quarta-feira, 29 de julho de 2009

Vídeo da Semana # 40.



The Depreciation Guild, "Dream About Me".

Outro dia o Ed da Shelflife, no blog (um dos meus prediletos, diga-se de passagem), elogiou bastante o Depreciation Guild e linkou esse vídeo. Assisti umas 48 vezes, mas não coloquei aqui, pois achei que em certa parte do vídeo o vocalista (que também toca no Pains of Being Pure at Heart) faz uma carinha de "estou-apaixonado-e-te-quero", manda um olhar "quarenta-e-três" que É MUITO BREGA, me deixa até com vergonha. Idéia do diretor, aposto. Ele mandou muito bem na iluminação do vídeo, nos cortes e efeitos, mas essa pose aí é muito difícil de aguentar. Eu botava o vídeo e só ouvia o áudio.

Mas aí hoje meu irmão, que conhece meu gosto musical como ninguém, me envia um e-mail: "ouca e FIQUE DE CARA!!!! entraram em contato comigo querendo show, banda nova dos caras do pains...". Aí assisti ao vídeo novamente e novamente... assisti outras 48 vezes e mandei para Carol, que amou e mandou para Paula, que no telefone mais tarde, combinando uns drinks, me disse que "nossa Gil, aquele vídeo que você mostrou pra Carol hoje, é muito bom!". Hoje também postei o link do vídeo no Fórum do Volume I e várias pessoas ficaram comovidas e aprovaram o dito cujo. Então pensei "caramba, preciso colocar esse vídeo no blog". E aqui está! O que acham? É viciante, é um dos singles do ano.

Assista ao vídeo em alta definição aqui.

terça-feira, 28 de julho de 2009

LGM Mixtape # 4.


VA | LGM Mixtape # 4 | 2009

1. Cessna, "Go Easy Gavin"
2. Evie Sands, "Crazy Annie"
3. Gloria Scott, "(A Case Of) Too Much Lovemakin'"
4. The Colourfield, "Thinking of You"
5. Aberdeen, "Sink or Float"
6. Saint Etienne, "Sylvie"
7. Cinnamon, "Maybe In The Next Life"
8. Pelvs, "Even If The Sun Goes Down (I'll Surf)
9. Makin' Time, "The Girl That Touched My Soul"
10. The Wild Swans, "Northern England"
11. Ride, "From Time to Time"

Mais uma compilação que fiz e essa foi bastante trabalhosa. Achar algo que seja do nível de "Sylvie" do Saint Etienne foi realmente difícil, demorei uns dois meses, sem brincadeira. Nada combinava, até que esse final de semana estava ouvindo Cinnamon e pronto, achei a música perfeita. Espero que gostem.

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Festa A Maldita.


Uma das melhores festas do Brasil acontece no Rio de Janeiro, às segundas-feiras, na Casa da Matriz. Se chama A Maldita e é um sucesso, já tem 11 anos seguindo o lema "comece a semana se acabando". O diferencial da festa está na discotecagem do Zé Felipe e do Gordinho (guitarrista do Pelvs), em especial desse último, que toca basicamente só indiepop da melhor qualidade.

Já fui diversas vezes na festa, já discotequei até, sempre que visito o Rio de Janeiro (e procuro fazer isso o máximo possível, eu adoro a cidade) dou um jeito de ficar na segunda-feira somente para marcar presença na festa, da qual tenho diversos amigos cariocas que são frequentadores assíduos.

Na semana passada eu fui e nossa, foi uma festança. Dancei MUITO! Fiz air guitar no Slowdive, fitei o chão no Cocteau Twins, pulei de alegria no My Bloody Valentine. É de emocionar qualquer um a sequência de Field Mice e Another Sunny Day e a pista cheia da mulheres lindas. Chega a ser surreal. Tinha um carinha na pista que sabia as letras de cor (eu também sei e foi legal cantar junto "If You Need Someone" e "You Should All Be Murdered"!). Na pista, além das gatas (que deviam ser gringas, vai saber), tinha a turma do Pelvs, Gustavo, Sol, Régis etc, todos se divertindo. Em plena segunda-feira.

A segurança de que dificilmente vamos ouvir funk carioca, Michael Jackson ou remix de new rave também é um atrativo e se a coisa ficar feia, existe a opção de ir pro bar na outra sala ou subir as escadas e dançar na outra pista, que sempre tem algum DJ convidado de alto nível (Rodrigo Lariú é um dos que mais toca na pista 2).

O legal é que a festa agora tem uma edição quinzenal em São Paulo, às sextas-feiras no Alley, uma nova casa noturna localizada na Barra Funda. Na última sexta aconteceu a primeira edição, mas eu estava doente e não pude ir. O Gordinho e o Zé Felipe me liberaram diversos VIPs e eu distribui para os leitores do blog que estavam interessados em ir. Um monte de gente mandou nome, dentre os quais o amigo Rodrigo Maceira, do selo Si No Puedor Bailar. Eu perguntei pra ele como foi a festa e veja a declaração:

"Cheguei à conclusão de que maldito é meu jeito de ouvir música - e dançar. Que delícia. A pista fica no térreo, logo na entrada. O segundo andar tem uma bancada, um bar, uns cubos e duas janelas deitadas sobre o trilho do trem. A coisa é que, com os hits malditos, você fica muito pouco lá em cima e acaba se esquecendo de que tem uma vista fabulosa esperando por você lá. As músicas? Me limito a dizer, como comentei com os dominódromos, que os caras têm o culhão de colocar as pessoas para dançar com La Bien Querida, uma banda espanhola. Isso diz tudo. Diz que, daqui a quinze dias, estando em São Paulo, estaremos lá. Para dançar feito doido e ganhar outro CD. Porque a boa diversão anda contada numa mão, e uma noite na Maldita enche as duas", se empolga Rodrigo, que divulgou a festa e escreveu mais sobre a mesma do blog Dominódromo.


Então é isso. Toda sexta que tiver a festa Maldita Hits @ Alley, estaremos todos lá. Vou sortear alguns VIPs aqui no blog, então fiquem atentos. O Alley fica na Rua Barra Funda, 1066, em frente o Clash. Recomendo também tomar umas antes no bar estiloso que fica ali do lado. É fácil notar. Chegue mais!

domingo, 26 de julho de 2009

Clive Palmer.


Clive Palmer | Banjoland | Sunbeam | 1967

Membro da formação original do Incredible String Band, Clive Palmer saiu logo após o primeiro disco da banda e lançou esse debut solo aonde só toca banjo. Para quem curte o som do instrumento (e quem não curte?), esse disco é obrigatório e prato cheio, garantia de bons momentos. Ele é quase todo só banjo, algumas vozes e um ou outro som de guitarra. Um clima triste e de paz permeia todo o disco. Muito bom. Esse disco permaneceu inédito até o lançamento em CD alguns anos atrás. Mais uma cortesia de Fernando Naporano. Abaixo uma foto de Clive Palmer nos dias atuais.

sábado, 25 de julho de 2009

The James Taylor Quartet.


The James Taylor Quartet | Mission Impossible | Acid Jazz | 1993

Citei o James Taylor Quartet e fiquei com vontade de ouví-los. Resgatei esse "Mission Impossible", que é o melhor álbum do quarteto que não tem nada a ver com o cantor romântico James Taylor. Fazia anos que não ouvia esse disco e posso dizer que ele continua tão bom quanto eu lembrava. Groove na medida certa para dançar, um teclado virtuoso que grita durante todo o disco, que tem algumas músicas próprias e diversas versões de clássicos famosos, como essa "Blow Up", hino mod de Herbie Hancock, trilha do filme de mesmo nome. O disco segue todo na mesma linha, é maravilhoso.



Obs.: Fiquei triste quando peguei o CD e descobri essas manchas amareladas na capa, que parecem ser de traça ou sei lá, algo do tipo. Tentei tirar com pano seco e removedor, mas não saiu. Se alguém tiver alguma dica, manda ae.

Obs2.: Trecho da resenha do All Music Guide: "As a sidenote, this is a great band to see live, with Taylor fiercely soloing with one hand while pouring vodka for the audience with the other." :-)

Makin' Time.


Makin' Time | Rhythm and Soul | Teldec | 1985

Primeiro álbum dessa banda que tocava um mod revival de arrepiar, sem cair nos clichês do estilo. Adicionavam ao mod do The Jam influências da cena indie inglesa da época e do northern soul. Esse disco começa meio estranho, mas da metade pro final encontramos belíssimas faixas, como a balada "The Girl That Touched My Soul", que lembra até o Biff Bang Pow!, ou "Where The Rythm Takes You", que tem vocais femininos e nos remete aos bons momentos do Dexy's Midnight Runners e James Taylor Quartet. Abaixo fiquem com o primeiro single da banda, presente nesse disco.



Lembrando que "Making Time" é um hino mod de 1966, do grande, mas muito grande The Creation.

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Discotecagem em Campinas.


Hoje é dia de pegar o carro e ir até Campinas, discotecar na festa da Bolinhas Records. Vai ter show do Subburbia, uma banda de Curitiba que toca um som dançante que segue a linha de bandas da região, como o ótimo Copacabana Club. A festa vai acontecer no Bar do Zé, que é o lugar mais legal para sair a noite em Campinas e isso já vai fazer tempo. Lembro que conheci o local uns bons anos atrás.

O endereço é Av. Albino J. B. de Oliveira, 1325. Barão Geraldo, Campinas. Caso você more em Campinas, compareça! Vou tocar basicamente indiepop e algum ou outro 60's. A festa começa as 21:00 e custa sete reais.

Numa outra nota, amanhã acontece a festa Maldita Hits nessa nova casa em São Paulo, chamada Alley Club. Os DJs Gordinho e Zé tocam muito bem, são meus DJs prediletos do Brasil, sem exagero. É dia 24 de Julho de 2009, a partir das 23h no Alley Club, que fica na Rua Barra Funda, 1066, Barra Funda-SP. A boiada é que quem enviar e-mail para gcustodiojr@gmail.com entra de graça, então vamos todos ae! Amanhã vou comentar mais a respeito.

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Sandstone.


Sandstone | Can You Mend a Silver Thread? | Private Press | 1971

Assim como o Bob Theil, esse também é um disco de folk britânico prensado de forma independente pelos próprios artistas. A diferença é que Sandstone é uma banda americana. É um disco belíssimo, com leves toques de psicodelia e que deverá agradar fãs de Pentangle, Midwinter e Fairport Convention. O LP original é vendido em torno dos 2000 dólares hoje em dia. Essa versão que disponibilizo é da reedição em CD, lançada em 2008 no Japão. Cortesia de mestre Fernando Naporano. Mais informações do Sandstone aqui. Ótima descrição em inglês que achei por aí: "Male/female vocal harmonies, acoustic guitar tapestries, flute, piano and occasional violin all create a dreamy, wistful mood typical of the style".

quinta-feira, 16 de julho de 2009

A Journey To Tyme Vol.1-5 - Box.


VA | A Journey To Tyme | Psychic Circle | 2009

Disc 1 | Disc 2 | Disc 3 | Disc 4 | Disc 5

Para quem curte 60's garage rock, essa caixa com 5 CDs é item essencial. Eu adoro, difícil encontrar uma música desse estilo que ache ruim, até já pensei muito sobre isso, é impressionante, é tudo muito bom e só tem uma explicação: o estilo de gravação, os equipamentos que usavam nos anos 60, penso que era algo mágico. Difícil explicar. Aonde tudo se perdeu?

Essas bandas lançaram apenas 7"s, uma ou outra conseguiu lançar um ou dois LPs. Existem diversas razões delas não serem famosas ou reconhecidas, mas posso garantir que incompetência e falta de talento não são razões que devem ser levadas em conta. Isso fica claro ao ouví-las. Uma curiosidade: pelo que li no livrinho, boa parte dessas bandas contém músicos que ficariam famosas com outras bandas.

Abaixo você tem a capa de cada um dos 5 CDs. Feias né? Rsrsrs. Essa box, assim como os CDs que coloquei aqui nos últimos dias, é cortesia de Fernando Naporano.




quarta-feira, 15 de julho de 2009

Robert Crumb.

Na última edição da Revista Piauí encontramos uma nova HQ do mestre dos mestres Robert Crumb. Adorei, principalmente quando ele pergunta pra si mesmo se não destruiu o próprio cérebro devido a toda droga que tomou na juventude hehe. No final desse ano a Conrad lança no país "Gênesis".




(clique para aumentar)

Windy And Carl.


Windy And Carl | The Dream House | Kranky | 2007

Depois de "Depths", esse é meu disco predileto do Windy & Carl. Já abre com uma música de 32 minutos, perfeita trilha sonora para sonhos. Mas o grande destaque é "Sketch For Flea", dedicada ao cachorro da dupla. O som dele respirando e andando sobre um gramado cheio de gravetos é algo, no mínimo, encantador.

terça-feira, 14 de julho de 2009

A Southern Soul Story 1961-1977.


VA | Take Me to the River: A Southern Soul Story 1961-1977 | Kent | 2008

Disc 1 / Disc 2 / Disc 3

A história do northern soul todo mundo sabe. Não tem nada a ver com a região de onde veio as canções, mas sim aonde elas eram tocadas, nas úmidas e escuras pistas de dança no norte da Inglaterra, aonde mods dançavam até o amanhecer, embalados pelo ritmo upbeat do soul e das sempre presentes anfetaminas.

O southern soul é um termo que surge apenas para contrapor o northern soul. Não tem nada a ver com a origem das canções, nem aonde elas fizeram sucesso. A principal característica do southern soul é que a música é lenta e romântica, voltada para um público mais adulto, lançadas por gravadoras como Stax e Volt.

No fundo, é tudo soul music da melhor qualidade.

Essa box é muito boa. Contém 3 CDs e um livrinho, quem lança é a Kent Soul, dizem que as melhores compilações de soul quem lança é a Kent. Então aí está. Só coisa fina, para variar. Segue relação das faixas.


segunda-feira, 13 de julho de 2009

Wendy & Bonnie.


Wendy & Bonnie | Genesis | Skye / Sundazed 2CD | 1968

Essas duas irmãs de São Francisco, com idade média de 16 anos, compuseram todas canções, além de tocarem guitarras e cantarem nesse grande clássico do 60's sunshine pop. É um disco impressionante, ainda mais levando em condiração a idade das meninas. Percebe-se influências que vão do jazz a música brasileira. Ele não foi um grande estouro na época pois a gravadora faliu logo em seguida, portanto o disco não foi promovido e caiu na obscuridade até ser descoberto nos anos 90 por mestres como Tim Gane e Mike Alway, conforme pode ser lido nesse trecho do encarte que eu escaneei.


As meninas só gravaram esse disco, pois logo depois de lançá-lo, com a decepção de ter o disco nas prateleiras e ninguém para as apoiar, elas resolveram se dedicar aos estudos, até casar, ter filhos, essas coisas. Fico imaginando se a história fosse diferente. Olhem só esse vídeo para a música que abre "Genesis":



Fala sério né camaradinhas? Essas versão do álbum que disponibilizo no blog é a que foi lançada recentemente pela Sundazed, um CD duplo com vários bônus tracks e algumas covers, como Beatles e tudo mais. Coisa finíssima. Abaixo mais trechos do encarte:


domingo, 12 de julho de 2009

Faine Jade.


Faine Jade | It Ain't True | Distortions | 1992

Percebi que não tem nada de 60's garage rock no blog. Que falha. Adoro bandas do estilo e sempre estou ouvindo. Em São Paulo sou frequentador assíduo dos shows do Haxixins, Fuzzfaces e toda a turma da zona leste. E faz tempo, viu! Então aqui está esse obscuro disco do Faine Jade, uma banda de garage rock psicodélica de primeira qualidade.

Meu primeiro contato com a banda foi através da maravilhosa e viciante canção "It Ain't True", lado B do primeiro compacto lançado em 1966. Essa música abre o 2o volume da box "A Journey To Tyme Vol.1-5", uma espécie de "Nuggets" mais underground. Então sinta o drama: no meio de 80 canções de 60's garage, essa foi a que mais me chamou atenção, a ponto de me fazer ir trás desse disco.

O interessante foi que achei o disco justo no blog Eu Como Fuzz no Café da Manhã!, que é do camarada Wagner, que toca nos Fuzzfaces. Grande conhecedor de 60's garage, o blog é muito bom, recomendo perder um tempinho e fazer vários downloads.

Mas voltando ao Faine Jade, esse disco é uma compilação de diversas músicas do começo de carreira, compreende o período de 66 a 69. Foi lançado somente em vinil em 92 e pode ser adquirido por apenas 14 dólares (novo) aqui. Pelo que entendi, a banda ficou conhecida mesmo pelo debut álbum chamado "Instrospection", mas esse ainda não ouvi.

Vídeo da Semana # 39.



Mystery Jets, "Two Doors Down"

Recomendo ficar de olho no rock inglês contemporâneo, de vez em quando aparece algum single bem legal, como é esse "Two Doors Down" dos Mystery Jets. Na verdade esse single é do ano passado. Descobri essa semana por acaso, pois minha irmã fica ouvindo essa música toda hora e acabou me chamando atenção numas de "hmm, até que essa é boa". Perguntei pra ela o que era e descobri ser o Mystery Jets. Lembro que curtia "You Can't Fool Me Dennis", um dos primeiros singles da banda, meu irmão tinha o 7" e eu botei algumas vezes pra ouvir, mas logo depois esqueci completamente deles. Bom saber que eles continuam bons.

Esse single me remete à música pop inglesa de boa qualidade dos anos 80, bandas como Style Council, The Blow Monkeys, Associates... esse vídeo tem até influência do new romantic, olhem só e me diga se estou errado. E que surpresa: procurei o 7" dessa música no eBay e descobri que o b-side é cover de "Somewhere In My Heart" do Aztec Camera. Ou seja, esses caras sabem o que estão fazendo. A letra dessa música tambem é boa, tem até referência ao "Marquee Moon", prestem atenção. Uma pena que me parece que são meio esquecidos... o povo fica ouvindo o lixo que é o terceiro disco do Mäximo Park e deixa de lado as coisas boas. Normal.

PS.: Outra boa referência que catei: essa letra é quase um tributo a "Girl at the Bust Stop" do BMX Bandits (música originalmente composta por Dan Treacy do Television Personalities, mas que ele nunca lançou).

Windy & Carl.


Windy & Carl | Depths | Kranky | 1998

Esse é o quarto disco do casal Windy & Carl e o primeiro que saiu pela Kranky. É o meu disco predileto deles. É também considerado o mais acessível de toda a carreira. Mas não espere canções pop. O que temos aqui são peças atmosféricas e texturas sonoras que exaltam a melancolia, a quietude e o sossego. São drones baseados em guitarras com raros vocais soterrados, como pode ser conferido na belíssima "Undercurrent" ou mesmo em "Set Adrift".


Conforme pode ser conferido pela capa e por esse trecho do encarte acima, esse disco busca o abstracionismo para atingir uma paz de espírito que encanta qualquer um. Posso afirmar que esse disco é um dos meus prediletos de todos os tempos. Um clássico. Como quase tudo que a Kranky lançava no final dos anos 90.

terça-feira, 7 de julho de 2009

Bob Theil.


Bob Theil | So Far... | Private Press | 1982

Esse disco vem sendo (re)descoberto aos poucos pelos aficcionados por folk inglês dos anos 60, apesar dele ter sido lançado (pelo próprio artista) originalmente em 82. Imagine Fairport Convention e a Sandy Denny, com uma mistura inusitada de Pink Floyd e Nick Drake. O que marca a música de Bob Theil é uma eterna e profunda melancolia. Ouçam essa música. Tem essa também que eu gosto bastante (numa versão atual). O disco inteiro é muito bom, grande descoberta, agradeço ao Fernando Naporano por me mostrar tamanha preciosidade.


A versão do arquivo é a última em CD, com o single 7" de bônus.

Se puderem pesquisem a história de Bob Theil. Muy interessante.

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Discotecagem amanhã.


Amanhã tem mais uma vendinha da Patricia Colli. Nós vamos tocar um monte de 7"s! Vai ter show do Twinpine(s) também, que é a banda do Magoo, camarada de looonga data. Ou seja, todo mundo em casa! Aliás, vai ser numa casa mesmo, bem no centro da cidade. Só chegar, tocar a campainha e se acomodar na 3a dimensão. Tem drinks e tudo mais também. Todo mundo é bem vindo, nos vemos lá! Vejam as fotos das últimas vendinhas.


Alguns dos 7"s que a Patricia já separou para tocar amanhã a tarde.