica um pouquinho mais longe que o interior de São Paulo.

O grande amigo César Zanin, que tocava comigo no Magic Crayon e hoje em dia mora na Itália, tava viajando pelos lados da Noruega quando descobriu umas plaquinhas indicando esse festival. Não pensou duas vezes, foi lá conferir do que se tratava.

O relato da aventura e algumas fotos você encontra aqui. Uma leitura, no mínimo, inspiradora.

domingo, 7 de setembro de 2008

Tchezari Fest, 1a edição: eu estava lá.


O anúncio do festival estava em alguns lugares escondidos na Internet, como no MySpace do Holger, na parte de "upcoming shows":

August, 30 2008 at Tchezzari Festivus
Sítio do Cezinha, SP

"Algumas pessoas descrevem César Scatena como o maior talento que o Brasil já produziu. Escritor premiado, músico consagrado e amante comprovado... estas são apenas algumas das qualidades de Cesinha. No dia 30 de Agosto em sua fazenda - que cruza 3 divisas interestaduais - acontece o Tchezzari Festivus, uma celebração do folk, Itália e amizade. Além do seu aniversário, vamos comemorar também a grande notícia de que César Scatena é o mais novo membro do Belle & Sebastian."

Ou na do Music Settlement, que era ainda mais misteriosa e convidativa:

August, 30 2008 at Tchezari Fest
Cost: send me a message

Já desconfiando que o festival ia ser histórico, sem saber direito como ia acontecer ou quem ia tocar, não pensei duas vezes: confirmei minha presença e a da Carolina. Festival assim é dos que mais gosto. E no sábado a tarde lá fomos nós pegar a deliciosa Castelo Branco ao som de João Gilberto, Neil Young e Cocteau Twins.

Ao chegar já encontramos alguns rostos conhecidos, outros tantos desconhecidos e foi só uma questão de pegar umas cervejas e nos enturmarmos. A noite caiu e o frio estava assustador (e até que gostoso, convenhamos). Conversa vai, conversa vem, dancinhas na beira da piscina ao som de Pavement e Offspring, até que chegou a hora do show do Holger. Eles entregaram para todos presentes umas folhas sulfites com as letras das músicas escritas a mão. E começaram o show sem nenhum microfone, todo mundo ajudando a cantar, uma verdadeira celebração do folk DIY, do banjo lo-fi e da alegria. Algumas fotos que eu escolhi, do Bernardo, falam por si só. Eu dei uma clareada, pelas condições até que ficaram boas.










Mais tarde teve Music Settlement. Quem tirou as fotos foi a Carolina. O detalhe é que esse show foi numa capela que tinha no sítio. Um lugar sagrado e muito especial. O show foi lindo, não tenho palavras para descrever. Eu duvido que um show do Animal Collective seja tão divertido como foi esse do Music Settlement, com participação do Debate.











E foi isso. Depois teve canções ao redor da fogueira, mais Neil Young e toda aquela história de final de festa. Que venham próximas edições da já legendária Tchezari Fest!

Meia Palavra Basta # 2.


Outro dia fui pro Rio de Janeiro e andando ali pelos lados da Lapa vi esse dois edifícios, a Catedral do Rio de Janeiro com o prédio da Petrobrás ao fundo. "Mano, tira uma foto disso", disse na hora. Foto do meu irmão Renato, seguindo minhas instruções hehehe. Curti.

Para quem, como eu, se interessa pela cena independente paulista, tá acontecendo uma das coisas mais interessantes há tempos na coisa toda, intitulada "Desbravando o Interior". Faz tempo que o Eduardo Ramos alimenta essa idéia de descobrir novos lugares para fazer shows no interior do estado, que como ele mesmo me disse um dia, "é o segundo maior mercado da música independete do Brasil, logo depois da Capital". Longe de ser utópica, a idéia pode ser lida nos livros essenciais "The Creation Records Story: My Magpie Eyes Are Hungry for the Prize" (sobre a cena inglesa) e "Our Band Could Be Your Life" de Michael Azerrad (que eu recomendo muito, inclusive sexta passada o autor estava na cidade discursando, uma pena que esqueci haha), principalmente nos capítulos do Black Flag e Fugazi. Tem outros livros, mas esses foram os que eu li e aonde percebi algo semelhante acontecendo nas páginas e mais páginas... enfim, o Edu consegue, de forma até meio didática e sempre empolgante, resumir mais ou menos tudo nessa entrevista. Vale a pena ler, principalmente se você tem banda.

Mais tarde vou escrever sobre a Tchezari Fest, agora cansei. E também sobre outras coisas legais.

Outdoor Miner: o melhor blog do momento.


A pessoa que faz o blog Outdoor Miner deixou um recado por aqui uns dias atrás, divulgando o próprio blog especializado em indie 90's e lo-fi. "Eba! Que beleza! Taí uma coisa que eu amo." e na hora já fui visitar. E desde então eu não saio mais dele hahaha! Fala sério, que blog delícia. O cara manja muito, dá para perceber que ele acompanha certas gravadoras chaves da cena e tem várias preciosidades. Esse "Little Fury Things EP" do Dinosaur Jr., apesar de só ter uma música inédita (e é cover, ainda por cima), é um dos itens mais preciosos que a cena indie já nos presenteou em todos os tempos. Mas tem disco raro do Eric's Trip, um clássico do Small Factory, várias coletas nota dez, obscuridades da Merge, da Matador, da Teenbeat, enfim... tem muita coisa fina. Vou ver se amanhã coloco os discos do Swirlies, antes que ele bote no dele! Haha! E o clássico debut do Poole também.

PS.: A linha de baixo da "In A Jar" foi a melhor coisa que Lou Barlow fez em toda carreira. Falei só por falar, prossigam.

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Cocteau Twins.


Cocteau Twins | Heaven or Las Vegas | 4AD | 1990

Considero o Cocteau Twins uma das 5 melhores bandas de todos os tempos. E esse é o meu álbum predileto da banda. Precisa dizer mais alguma coisa? É impressionante a quantidade de vezes que eu pego esse disco na estante pra ouvir. Realmente gosto muito. "I Wear Your Ring" é minha predileta do momento. Arrepia.

Show da Patife Band.


Hoje vou escolher as músicas entre os shows na Livraria da Esquina, que é um dos lugares mais legais da cidade pra tomar uma cerveja e ver bandas ao vivo. O palco é muito bom. E hoje é especial, pois quem toca é a Patife Band, seminal banda pós-punk paulista. O álbum "Corredor Polonês", de 87, é obrigatório. Ótimo! Recentemente vi o filme "Nossa Vida Não Cabe num Opala" no cinema e tocou algumas músicas do Patife Band. Da hora. O filme e a trilha sonora.

E aproveito para perguntar se alguém tem o 12" homônimo que eles lançaram em 85? Uma vez vi esse disco numa barraquinha da Praça Benedito Calixto, mas acreditam que um cara pegou o maldito e comprou na hora? Foi tudo muito rápido, não sei como isso foi acontecer, só sei que fiquei deprimido por uns três dias. Enfim... hoje tem show deles, eu nunca vi a banda ao vivo e tô bastante ansioso. Quem puder, compareça. Diversão garantida.

terça-feira, 2 de setembro de 2008

This Mortal Coil 3.


This Mortal Coil | Blood | 4AD | 1991

Esse é o grande clássico da banda, o melhor dos três discos. Não tenho palavras para descrever a beleza e a importância desse álbum na minha formação musical. O This Mortal Coil é um coletivo de músicos da 4AD capitaneado pelo big boss Ivo Watts-Russell. Lançaram somente três discos, que disponibilizo no blog. Eles tocam diversas covers, sempre de forma muito singular. Na caixa tem um quarto disco aonde encontramos todas as versões originais, caso alguém tenha interesse, posso fazer upload. Leia a biografia deles no All Music Guide para ter uma pequena noção da importância e do bom gosto na escolha das covers. Básico.

This Mortal Coil 2.


This Mortal Coil | Filigree & Shadow | 4AD | 1986

sublime

do Lat. sublime


adj. 2 gén.,
excelso;
nobre, muito elevado (no sentido moral);
perfeitíssimo;
excelente;
grandioso;
poderoso;
majestoso;
encantador;
magnífico;
esplêndido;

s. m.,
o mais alto grau de perfeição;
a perfeição do belo;
o que há de mais elevado nos sentimentos, nas acções;
aquilo que é sublime.

This Mortal Coil 1.


This Mortal Coil | It'll End In Tears | 4AD | 1984

"The gothic dream pop collective This Mortal Coil was one of the most representative bands on the 4AD label..." ~ AllMusic.

Moods:

* Atmospheric
* Melancholy
* Elegant
* Sophisticated
* Literate
* Stylish

Sleeveface.


De tanto ouvir Grouper, fiquei com vontade de reouvir esse clássico do This Mortal Coil. Assim que peguei a capinha do vinil duplo nas mãos, percebi que daria uma boa foto no estilo daquelas que aparecem no site Sleeveface. Aí foi só esperar a Carolina chegar aqui em casa e pedir para ela tirar uma foto no meu quarto. A gente tava com pressa, mas no fim até que saiu legal. Talvez num fundo branco fique melhor. Vamos tentar numa próxima vez! Amanhã vou colocar no blog os três discos que o This Mortal Coil lançou pela 4AD. Adoro!

bIG fLAME.


bIG fLAME | Rigour [1983-1986] | Drag City | 1996

A banda pós-punk mais nervosa que já existiu. A mais rápida também. Fica perto do insano, mas o fato é que é genial. O efeito que essa música provoca no corpo é, no mínimo, curioso. Te deixa tenso, te deixa esperto, te deixa com vontade de fazer alguma coisa. Seja lá o que for! Ficar parado é que não dá enquanto hits como "Cuba!", "Why Popstars Can't Dance" e "All The Irish (Must Go To Heaven)" e outras explodem na caixa de som. Tem até cover de June Brides!

Esse CD compila tudo que essa banda lançou pelo seminal selo 80's Ron Johnson Records, que na época lançava as bandas mais tortas da Class of 86, como A Witness, Stump e o próprio bIG fLAME (que participou da compilação lançada pela NME). Para fãs de Minutemen, The Ex, Captain Beefheart, Pop Group, Gang of Four e Sarandon (que inclusive conta com ex- integrantes). Vale dizer que eles também são de Manchester, como o Diagram Brothers aí embaixo.

Diagram Brothers.


Diagram Brothers | Some Marvels of Modern Science | New Hormones & LTM | 1981

Raro álbum pós-punk lançado em 81 pelo selo dos Buzzcocks, o New Hormones (o que disponibilizo é o recente relançamento em CD da LTM, com vários bonus-tracks e encarte escaneado). Diagram Brothers, de Manchester, é especialista em acordes de guitarras dissonantes e letras políticas raivosas, além de batidas tortas que até que são dançantes - *daquele jeito*. O All Music Guide já começa a biografia deles com a frase "there was nothing light about the Diagram Brothers". É artista botando dedo na cara. Para fãs de Yummy Fur, The Fall, Sarandon, Fire Engines, Josef K.

Vídeo da semana # 7.



Tindersticks, "City Sickness"

O primeiro vídeo dos Tindersticks. Belíssimas fotografias londrinas. Eu queria ter escolhido o vídeo de "Travelling Light", que é melhor que esse, mas acontece que "City Sickness" foi uma das músicas que mais ouvi na vida e ainda mais naquele ano de 1993, quando escolhi o debut dos Tindersticks como álbum do ano no fanzine Esquizofrenia. Na tela do YouTube tem a história desse clip contada pela própria banda. Um clássico.

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Power Pop 78-80.


VA | D.I.Y. Shake It Up American Power Pop II 1978-80 | Rhino

Eu prefiro mais esse período final dos anos 70, essa coletânea tem um hit atrás do outro, todas as músicas são boas, algumas clássicas! Bom pra ouvir no carro, num dia ensolarado, braço apoiado na janela aberta e o trânsito livre. Certeza de momentos marcantes.

Power Pop 75-78.


VA | D.I.Y. Come Out And Play - American Power Pop I 1975-78 | Rhino

Eu gosto muito. ;-)