quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Starlet.


Starlet | When Sun Falls on My Feet | Parasol | 2002

Esse é o terceiro disco dessa banda sueca, que começou tocando um jangle pop rápido em seu álbum de estreia, mas aos poucos foi deixando tudo mais sofisticado e suave, os aproximando da sonoridade do Belle and Sebastian e afins.

Lançado em 2002 (minha edição é norte-americana da Parasol, mas desconfio que tenha sido lançado originalmente pela Labrador, no encarte não encontramos nenhuma informação nesse sentido), esse é o último disco da banda, que aparentemente continua ativa, mas provavelmente buscando uma nova identidade, já que definitivamente soariam datados hoje em dia fazendo o mesmo tipo de música. Vocês também podem conferir a banda na "LGM Mixtape # 7".


Foto da banda presente no encarte.

Goodnight Monsters.


Goodnight Monsters | Summer Challenge | Bone Voyage | 2008

Ótimo disco dessa banda da Finlândia que faz um guitar pop com jeito de verão e vento no rosto. Altamente influenciado pelos melhores momentos do BMX Bandits, além do 60's pop do Apples in Stereo, eles impressionam pela aparente facilidade com que criam boas melodias envoltas numa guitarra levemente distorcida. Você também pode conferi-los na mixtape que fiz semana passada.

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Vídeo da Semana # 45.



Britta Persson, "Kill Hollywood Me"

Britta Persson tocou na Invasão Sueca. O show dela foi lindo, que voz potente essa garota tem, muito boa e límpida e ainda compõe canções remanescentes de Juliana Hatfield, The Spinanes, Madder Rose... com a diferença que ela tem um baterista que nunca cai no lugar comum, sempre com umas batidas quebradas, o cara é bastante criativo. Grande revelação dessa Invasão Sueca, já que admito nunca ter ouvido o som dela até antes do show. Procurem ouvir também o hit "Cliffhanger", é muito boa.

domingo, 27 de setembro de 2009

Meia Palavra Basta # 7.



Mais uma edição do Meia Palavra Basta e como de costume vou começar indicando algum mestre dos quadrinhos. Dessa vez recomendo o trabalho de Adrian Tomine, norte-americano de Nova Iorque que desenha esplendidamente e conta umas histórias que fazem parte do dia a dia de qualquer pessoa que viva em algum centro urbano desse planeta.

Acima você encontra trecho de "Echo Ave.", história presente no livro "Sleepwalk" (o meu predileto), lançado no final dos anos 90. Também adoro a graphic novel "Shortcomings", que é considerada o grande clássico de Tomine, ganhou diversos prêmios, merecidamente. Abaixo a relação dos livros publicados. Ao longo dos anos fui comprando tudo na Amazon mesmo, não sai tão caro.


Esse ano foi relançada a coleção "32 Stories" num formato box-set. Os fanzines foram reproduzidos em seus formatos originais. Muito legal, vou encomendar minha cópia em breve.



Por falar em fanzines, o Ed Shelflife está distribuindo o "Wishiful Thiking", editado pelo carinha do Horse Shoes. O fanzine é de graça para quem fizer qualquer encomenda no site da gravadora, e considerando que tem a promoção de setembro, aonde diversos discos estão apenas uma dólar cada, acho que vale muito a pena aproveitar essa boquinha.



Dá para encontrar várias promoções na Internet. Sou freguês do comércio eletrônico de longa data e essa semana finalmente adquiri a minha camiseta Suppaduppa. Conhecem? Suppaduppa é o fanzine eletrônico mais legal da atualidade a ao entrar logo encontramos a lojinha, aonde eles vendem camisetas e pôsteres. Acontece que a camiseta é muito fofa e custa somengte 20 reais. Eu nem ia dar essa dica, para não correr o risco de encontrar alguém usando a mesma camiseta por aí, mas acontece que não faço o tipo egoísta, sem contar que muita gente fora de São Paulo lê esse blog, então acho que vale a pena indicar, sem contar que o pessoal que faz o Suppaduppa merece o apoio.


Essa é a desenhista Dea Lellis usando a camiseta. Caso vá adquirir mesmo a camiseta, aproveite e peça o novo EP do Homiepie, pois o e-zine Suppaduppa é do mesmo pessoal que toca na banda. Aliás, eles bem que poderiam colocar o EP a venda na lojinha. Fica a dica hehe. No Espaço +Soma, até dia 1/10, tem da Dea Lellis. Recomendo.

Que mais? Ah sim! Foi lançado nos Estados Unidos uma compilação em fita cassete só com bandas brasileiras. Quem fez a curadoria foi minha ex-namorada Lilian De Munno, que durante a escolha das faixas me mandou a seguinte mensagem: "Gilberto, eu to organizando uma compilação pra uma gravadora e queria pedir sua ajuda. Você é mestre em decidir ordem de faixas. Quando eu estiver com todas as músicas em mãos, você me ajuda?". Lógico que ajudei, portanto quem escolheu a ordem das faixas foi eu mesmo, que fiz questão de começar a compilação com "Samba Dada" do Casino, que adoro. A Lilian fez um belíssimo trabalho, a fitinha ficou nota dez, só tem banda boa. A ordem das músicas, modéstia a parte, ficou legal também:

"Brasil Could Be Your Life"

A-Side:

casino - samba dada
verano - la fenêtre
holger - brand new tshirt
superbug - summerly yours
nancy - inbox drama

B-Side:

supercordas - e o sol brilhou sobre o verde
lulina - subtexto
bearhug – a storm, a night out
homiepie - snowy underwater
os gambitos - dancefloor


Quem lançou foi a gravadora Wild Animal Kingdom. Adquira a fitinha aqui. Já ia esquecendo... quem fez a capinha acima foi o camarada Cláudio Silvano do blog Anorak. Ele me hospedou última vez que fui para Belo Horizonte, ano passado. Tudo em família! Mais informações sobre a K7 no blog da Lilian, que se chama Ms. Tambourine.

Durante meu namoro com a Lilian a gente fez um podcast juntos, chamado Implosões do Folk. Recentemente ela disponibilizou todas as edições para download e streaming. Clique aqui e perca horas ouvindo ótimas músicas e os nossos comentários sobre cada uma. Boa oportunidade para quem quiser ouvir minha voz também hahaha! Recomendo começar pelos especiais The Sound of Young Scotland Pt.1 e Pt 2, que são os meus prediletos. Só banda escocesa dos anos 80. Coisa fina.

Para finalizar, indico um show que estou ajudando o meu grande amigo Luiz Claudio (do Fotograma) a organizar. Vai acontecer dia 22 de outubro na Livraria da Esquina e contará com as bandas Pelvs, Fotograma e Your Favourite Songs. Simplesmente imperdível! Já estou divulgando para quem for de fora da cidade poder se organizar e comparecer no evento. Vou discotecar no dia também. Vou falar mais desse show nas próximas semanas.

É isso ae. Agora vou me arrumar para assistir Lulina, Britta Persson e Those Dancing Days no Centro Cultural Juventude na zona norte da cidade. Fica meio longe de casa, mas o dia tá ótimo para um passeio de carro com os vidros abertos e uma boa trilha sonora para deixar tudo mais agradável. E ainda vou aproveitar para estreiar minha camiseta Suppaduppa em público hohoho. :-)

Top 10 Alpha FM.



1. Adriana Calcanhoto, "Inverno"
2. Pet Shop Boys, "West End Girls"
3. Keane, "Everybody's Changing"
4. The Cranberries, "Dreams"
5. Badly Drawn Boy, "Silent Sight"
6. Paula Abdul, "Rush, Rush"
7. Suzanne Vega, "Luka"
8. Simply Red, "Stars"
9. Paula Toller, "Derretendo Satélites"
10. Tears For Fears, "Woman in Chains"

Comentário: nessa última semana precisei trabalhar até tarde da noite e quando todo o restante da equipe ia para casa, eu e minha chefe resolvíamos ligar o rádio para aplacar o silêncio angustiante. Na verdade quando ela veio com essa ideia eu pensei "pronto, lá vem merda... se ela escolher alguma rádio popular eu vou pedir pra desligar e falar que tira minha concentração". Mas não, felizmente ela escolheu a Alpha FM, que é uma das minhas estações de rádio prediletas.

Passei horas e horas ouvindo a programação e vibrava quando começava alguma música legal. Foram vários momentos memoráveis. Fazia tempo que não ouvia "Inverno" com Adriana Calcanhoto e eu lembro que na época que ela foi lançada eu adorava, ouvia direto, chegando inclusive a comprar o CD e colocar a música numa mixtape. Essa música da Paula Toller também é fantástica, eu já tinha ouvido ela por aí e simpatizado bastante, mas só fui prestar verdadeira atenção agora e, nossa senhora, é muito boa, o refrão chega a dar friozinho na barriga, ainda mais sabendo que é a Paula Toller quem canta, simplesmente a cantora mais bonita do Brasil.

Por falar nela, sempre lembrei da formação do Saint Etienne quando pensava em Kid Abelha. Uma loira deslumbrante nos vocais e dois músicos meio nerd produzindo tudo. Muito tempo atrás li numa entrevista que Paula Toller estava ouvindo bastante Buffalo Tom, então olha só, além de gata tem bom gosto musical. Essa "Rush, Rush" da Paula Abdul eu adorava quando passava o vídeo na MTV, nos anos 90. É tipo vídeo com historinha, sabe? Bem legal e a música também é ótima. Assim como "Woman in Chains" do Tears For Fears. "Stars" do Simply Red é outra velha favorita: a batida é irressistível e o cantor tem uma pegada soul que me agrada bastante.

É isso ae. Essa semana provavelmente vou ouvir mais Alpha FM, uma rádio que é ótima companheira de trabalho feito em escritórios de contabilidade tediosos. Ah sim, quase ia esquecendo de dizer que "Sutilmente", nova música do Skank, é a PIOR de todas que toca na rádio. Quando toca (e toca direto, aposto que pagaram jabá) até levanto e vou pegar um café ou coisa do tipo. Não dá pra aguentar, essa música é MUITO ruim.

sábado, 26 de setembro de 2009

Wild Carnation.


Wild Carnation | Tricycle | Delmore Recordings | 1994

Excelente disco que vai agradar em cheio fãs de Yo La Tengo, Feelies e toda a cena paisley underground. Tem uma música deles na última mixtape que confeccionei. Amanhã vou escrever mais sobre essa banda, mas no momento apenas digo que muita gente considera esse um dos melhores lançamentos dos anos 90, vindo de Nova Iorque... bom, não vou ter tempo de escrever muita coisa, mas transcrevo a resenha que saiu no All Music Guide, que dessa ver acertou em cheio: "A truly shining, first-rate effort, one of the best releases to come out of a New York group this decade, and exceptionally crafted at that! Do not miss." O disco é bom mesmo, confiram.

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

The Magnetic Fields.


The Magnetic Fields | The House of Tomorrow EP | Fell Good All Over | 1992

Esse EP foi lançado originalmente em 1992, no formato vinil 7", entre o primeiro e segundo álbum. Foi relançado em CD no ano de 1996, com uma faixa bônus. Em 1999, ganha novo relançamento, dessa vez pela Merge Records e com a capa diferente. Aliás, capa linda, conforme pode ser conferido abaixo.


Em 2004 a Domino relança novamente o EP, dessa vez para o mercado europeu. A razão de tantos relançamentos está no simples fato de que esse EP é um dos pontos altos da discografia do Magnetic Fields. Todas as cinco faixas são excelentes e estão entre as melhores de Stephen Merritt.

Particularmente minha predileta é "Either You Don't Love Me or I Don't Love You", por causa do trecho aonde ele diz ""Every time you feel wonderful, baby, I feel bad / Either you don't love me or I don't love you, oh yeah / When you remind me of all the good times, I feel sad / Either you... don't love me or I don't love you, oh yeah".

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Individual.


Individual | Fantastic Smile | Junk | 2008

Banda espanhola que lançou esse único álbum ano passado e encerrou as atividades recentemente. Uma pena. O disco é muito bom, basicamente guitar pop sem muitas firulas. Vocais masculinos com ocasionais backing femininos enriquecendo canções bastante melódicas. Para fãs de Yo La Tengo, The Hummingbirds e Luna.

The Cannanes.


The Cannanes | Short Poppy Syndrome | Ajax | 1994

Comentei que os Cannanes influenciaram o Sleepy Township, então nada mais justo que postar um disco dos mestres, considerados em alguns círculos como a banda mais indie do mundo. Também é uma das bandas prediletas de Kurt Cobain, conforme pode ser observado na página 229 de seu diário. É uma de minhas bandas prediletas também e nesse blog isso é o que importa, certo? Certo.

Poderia escrever um monte de coisa sobre os grandes, mas muito grandes The Cannanes, banda que foi formada em 1984 e continua na ativa até hoje. Mas nem vou escrever, pois eles tem um site bastante informativo. Vale a pena dar uma navegada.

Eles têm uma discografia considerável, da qual sou feliz proprietário de bastante itens que pretendo ir disponibilizando no blog aos poucos. "Short Poppy Syndrome" é o quarto disco, considerado pelo All Music Guide como sendo o pior da banda. Prova de que esses caras só falam merda.

Meu Last FM Top 10 - semana # 4.


Toda quarta-feira a noite é dia de analisar as tabelas geradas pelo meu LastFM. Em parênteses a posição da semana passada.

1 (-) Moby Grape
2 (-) Sleepy Township
3 (-) Individual
4 (-) Pillowdiver
5 (5) Horse Shoes
6 (-) Tindersticks
7 (7) Lê Almeida
8 (-) Goodnight Monsters
9 (-) Love Dance
10 (1) The Pastels

Fonte: LastFM.

Comentários: semana super corrida, ouvi muito pouca música em casa. Trabalhando bastante, hoje mesmo cheguei em casa as onze da noite...

Destaque para o disco do Pillowdiver, que acaba de ser lançado. Banda nova que faz belíssimos drones de guitarra na linha do Labradford. É isso ae, sem muito papo por hoje, deixa ir tomar um banho.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Sleepy Township.


Sleepy Township | All These Records - Singles and Rarities 1994-2000 | Foxy Boy | 2002

Disco MARAVILHOSO, essa é a compilação dos singles do Sleepy Township! Composto por 20 canções, foi uma luta escolher somente uma para incluir na minha última mixtape. Eu gosto de todas! Elas foram tiradas de singles 7" em sua maior parte, então a maioria é curtinha, não chega nem nos dois minutos. O som é lo-fi jangly pop, com ênfase no lo-fi. Guided By Voices parece que foi gravado em grandes estúdios profissionais em comparação.

Os vocais são divididos, tem horas que o cara canta, outras a garota manda uns vocais, ambos são anasalados, é tudo uma tosqueira extremamente adorável. Destaque para o som do órgão. É difícil de entender, impossível explicar, só ouvindo mesmo.


Uma das fotos da banda que tem no encarte.

A banda foi formada em Perth, Califórnia, mas antes de lançarem qualquer coisa, todos se mudaram para Melbourne, Austrália. Do mesmo país vem os grandes, mas muito grandes The Cannanes, outra boa referência para a música do Sleepy Township. Disco obrigatório para amantes do lo-fi e da boa música em geral.


A discografia da banda que tem no encarte.

LGM Mixtape # 7.


VA | LGM Mixtape # 7 | 2009

1. Love Dance, "So Long"
2. Mirafiori, "En La Luna"
3. Acid House Kings, "That's Because You Drive Me"
4. Starlet, "When The Sun Falls On My Feet"
5. The Garlands, "Chandeliers"
6. Sleepy Township, "Migraine Boy"
7. Individual, "Kerouak"
8. Goodnight Monsters, "Milk Club"
9. Fotograma, "Ampulheta"
10. Wild Carnation, "Acid Rain & 'The Big One'"
11. Nosoträsh, "Voy A Aterrizar"

Fazia tempo que não confeccionava uma mixtape só com indiepop. Domingo a noite bateu uma inspiração e resolvi reunir algumas boas canções, uma atrás da outra, só hits, geralmente upbeat e com leves toques de melancolia.

Tem vários destaques, mas sem querer puxar saco, a canção do Fotograma consegue chamar atenção. É muito boa e atualmente é a minha predileta da banda. Está no disco que acabou de ser lançado.

No mais, além de banda brasileira, essa coleta tem banda espanhola, alemã, sueca, finlandesa, australiana, inglesa e norte-americana. Viva International Pop Underground! A capa é trecho do encarte da compilação mod "Le Beat Bespoké: 25 Tailor Made Cuts".

Adoraria que ouvissem e depois me deixassem comentários com opiniões e preferências. Tenho discos de todas essas bandas e pretendo colocar no blog no decorrer dessa semana. Pop! Do we not like that?

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Pop! Não é disso que nós gostamos?


Trecho do encarte da clássica compilação da Too Pure, a "Pop (Do We Not Like That?)". Me lembra a gente comprando discos no Centro sábado a tarde e depois indo direto para casa da Carol Velvet pra ouvir os bolachões e passar o restante do dia. Se alguém quiser posso colocar a compilação do blog.

domingo, 20 de setembro de 2009

Daniela Hasse e Sébastien Tellier.


A Daniela Hasse, uma velha colaboradora do meu fanzine e amiga, fez essa ilustração / resenha sobre o show que o Sébastien Tellier fez no SESC Pompéia semana passada, como parte do Festival Coquetel Molotov. Aninha me ofereceu ingressos de cortesia, mas dispensei depois de ouvir o tal no MySpace. Não curti. Mas essa semana tem mais show e dessa vez marcarei presença. Vale lembrar que a Dani, nos anos 90, tocava nas bandas indiepop Hey, Miss! e Spengler Tenglers. Sou fã!

They Go Boom!!


They Go Boom!! | Woody Allen 7" | Sunday | 1992

O último single do Pains of Being Pure at Heart (a maravilhosa "Higher Than The Stars") é praticamente um tributo ao They Go Boom!!, então não custa relembrar deles um pouquinho. Abaixo segue um artigo que escrevi há uns dez anos atrás, publicado aqui (no The Popular Tune, um dos primeiros fanzines eletrônicos em português da Internet, feito pelo meu irmão com textos de minha autoria basicamente). O single "Woody Allen" é o terceiro da banda e meu predileto.

***

Seja bem vindo ao maravilhoso mundo do They Go Boom!!, uma banda de Margate, uma cidade do interior da Inglaterra. Formada por Daryl e Mike há dez anos atrás (já lançaram dois CDs, vários single, flexis e cassetes), a banda ainda continua obscura no mundo todo. Quando os contatei para uma entrevista, Daryl não escondeu a surpresa e alegria ao saber que sou brasileiro: "Estamos super satisfeitos em saber que nossas canções estão sendo ouvidas na América do Sul e ainda curiosos em saber como foi que elas chegaram até aí... foi via mail order? Você poderia nos explicar como você faz para comprar discos?", e a partir daí a entrevista se transformou num delicioso bate papo via e-mail.

"Acho que eu e Mike começamos a tocar juntos no começo de 89, portanto nós já estamos por aí há um bom tempo, se comparado com a maioria das bandas", conta Daryl. É verdade. Banda 'indie-de-verdade' dura pouco, difícil ver dinossauros indie. Nessa época a banda ensaiava e gravava suas canções num porta-estúdio, geralmente numa quarta-feira à noite ou aos sábados, "a não ser que tivesse algum futebol na TV ou qualquer outra distração", complementa Daryl. Pergunto se eles trabalham: "Sim, nós dois trabalhamos - nós nunca ganhamos dinheiro através da banda", Mike responde prontamente, "Nós não queremos fazer carreira como músicos. Nós já estamos juntos há tanto tempo que nem pensamos nisso como uma possibilidade. Eu acho que para fazer sucesso numa grande gravadora, precisa ter um nível de profissionalismo que nós simplesmente não temos, e nem queremos", complementa Mike, principal compositor da banda (de óculos na foto).

No começo da década a banda lançou duas cassetes intituladas "Myopia" e "We Touch the Lives of Ordinary Folk", que serviram para chamar a atenção de Stephen Maughan, editor do fanzine This Almighty Pop, o mais celebrado fanzine indie inglês da época. Seu entusiasmo com a banda foi tanto que não bastou apenas fazer um artigo, mas ele também lançou um flexi, que foi intitulado de "The Summer's On It's Way" e distribuído gratuitamente com a quarta edição de seu fanzine.

O b-side do single 7"

A partir daí, surgiu interesse de duas micro-gravadoras, a primeira é alemã, chamada Blam-a-Bit Records, que lançou "Europop", o primeiro single 7" da banda, datado de 1991. A segunda gravadora é americana, chamada Sunday Records, que lançou o single "The Ruby Louge". Nessa época era notável a incrível capacidade melódica, harmônica e criativa desses dois rapazes, que criavam belíssimas pop songs usando apenas sintetizadores, o que as deixavam super peculiares e interessantes, que a própria banda fez questão de rotular, colocando na contra-capa do single "Europop" um carimbo onde lia-se 'this is bedroom pop': "'Bedroom pop' tem vários significados, mas pode-se dizer que isso expresse uma atitude do DIY (do-it-yourself) Pop feito com sintetizadores. Nós sempre compusemos nossas canções em nossos próprios quartos, sentados em nossas camas, bem confortável, diferente de guitar bands que fazem música numa garagem", explica Mike. Em seguida é lançado o single "Woody Allen" e o EP 12" "Beyond Tomorrow", ambos pela Sunday Records.

Estamos em 1992, quando a banda começa a gravar o primeiro CD que é lançado somente em 1995 (lembre-se: ensaios geralmente numa quarta-feira à noite ou sábados). Nesse meio tempo houve apenas participações em algumas compilações lançadas por micro-gravadoras do mundo todo e o primeiro show da banda, feito na França em 94, junto com as bandas espanholas La Buena Vida e Moving Pictures. Parece que tocar ao vivo não é uma das prioridades pro TGB!!: "Os shows que fizemos aconteceram porque as pessoas gostariam que nós tocássemos - nós nunca tentamos nos 'promover' nesse sentido. A idéia básica da banda não é aquela que inclui fazer bastante shows", explica Mike, "Mas às vezes é gostoso tocar nossas canções mais rápidas e agitadas ao vivo", confessa.

Em meados de 95 sai pela Sunday Records "Atlantic", o debut com 11 canções, onde não há um único acorde guitarra, o que passa despercebido durante toda a audição do álbum. A maioria das canções são dançantes, com letras que lembram o Field Mice e instrumental que fica entre o New Order e Saint Etienne. Vale dizer que todas as canções são inéditas, revelando que a banda também é adepta duma espécie de filosofia presentes em várias bandas 'indie-de-verdade' (e eu gosto bastante disso), que é a de não vender o mesmo produto duas vezes. Todas as canções do TGB!! só foram lançadas uma única vez.

Quando eles tocaram junto com o La Buena Vida e Moving Pictures na França, Mateo (dono da Siesta Records, gravadora das duas bandas), gostou tanto do TGB!! que ofereceu um contrato e a oportunidade deles tocarem dois shows em Madrid, Espanha, que aconteceu em 95. Em 96 é lançado o segundo CD intitulado "Grande Vitesse", com 8 canções que seguem a mesma linha do álbum anterior.

Pela mesmo gravadora saiu o single "Island Nation" em 97, contando com 3 canções que mostram um TGB!! mais versátil. O lado A é dance eurodisco bate-estaca, contando com um refrão daqueles "uma vez ouvido, nunca esquecido", enquanto o lado B é totalmente diferente, com "Sunnyday-A-Go-Go", um pop-synth-punk barulhento e bem melódico e "She's Leaving", mais lenta. O single precede o novo álbum, que já está pronto, mas sem gravadora para lança-lo: "O novo CD está diferente do material mais antigo. Depois que lançamos "Grande Vitesse", nós decidimos que era hora de mudar. Nossos gostos estão mudando toda hora, então eu acho natural querer fazer novos tipos de música. As últimas canções são uma verdadeira mistura, pois nós tentamos fazer um tipo de CD aonde o ouvinte não sabe o que vai acontecer na medida em que for ouvindo", explica Mike. "Ultimamente, na cena indie eu tenho ouvido algumas coisas da Bungalow Records, como Spring e Laila France. Ouço também Saint Etienne e algumas faixas do Momus, algumas coisas da Readymade Records de Tóquio como Pizzicato Five e Fantastic Plastic Machine e bastante techno japonês", Mike complementa nos dando uma idéia do que será o novo álbum, enquanto Daryl se desculpa dizendo que anda ouvindo Eels e Gene, "terrivelmente mainstream, seu sei...".

Crimes Against Pop.


Ontem foi muito legal no Audio Delicatessen. Toquei o que gosto, não cometi nenhum crime contra a música pop e ainda conversei bastante com velhos amigos. A gente deu muita risada, relembramos como era a noite nos anos 90 e no fim cheguei a conclusão que realmente envelheci - minha irmã, que estava comigo, tinha apenas três anos quando fiz a Screamadelica Party na Avenida Paulista... o tempo passou rápido.

Passou e hoje em dia eu simplesmente não aguento esses novos DJs. Essa nova geração que so ouve novidade, não tem base nenhuma... ouvem e só tocam novidades e ainda recorrem ao velho truque de tocar qualquer lixo de remix só por causa de algum beat mais dançante (beat que geralmente é brega, uma coisa extravagante e gratuita). Enfim... qualquer dia escrevo mais sobre o assunto, pois merece. Hoje é domingo e minha vó já tá testando a paciência do povo, ligando toda hora pra saber que horas vamos chegar na casa dela para almoçar.

sábado, 19 de setembro de 2009

Moby Grape.


Moby Grape | Moby Grape | Columbia | 1967

Clássico primeiro disco do Moby Grape, banda de São Francisco, Califórnia. Lançado em 1967, é uma notável estreia e não por acaso impressiona até hoje. A banda consegue ir do psicodelismo de "Sitting By The Window" para a pegada soul power de "Comes in The Morning" com extrema facilidade, e ainda encontramos folk rock, como "Indifference" e vários outros hits. Discão.

Deixo aqui também um agradecimento ao leitor Marcio Trabasso, que nessa semana me enviou via correio um DVDr cheio de ótimos discos em mp3, inclusive bootleg de um raro registro do show que o Drugstore fez no SESC Santo Amaro em 2004! Enfim, dentre os ótimos discos encontrei esse do Moby Grape, verdadeira pérola. Valeu rapaz!

A Technicolor Dream DVD.


A Technicolor Dream DVD | Eagle / ST2 | 2008

Encontrei por apenas 20 reais, na Sensorial Discos (Tel: 11 3333 1914), esse ótimo documentário sobre o festival "The 14 Hour Technicolor Dream", que aconteceu em 1967, Londres. Mas o doc, que tem quase duas horas de duração, vai muito mais a fundo sobre os acontecimentos da época. Com trilha sonora que pega a fase inicial do Pink Floyd e hits do Pretty Things, além de explicações detalhas sobre o que foi o International Times (um fanzine dos 60's), UFO Club, dentre outras coisas, é item obrigatório para quem tem interesse pelo psicodelismo inglês e o underground dos anos 60. Veja o trailer aqui. Nos extras encontramos mais entrevistas e vídeos do Pink Floyd.

Por falar no assunto, ontem, as 22 horas, o Canal Brasil estreou o documentário "Lóki", sobre Arnaldo Baptista, na TV a cabo. Deverá ter algumas reprises mês que vem, portanto recomendo ficar de olho na programação do canal. Com mais de duas horas, o documentário é emocionante. Até chorei em algumas partes. Sou muito fã do Arnaldo e também considero "Lóki" um dos melhores discos lançados no Brasil. Veja o trailer na página oficial do filme. Quando for lançado em DVD, voltarei a escrever mais sobre tudo isso.

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Discotecagem no Audio Delicatessen.


A boa de amanhã, dia 19/09, sábado, é ir no Audio Delicatessen, casa noturna muito simpática que fica na Mourato Coelho, rua que no final dos anos 90 era o verdadeiro point de quem curtia rock do bom. Eu fui convidado para discotecar na festa (por isso a foto do casal Pastels aí de cima, pois obviamente vou tocar eles), que se chama GrungeBox, veja o flyer virtual aqui. Daqui a pouco escrevo umas histórias da galera que vai tocar comigo. Tem várias hehe.

Tindersticks.


Tindersticks | No More Affairs EP | This Way Up | 1994

Hoje ouvi "No More Affairs" umas cinco vezes seguidas. Adoro. Lembro que o belíssimo clip passava direto no Lado B. Eu já tinha eleito no meu fanzine o debut álbum da banda como disco do ano de 1994. Aí logo depois veio esse single. Nessa época eles provavelmente eram minha banda predileta. Quando o segundo disco foi lançado eu encomendei o CD na Velvet Discos e toda semana, durante uns dois meses, eu passava na loja e perguntava "já chegou o novo dos Tindersticks?". Foi uma luta para conseguir esse disco, mas quando chegou, nossa... inesquecível. Esse single tem uma ótima versão instrumental, aonde o trompete faz a melodia vocal, além de uma canção exclusiva. A capa, com esse conhaque chique (hmmm!), também merece destaque.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Garotas Suecas.


Garotas Suecas | Same EP | Barravento Artes | 2009

Outro dia estava na Baratos Afins e o Calanca me recomendou o Garotas Suecas, já me jogando na mão esse EP. Eu já conhecia a banda, vi alguns shows, um deles no Studio SP, inclusive foi quando me convenceram: a banda é boa mesmo. Puxam Mutantes e outros tropicalistas e misturam com a pegada de um Roberto Carlos da fase Jovem Guarda, tudo meio temperado com uma sonoridade moderna e dançante. O CDzinho tava somente 5 reais, nem pensei duas vezes: comprei (no impulso e não me arrependi).

Mas o bacana é que eles lançaram também um compacto em vinil 7" com duas músicas desse EP: "Bugalu" b/w "Eu". Saiu pela Vinyl Land, nova gravadora brasileira que também já lançou compactos do Autoramas, Dead Lovers, Canastra, Rock Rocket e o grande, mas muito grande Lê Almeida. A pessoa por trás da Vinyl Land é o Luiz Valente, um mineiro que parece ser muito gente boa, como pode ser visto nessa entrevista concedida ao pessoal do blog Last Splash. Destaco um trecho aonde ele diz que "Nem precisa aumentar... vamos deixar (o nicho de mercado) pequenininho e tá bom demais." Adoro Minas Gerais. :-)

Em breve mais Lê Almeida e mais Vinyl Land no blog, aguardem. Boas novidades virão por aí! Recomendo bastante ver a entrevista, ficou bem legal. A trilha de fundo é - advinha! - Lê Almeida.

Podcast Artrock com Kid Vinil.



Esse é um preview do podcast Artrock # 32, apresentado pelo Kid Vinil. Esse não é o da MTV, aonde ele faz uma linha mais comercial. Em Artrock é só as novidades do rock, que é um tipo de música que o Kid adora e acompanha com afinco desde sempre. Recomendo.

Nesse canal do YouTube você vai encontrar todos os previews do Artrock. Muito legal para sacar como é os discos em seu formato físico. Ouça Artrock, com Kid Vinil, que só foi uma das pessoas que me fez gostar de música do jeito que gosto. Só isso... e foi através de um programa de rádio.

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Meu Last FM Top 10 - semana # 3.


Essa última semana foi super corrida e quase nem tive tempo de ouvir música em casa. Saio cedo e chego lá pelas oito/nove da noite. Portanto, tenho que escolher bem o que ouvir. Segue as dez bandas que mais ouvi desde última quarta-feira, segundo meu LastFM.

1 (8) The Pastels
2 (-) Starry Eyed & Laughing
3 (2) The Postmarks
4 (1) The Clientele
5 (-) Horse Shoes
6 (4) Don’t Stop Now
7 (-) Lê Almeida
8 (-) Saint Etienne
9 (3) The Cribs
10 (7) The Pains of Being Pure at Heart

Alguns comentários... Entre parênteses está a posição que a banda ocupava semana passada. A grande novidade foi o novo disco dos Pastels. Que está ótimo, esse novo caminho mais calmo que a banda está seguindo me agradou bastante. O Mike Slumberland, na indiepop-list, escreveu que é música perfeita para "deitar numa cama sob efeito de analgésicos durante todo final de semana". É por aí mesmo. Música para relaxar da melhor qualidade.

Dizem que na contra-capa do LP desse disco novo dos Pastels tem uma foto bem legal. Ainda não tenho e nem vi. Mas quem tem discos e singles dos Pastels, sabem que eles sempre curtiram publicar fotos da banda. Com esse visual nota dez (sempre quis ter um cabelo igual ao do Stephen Pastel), fica fácil produzir fotos belíssimas, como essa que publiquei, presente na contra-capa do CD "Sittin' Pretty" - que por acaso é meu álbum predileto da banda.

Essa semana continuei ouvindo bastante os novos discos do Clientele e Postmarks, prova de que realmente gostei de ambos. Gosto bastante das duas bandas, assim como The Cribs, que despencou de terceiro para nono lugar sei lá porquê! Starry Eyed & Laughing... basta ler esse post e ouvir a banda para entender a razão deles estarem em segundo lugar. Puta coisa boa, meu!

Saint Etienne é uma de minhas bandas prediletas, está em meu top 10 de todos os tempos e eu ouço sempre há anos. Esse novo single do Pains of Being Pure at Heart é uma das melhores coisas do ano e estou super feliz que ele foi lançado em vinil 12". Queria ouvir todos os remixes de "Higher Than The Stars", mas não acho.

O amigo Junior (do extinto Asobi Pub) me passou a dica dessa nova banda que lançou um CD e 7" pela Shelflife, chamada Horse Shoes. "Já ouviu o Horse Shoes? Saiu pela Shelflife e lembra bastante Blueboy.... as músicas "The Perfect Combination e "I Can't Decide" são perfeitas". Fui correndo ouvir e, além de Blueboy, me lembrou o The Wake, Air France e uma obscura banda sueca chamada The Embassy (por onde será que andam?). Adorei o Horse Shoes, banda muito boa, recomendo. Fico feliz que a Shelflife anda voltando a boa forma e lançando coisas bem legais. Eles passaram um tempo lançando uns discos bem ruins, mas agora tá ficando bonito o catálogo da gravadora novamente.

E por último o Lê Almeida e o tributo ao Guided By Voices "Don't Stop Now". Eu quero escrever direitinho sobre tudo isso, por isso ainda não coloquei o tributo no blog e nem citei a grande revelação nacional desse ano, o genial Lê Almeida. Por enquanto ouçam "Nunca Nunca" (no MySpace), uma das melhores músicas desse ano. Amanhã vou escrever mais sobre essa pérola.


Lê Almeida em uma das cenas do vídeo "Nunca Nunca".

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Vídeo da Semana # 44.



Fotograma, "Reticências"

O álbum "Trilha Sonora Intuitiva" já foi lançado, em breve pretendo escrever algo a respeito no blog, mas por enquanto fiquem com o belíssimo vídeo de "Reticências", sem dúvida nenhuma um dos melhores que já vi de uma banda brasileira. Sem exagero algum. No CCPC semana retrasada ele foi projetado bem grandão e eu confesso que fiquei até emocionado. Muito lindo.

Curiosidade: o vídeo foi filmado em Sardenha, na Itália. A garota de preto é a irmã do Luiz Cláudio, uma grande amiga também, atualmente mora em Londres, mas no dia da estreia ela estava no CCPC celebrando o grande momento. Para assistir em alta definição (recomendo, pois é tudo muito bem feito), clique aqui. Sem contar que tive que alterar o tamanho da tela para não invadir e parte dos links no blog. Por isso está pequeno.

E não se esqueça: todo frio na barriga é uma vírgula, todo espaço vazio é uma reticência.

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

The Doleful Lions.


The Doleful Lions | Motel Swim | Parasol | 1998

Recentemente resgatei esse CD da prateleira. Fazia um bom tempo que não ouvia e foi ótimo, pois lembro que na época fiquei completamente viciado nesse disco, ao ponto de ouvir ele mais de uma vez por dia durante um bom tempo. No fim enjoei e deixei de lado, acho que por uns bons cinco anos.

Colocar o disco para rodar outra vez depois desse tempo todo foi muito prazeroso. Boas lembranças de uma época que me deixa com bastante saudades. Ouvir ele no carro com o sol e o vento no rosto é uma delícia. O som deles é basicamente uma mistura de Apples In Stereo com Teenage Fanclub. Tem vários hits. "Hang Around in Your Head" chegou a sair em compacto, numa versão mais lo-fi (que parecia os melhores momentos do Guided By Voices).

Esse é o primeiro disco da banda. Depois desse já vieram mais cinco discos. Lembro que cheguei a ouvir o segundo e não curti muito, mas agora fiquei com a maior vontade de ouvir o restante da discografia. Vou atrás dos discos, agradeço qualquer ajuda dos leitores desse blog. A banda é muito boa, como você vão poder conferir.


Uma das imagens do encarte.

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Starry Eyed & Laughing.


Starry Eyed & Laughing | Same LP | CBS | 1974

Estou atrás desse disco há uns seis meses. Não achava de jeito nenhum. O mestre Fernando Naporano uma vez tocou a canção que abre esse LP no programa de rádio Último Volume (de Curitiba, PR). A canção se chama "Going Down" e é simplesmente espetacular. Fiquei enlouquecido desde que ouvi e sempre procurava mais canções e nada, até que pedi para a Lilian de Munno me ajudar. Em questão de minutos ela achou e ainda disse que "saber procurar no Google é uma arte... aprendi com meu irmão. Se tem na Internet e não tá em Torrent fechado, eu acho". Hehehe, essa manja!

A própria Lilian definiu o som do Starry Eyed & Laughing como "super jangle-byrdesque". É por aí mesmo. Fernando Naporano disse que eles nunca ficaram famosos porque aconteceram muito tarde para The Byrds e muito cedo para o REM. Recentemente foi lançado um CD duplo que compila tudo que a banda lançou (dois álbuns e alguns singles). Custa 15 libras (correio incluso) e pode ser adquirido no site da banda. Depois de ouvir esse álbum, pretendo garantir minha cópia desse CD. É coisa fina. Recomendo também esse vídeo no YouTube, aonde eles fazem uma versão matadora para "Chimes of Freedom" dos Byrds (que na verdade é original de Bob Dylan, mas a versão definitiva da música todo mundo sabe que é do Byrds - se bem que Lilian disse que há controvérsias hahaha).

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Meu Last FM Top 10 - semana # 2.


Consegui discos de muita banda boa essa semana e deixei de lado tudo que ouvi na semana passada. Também, pudera... os três primeiros tem lugares quase garantidos no meu top 10 do final de ano.

1 (-) The Clientele

Acompanho a banda com afinco desde o primeiro single e foi com grande felicidade que fui ouvir o disco novo. Está ótimo, pra variar. Essa banda não tem uma única música ruim e esse disco não foge a regra.

2 (-) The Postmarks

Eles me parecem a versão indiepop do Stereolab. Aliás, das bandas indiepop atuais, essa aí é uma das melhores. Só essa semana fui ouvir o disco novo e não fiquei nem um pouco desapontado, pelo contrário: está lindo.

3 (-) The Cribs

Das bandas que fazem parte do chamado novo rock inglês, essa é uma de minhas prediletas – a outra é o British Sea Power. Esse disco novo conta com Johnny Marr nas guitarras e está sendo muito elogiado por todos.

4 (-) Don’t Stop Now

Isso não é uma banda, mas o nome de uma compilação, mais precisamente um tributo ao Guided By Voices feito por bandas nacionais. Ainda não saiu oficialmente, recebi uma cópia promocional. Semana que vem vou disponibilizar no blog e escrevo mais a respeito.

5 (-) Elastica

Considero o primeiro disco um clássico e foi ele que eu ouvi algumas vezes essa semana. Adoro.

6 (-) The Music Machine

Banda de garage 60’s rock que eu gosto bastante. Tem música deles na caixa “Nuggets”.

7 (-) The Pains of Being Pure at Heart

O novo EP vazou essa semana e fala sério, que banda espetacular. A primeira música é um verdadeiro hino indiepop, um amigo disse – e com razão – que lembra os melhores momentos do They Go Boom.

8 (-) The Pastels

Resgatei esse EP para ouvir e foi ótimo – sempre bom ouvir os mestres.

9 (-) Pullover
Obscura banda britpop que eu adoro.

10 (-) Scarfo

Obscura banda britpop.

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Trecho # 9.



Já faz um bom tempo, estava em algum inferninho na cidade conversando sobre literatura com o Maurício Fleury, quando ele, empolgado com o papo, tira da mochila o livro "Tanto Faz" de Reinaldo Moraes e pergunta: "já leu?". Respondi que não, no que ele, numa generosidade ímpar, me dá o livro: "pega pra você, lê e depois escreve alguma coisa no teu zine". Foi o que fiz. Esse foi um dos melhores livros que já li em toda minha vida. De livro nacional, esse é o melhor. Portanto foi com grande felicidade que recebi a notícia de que o Reinaldo Moraes ia lançar um novo livro com quase 500 páginas.

O livro saiu uns meses atrás, se chama Pornopopéia e não tem melhor resenha do que a publicada pelo Daniel Benevides aqui: "O catatau (480 páginas) é antes de tudo muito engraçado, daqueles que fazem o leitor rir alto no metrô e depois olhar em volta embaraçado. Os excelentes diálogos ajudam e muito, no tom natural da linguagem bem-humorada da rua, cheios de gírias, gracejos toscos e onomatopéias. E também a verve desenfreada do narrador, mezzo culta, mezzo maloqueira, mezzo metalinguística.".

Costumo ler livros de madrugada e diversas vezes me peguei gargalhando e me cortocendo de rir com certos trechos. Para quem curte boemia, o livro consegue ser ainda mais engraçado. Foi difícil escolher um trecho do livro. Tem muito sexo explícito, quase toda página praticamente. Papo de drogas é o livro todo, então segue um trecho nesse estilo.

Páginas 27, 28, 29 e 30.

"Falando em pré-lógico, acabei de pegar uma peteca com o Miro. Tava precisando sair dessa lucidez de rodapé que me azucrina, me anula, me seca a medula - be-bop-a-lula. Um pozinho chuta o pensamento pro alto e é de lei pra quem precisa varar a noite escrevendo roteiro de embutido de frango.

Liguei pro Miro e em menos de meia hora ele tava aqui na frente do prédio se anunciando com as buzinadinhas bandeirosas de praxe. Traficante que buzina na porta do cliente é o fim da picada. Não é à toa que o desgraçado já foi preso meia dúzia de vezes. Por que ele não bota logo um alto-falante na capota do carro, como o cara das pamonhas? "Olha lá freguesia! Cocaína fresquinha dos Andes!"

Vi por uma fresta da veneziana basculante que o Miro tinha vindo dessa vez com um Corsa preto de quatro portas equipado com um ridículo aerofólio na traseira. Das últimas vezes, que eu me lembre, era um Fiat Uno vermelho- desbotado. O modesto burocrata que tirou esse Corsa num consórcio e cometeu a imprudência de estacionar a jóia num trecho escuro duma rua de pouco movimento - na Vila Madalena, aposto -, com
centenas de prestações por pagar, tá agora a pé ou de ônibus, sonhando com um esquadrão da morte específico pra ladrão de carro. Dois Corsas pretos na minha vida num espaço de 24 horas: esse do Miro, de hoje, e o de ontem, da Sossô, idênticos, com exceção do aerofólio absurdo. Coincidência pífia, mas coincidência. Sou desses panacas que ficam encanados com coincidências, buscam analogias do arco da velha, augúrios, agouros, não sossegam enquanto não extraem algum sentido dos eventos aleatórios. Dois Corsas pretos. Sinal de alguma coisa - além de que a GM andou vendendo Corsa preto pra caralho nos últimos anos.

Saí da produtora, passei pelo Adermilson, o porteiro da noite que tinha acabado de chegar pro turno das corujas, e ganhei a calçada, coração batucando de ansiedade pré-cocaínica, rumo ao Corsa preto do meu Messias particular em eterno e cotidiano retorno, descontados os períodos que ele passa em cana ou sumido da praça, quando, então, me vejo obrigado a acionar algum outro dos milhares de vaporetos em atividade aqui em Nasópolis.

O Miro tinha estacionado do outro lado da rua, que é de mão única, debaixo de uma árvore, a roda esquerda da frente escalando uma entrada de garagem em aclive acentuado, estreitando a passagem dos pedestres na calçada. A mulata loira e popozuda que estava do lado dele, de jeans e sandália de salto alto, saiu do carro pra se meter no banco de trás, junto com outras duas gurias. O Miro ultimamente deu de aparecer acompanhado por um séquito variável de meninas brancas, morenas ou negras, muito jovens todas elas, uma ou outra de menor, aposto. Até onde eu sei, ele continua casado. A mulher do cara é uma escrava, nada menos.

Conheci a coitada quando fui com o Nissim pegar pó na casa do Miro uma vez, faz tempo. Era num prédio da Amaral Gurgel, "segundo travesti à direita, pra quem vem da Jaguaribe", como ele gostava de especificar. Nem posso dizer que conheci a mulher, que só vi de relance. Mas deu pra sacar que era lindinha de cara, e alta, uns puta peitão, grávida na época e rodeada de uma penca de crianças com graus variáveis de
morenice. Deve ter sido bem gostosa antes de se casar com aquele megatraste branquelo e detonar uma miniexplosão demográfica naquele apê de quarto e sala. Diz o Nissim que a mulher do Miro foi passista da Vai-Vai antes de cometer a burrice de se juntar com o figura. Agora, obedecia calada aos comandos do maridão:

"Tira essas criança daqui, porra."

"Vai comprar cerveja e cigarro. E vê se não demora, porra."

"Cadê o isqueiro, porra?"

Deve ter sido treinada naquele mutismo servil à base de muita porrada, a pobre da ex-passista. Não me lembro de ter ouvido o Miro pronunciar o nome dela durante todo o tempo em que estivemos lá. Ela mesma deve ter esquecido o próprio nome. Devia achar que seu nome agora era Porra. Dona Porra. O Nissim, íntimo da casa, cumprimentou a "comadre" com dois beijinhos secos de bochecha. Tá louco, o Nissim. Eu não tive coragem nem de olhar direito pra ela, quanto mais de dar beijinho. Vai
saber o que se passa na cabeça dum marginal com uma capivara da altura dele no fórum criminal e um berro sempre à mão em algum lugar.

Abri a porta do passageiro e entrei no Corsa. O assento ainda guardava o calor da bunda autêntica da falsa loira. As três girls cochichavam aos risos e gritinhos atrás da gente. Não olhei nem dei boa-noite pra nenhuma delas. Em se tratando do Miro, mais vale seguir a regra magna dos presídios de jamais olhar pras mulheres dos companheiros durante as visitas. Nem pra mãe. Nem pra avó.

Falando ao celular, o Miro me ofereceu um aperto de mão convencional.

Ele odeia que venham cumprimentá-lo com toques rituais de mano, se o cara não for um mano autêntico. Uns dez anos atrás, quando comecei a pegar pó com ele, o Miro ainda exibia uma notória boa-pinta cafajeste, capaz de atrair passistas esculturais, entre outras beldades de todas as classes sociais.

Os olhos verdes ajudavam bem nisso, herança italiana por parte de pai. Duns anos pra cá deu pra engordar, o desgraçado. Anda com uns camisões largos e coloridos de gângster cubano em Miami pra disfarçar a pança - e um eventual berro.

Naquela época a gente ligava pro bipe e deixava recado pra ele retornar. O maluco ligava de volta, ou não ligava, era imprevisível, e marcava o "aponto" num bar da Pompéia. Aparecia a pé, sempre meio encardido. Acho que passava dias e noites com a mesma roupa, sem teto ou banho. Olhar sempre vidrado, de pó e manguaça. A certa altura, de crack também. Você nunca via de onde ele vinha. De repente, o cara brotava do chão ao teu lado. Daí, grana vai, peteca vem, e, de repente, cadê o Miro? O diabo já tinha se desmineralizado e, de volta à nave internarcótica, se abalava pra outra galáxia fissurada a uma velocidade hipertraficônica.

Numa de suas longas sumidas, fiquei sabendo que ele tinha assaltado um hotel do centrão junto com uma puta, operação que terminou com o gerente ferido a bala. Depois de dois anos preso, um freguês dele, advogado, conseguiu descolar uma condicional. O Miro chegou a morar com essa puta do assalto, se não me engano. Me lembro duma quitinete lúgubre na alameda Glete, no coração dos Campos Elíseos, onde eu e o Nissim fomos pegar pó numa noite gelada de agosto. Com o único elevador quebrado, tivemos que encarar treze andares de escada com um vento encanado de congelar cu de pingüim. Por sorte não encontramos nenhum cadáver putrefato pelo caminho, só baratas.

Eu não faria isso de subir treze andares gelados de treme-treme nem pela mais bela puta da putandade, mas fiz pela cocaína. Não cheguei a conhecer a então madame Miro, que devia estar manobrando umas pirocas na rua pra sustentar o ócio e os vícios do salafra.

Teve uma época que ele marcava os "apontos" em botecos do centrão, sempre por volta de nove da noite. Tinha dado alguma treta na Pompéia e ele precisou se mandar de lá. A transação agora rolava pela Rego Freitas, Amaral Gurgel, Cesário Motta, Marquês de Itu, Major Sertório. A gente ficava tomando cerveja até o Miro dar as caras, durante meia hora, uma hora, até duas horas já esperei o Miro, frigindo na fissura, com a boca do lixo em volta fervendo de putaria, polícia e crime.

O Miro já nasceu traficante. Posso ver o Mirinho baby passando as primeiras petequinhas pros colegas de berçário, sob a vista complacente de uma enfermeira subornada ou seduzida por ele. Como todo traficante, o Miro se aproveita até o último fiapo do poder que exerce sobre a clientela fissurada. Ele adora seu papel de ansiado das gentes, trazendo mais uma vez a peteca divina, a salvação em pó, o acesso rápido aos portais do nirvana dopamínico em troca de grana viva e, não raro, algum afago sexual da parte de algumas consumidoras mais cheias de gratidão e amor pra dar. Só eu conheço umas duas."


Na foto, publicada no Estado de São Paulo, você tem Reinaldo Moraes na Mercearia São Pedro, que aliás é citada no livro. "Pornopopéia" é quase um tributo à cidade de São Paulo. Vários lugares conhecidos hehe.

The Pastels.



The Pastels | Unfair Kind of Fame EP | Up | 1997


The Pastels é outra banda que mora num lugar especial de meu coração e que também faz parte da minha formação musical. Assim como Yo La Tengo, eles também retornam em 2009 com o que promete ser um disco maravilhoso e que, pelo que ouvi do single "Vivid Youth", também retorna ao clima do álbum que lançaram em 1997, o ótimo "Illumination".

Como coincidência pouca é bobagem, em 1997 eles lançaram esse EP que também contém um remix do Kevin Shields, intitulado "Cycle (MBV Remix)". Rapaz, essa música soa exatamente como o cruzamento de My Bloody Valentine fase "Loveless" com The Pastels fase "Illumination". Coisa muito fina.

Esse EP saiu originalmente pela Domino Records, sendo lançado nos EUA com duas bonus-tracks pela Up Records, que é a versão que disponibilizo no blog, com seis faixas. No site Discogs essa versão não existe, mas eu tenho ela aqui, comprada na época. Não é invenção.

Finalizo com link para um recente artigo que o amigo Fábio Bianchini escreveu sobre essa volta dos Pastels, intitulado "O Hit da Primavera, a Banda Mais Legal do Mundo e uma C-90: Sempre teremos os Pastels".


PS.: Não consegui arrumar a tag da primeira faixa.

Yo La Tengo.


Yo La Tengo | Autumn Sweater EP | Matador | 1997

Yo La Tengo é uma das bandas do meu coração. Cresci ouvindo os discos deles e até hoje a banda me deixa maravilhado. O que é esse álbum novo? Uma beleza de disco que me lembrou o grande clássico "I Can Hear the Heart Beating as One", disco de 1997 que contém "Autumn Sweater", que na época saiu como single e diversos remixes de b-sides. Eu não costumo gostar de remixes, mas esses ficaram interessantes. No mais, quando existe um disco que contém Kevin Shields remixando Yo La Tengo, não precisa pensar muito para saber que se trata de algo muito especial.


Será que esse fotógrafo Steve Thornton é o mesmo que administra a Indiepop Mailing-List?

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

The New Adventures in Lo-Fi.


VA | The New Adventures in Lo-Fi | Slag | 2002

Ótima compilação que é considerada o marco zero da Slag Records. Óbvio que todo mundo conhece a Slag, mas em todo caso, tem esse artigo que o Six (do Homiepie) escreveu, aonde ele conta a história da gravadora. Essa compilação veio encartada no primeiro número do fanzine Lo-Fi (um dos melhores fanzines lançados no Brasil). Coisa fina, como podem ver pela seleção abaixo.

Filme: Cadillac Records.


Acabei de assistir esse filme sobre a Chess Records e adorei. Nem sabia da existência, como é que ninguém me avisou? Passou batido. Descobri fuçando na locadora, sem procurar nada em especial. Lógico que o nome desse filme me chamou a atenção, peguei o DVD na prateleira e tive essa excelente surpresa.

A trilha sonora obviamente é ótima. O filme é sobre o começo da Chess Records, nos 50's, quando ela lançava 7"s de artistas como Muddy Waters, Little Walter, Chuck Berry, Etta James, Willie Dixon etc. Veja o trailer. Outro filme sobre música que recomendo é o Noel - Poeta da Vila. Assisti essa semana e curti.

Bacamarte.


Bacamarte | Depois do Fim | Som Livre | 1982

Acaba de ser relançado o álbum de estreia do Bacamarte, banda brasileira de rock progressivo que adiciona elementos de folk e música clássica. É um disco ótimo. Logo na faixa de abertura dá para perceber que não se trata de amadores. Ouça "UFO" e comprove o que digo.
A banda foi formada em 74, mas só lançou o primeiro disco em 82. Logo depois ela acabou. Esse disco é considerado um dos melhores do estilo no mundo todo. Leia as resenhas do site Prog Archives e veja o quanto são apreciados por aí. Não vou disponibilizar as músicas pois acredito que vale a pena adquirir o disco original. Saiu em formato digipack e tem um pequeno encarte bacana, custa em média 20 reais nas melhores lojas do ramo.

Magic Crayon.


Magic Crayon | Complete | CDr | 2004

Um dia, quem sabe?

Se você ouviu, sinta-se privilegiado(a).

César, meu amigo, espero que você esteja fazendo bonito... eu sei que tá.

Zanin's Magic Crayon.


Dê boas vindas ao Lauro, ele já é um Magic Crayon. Só espero que ele não invente de querer tocar baixo. ;-)

Vai no Faith No More?


MR. BUNGLE | Disco Volante | Slash | 1996

MIKE PATTON is truly a remarkable man. In his short stay on this planet, he has managed to transform Faith No More from faintly crap stodge-rockers to terminally crap stodge-rockers, ‘sported’ some of the most offensive facial hair ever seen on an alleged member of the human race and become world-renowned not for his music, but for his delightful tea-time habit of eating his own shit.

But now this charming, charming man has outdone even those magnificent achievements and, as a side ‘project’ to FNM, crafted what is surely The Worst Album In The World… Ever.

‘Disco Volante’ is appropriately enough, 70 minutes of irredeemable excrement, during which Patton singularly fails to display anything resembling talent or musical invention, let alone a tune.

But – hey! – let’s give Mikey a chance. Maybe he sees dabbling in techno-type bleeps and Neanderthal grunting as a cathardic diversion from his day job in corporate rock hell. Maybe he sees this as a defiant withdrawal to a place where he can, like, truly express his art and angst. Maan.

Then again, maybe he’s just a complete twat. Because, despite this being this the sound of a drumkit getting shagged by a disembowelled rhino, Mike clearly expects people to pay money for it. Anyone who does is clearly so dim-witted that, quite frankly, they shouldn’t be allowed out on their own. Altough hopefully the maker of this record will be allowed out on his own, if only to increase the chances of him being randomly assaulted by a member of the public and having this appalling album rammed down his throat.

Tragically, though, Mike Patton would probably enjoy even that experience. Remember: he likes eating shit. (0)

Mark Sutherland

***

Por acaso encontrei essa resenha relendo meus semanários hehehe. Página 34 do New Music Express de 13/01/96.

PS.: Isso é uma brincadeira... apesar de que essa resenha foi realmente publicada nos bons tempos de NME. ;-)

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Homiepie.


Homiepie | Fireworks EP | Self-Released CDr | 2009

Semana passada eu fui assistir o show deles novamente, dessa vez no Espaço Impróprio. Sou fã do Homiepie, já vi vários shows. Chuto uns seis ou sete. Mês passado fui até Mogi das Cruzes ver o show deles e conhecer o tão falado clube Divina Comédia. O passeio e o show foram ótimos.

Enfim, vi o show deles no Espaço Impróprio, que é um lugar muito legal que fica numa travessa da Rua Augusta, quase no Centro. É um coletivo punk anarquista quem administra a casa e lá dentro tem um monte de coisa, de restaurante vegetariano a biblioteca, passando por uma pista de dança e palco de shows que fica num pequeno porão. Foi aí que o Homiepie tocou.

O show foi magnífico, fiquei especialmente impressionado com a última música (esqueci o nome), que está no disco novo. O Six ficou até vermelho de tanto se esgoelar, mas olha só, valeu muito a pena o esforço do rapaz. Música muito boa! Ah foi bom também saber que eles abandonaram a ideia de jerico (hehehe) de tocar só músicas do disco novo nos shows e fizeram a alegria da garotada tocando todos os hits - os novos e os antigos.

No fim uma menina estava vendendo o "Fireworks EP" por 5 reais, cada exemplar com uma capinha diferente, tiragem limitada de 50 exemplates. Eu já tinha todas as músicas em mp3, mas estava tão barato e a capinha que eu escolhi é tão bonita (será que foi a Bruna tecladista quem fez?), que resolvi levar pra casa o EP em CDr. Foi uma ótima ideia, pois logo depois do show tive que ir correndo para a Via Funchal pegar minha irmã, que estava no show do Little Joy. Aí ela entrou no carro e eu ouvindo Homepie todo gurizão. Ela perguntou o que era e eu comecei a falar da banda e do show e mostrei o CDr pra ela, que instantâneamente virou fã. Inclusive era para ter postado esse disco antes no blog, mas o CDr estava na bolsa dela. Tá ouvindo direto.

Sábado agora, dia 5/09, eles vão tocar na Casa do Mancha, que é outro lugar muito bacana pra ver shows como o do Homipie. É a casa do Mancha mesmo, as bandas tocam na sala e tem que tocar a campainha pra entrar. Vá sem medo, o Mancha é o maior gente boa da paróquia e vende cerveja bem baratinho. Tem esse vídeo deles tocando no local. Na plateia encontramos todo o pessoal do Holger. Uma coisa família. A festa sábado começa as 17h, a banda deve começar mais ou menos as 19h, 17h, custa sete reais e a casa fica na Rua Filipe de Alcaçova, s/n - Vila Madalena.


A fachada do Espaço Impróprio.