terça-feira, 29 de abril de 2008

Clan of Xymox


Clan of Xymox | Medusa | 4AD | 1986

Continuando no clima gótico e já que o homem por trás do Gentle Touch citou o Clan of Xymox como uma de suas principais infuências, aí está o melhor disco da banda, lançado em 86 pela legendária 4AD. Ao contrário do que você pode pensar, o disco é ótimo, aquela coisa de clima soturno e vocais etéreos sintetizados com umas batidas eletrônicas dançantes... algo como o encontro de Bauhaus, The Cure e Depeche Mode. E se você acha isso ruim meu amigo, só tenho a lamentar. Mas também tá longe de ser a oitava maravilha do mundo, é bom deixar claro. Mas que dançar "Lousie" desse disco é uma delícia, ah, isso não me resta dúvidas. Hit das pistinhas esfumaçadas, hehe.

Belas Góticas.


Estava hoje cumprindo minhas obrigações e passeando pela Galeria do Rock. Também estava de olho nos flyers de balada gótica, já que uma amiga, de tanto me ver contar sobre os góticos do Retrô, Armageddon, Madame Satã etc., está morrendo de vontade de visitar um lugar aonde role esse tipo de som que atrai os morcegos. E eu também. Pelos velhos tempos, sabe como é. A gente vai ficando velho e cada vez mais saudosista. Quando me deparei com esse flyer acima. Nossa senhora, nem na época a coisa era tão absurdamente surreal. Aí eu resolvi visitar o tal site Belas Góticas. Sem comentários. Entre por sua conta e risco. É... er... *chocante*. Está dada a dica para quem quiser se aventurar para além do Milo Garage, da Rua Augusta, dos lugares destacados pelo Guia da Folha... depois me conta como foi.

segunda-feira, 28 de abril de 2008

The Autumn Leaves.


The Autumn Leaves | Long Lost Friend | CD | April Dabbler | 2008

Olha o que vazou hoje, hehe. Nem acreditei quando eu vi... juro que deu até frio na barriga. Ainda estou ouvindo e óbvio que de prima eu adorei, mais tarde escrevo mais. Ah lembrei, já escrevi sobre o primeiro disco deles, aqui.

"Third is a psychedelic rock album." ~ Pitchfork sobre o novo Portishead, hoje. E eu concordo.

Esse do Autumn Leaves é um psychedelic jangle pop no sentido mais tradicional do termo. Tá super sixties, ainda bem.

Television Personalities.


Television Personalities | Far Away & Lost In Joy EP | CD-EP | Vinyl Japan | 1994

Do you know what they're saying about me now?
Have you heard what they're saying about me now?
I know thay laugh at me, call me a fool
Maybe I'm not as cool as I once was

They can't hurt me now
I've heard it all before
And anyway I'm feeling better now
Oh am I blue
Oh is it true

The world comes tumbling down like a dream
Oh am I sad
Oh am I blue

Can you see that I've been crying
But there's no more tears for crying
So understand the things I say
You can't hurt me anyway

Do you know what they're saying about me now?
Do you know what they're saying about me now?

Yes I've had better years
And I'm all cried out of tears
I was naive when I was young
But now maybe I'm wise

And everytime I've got it good
I'm scared that I might have it bad

And every time I feel so good
I feel guilty and I feel I'm better off when sad

Look at me now
Am I going down?

And I'm wearing (...) frown
Look at me now
Do I look as if I'm down

And I've almost given up trying
Cause there's no more tears for crying
Do you understand the way I am?

Do you know what they're saying about me now?
Do you know what they're saying about me now?

(...)

Fala sério né Dan Treacy. Você nessa música, só guitarra, baixo e voz... é de cortar o coração de qualquer um. Ainda mais pra quem sabe o que você passou. Espero que hoje você esteja melhor, meu amigo. Ass.: Seu fã, Gilberto.

PS.: A letra dessa música abaixo é sobre você mesmo, né? A melhor música sobre vício em heroína que já ouvi.

Far Away And Lost In Joy

She isn't sure what day it is
But she know it isn't tuesday
She can't remember her last meal
But it was probably last tuesday

In a while she knows she won't feel so ill
In a while she knows she won't feel so ill
Far away
She'll be far away and lost in joy

Now she's trying to get clean
She wants to get out of that scene

(...)

domingo, 27 de abril de 2008

Cluster.


Cluster | Cluster '71 | CD | Water | 1971

Esse disco é resultado do uso contínuo de drogas pesadas.

Muito pesadas.

sábado, 26 de abril de 2008

Mouse on Mars.


Mouse on Mars | Vulvaland | CD | Too Pure | 1994

Mais um álbum da Too Pure por aqui e um dos meus prediletos de música eletrônica experimental. Em breve escrevo mais sobre eles. Enquanto isso aproveito para colocar um top 5 discos de ambient, mininal, drones e afins feita por um especialista no estilo, o camarada Glauco Félix.

01 - John Cale & Terry Riley - Church of Anthrax (1971)
02 - Steve Reich - Music for 18 Musicians (1978)
03 - Plastikman - Musik (1994)
04 - Aphex Twin - Selected Ambient Work 85-92 (1992)
05 - Vladislav Delay - Anima (2001)

Um dia todos por aqui.

“O que importa é o conteúdo do vazio” Enrique Vila-Matas

quinta-feira, 24 de abril de 2008

Harper Lee.


Harper Lee | Train Not Stopping EP | CD-single | Matinée | 2001

A melhor descrição do Harper Lee encontrei numa resenha da Pop Matters, aonde as canções são descritas como "devastatingly pure". Tirei de ouvido (me perdoe qualquer erro e me corriga se estiver errado) o começo de "I Could Be There For You", o b-side que é uma das melhores e uma das mais tocantes canções indiepop já feita:

It seems
I have these foolish dreams
I know
There is nothing there to hold
But I could be so right for you
But he can too

I know
I've got to realise
It's hard
But drowning in your eyes
I could be so good for you
But he can too

So if you feel afraid
I could confort you
I could be there for you
(...)

Aí nas entrevistas você encontra isso:

"I'd love to write stuff as complicated and clever as Radiohead, but I'm too dumb."
-- Keris Howard, Dagger Magazine (2001)

Ele tocava no Brighter antes. Sim, a banda mais triste da Sarah Records, gravadora famosa por lançar pérolas de pop melancólico. No Harper Lee essa tristeza é quase anestesiante, algo que ao invés de sufocar, alivia, um sentimento tão constante dentro de uma pessoa que ela se torna conformada. Ela se acostuma. E vai vivendo. Afinal, todos nós temos que seguir em frente.

Gene 2.


Gene | Too See The Lights | CD | Costermonger | 1996

Sick, Sober and Sorry

Please don't stop me from drinking
It's my only joy
Please don't stop me from smoking
This is my reward
For all the things I have spoken
and all the times I fell
For one taste of the good life
I would kill

When this storm passes
When the clouds starts to break
I will stand in the sunshine
Awaiting my fate
I hope it comes quickly
I hope I feel no pain
Just hold me in those arms again

Toda vez que eu discoteco, senão me engano desde a PRIMEIRA VEZ, toco essa música. E canto junto. Quase sempre alguém vem até a cabine perguntar o que é. Um clássico e a banda escondeu num b-side. Esse "To See The Lights" é o disco que compila os b-sides e é tão bom quanto o debut. Gene é a banda mais subestimada do britpop. Ficaram escondidos na sombra dos Smiths, mas quem ouve saca que essa é apenas uma das influências da banda, que também bebe na fonte do The Jam e no power pop dos Raspberries. Enfim, Gene é top 5 do britpop. Fácil.

quarta-feira, 23 de abril de 2008

Gene 1.


Gene | Olympian | CD | Polydor | 1995

Esse disco foi uma das trilhas do feriado em BH. Há tempos não me sentia tão em casa quanto com a galera de lá. Um dos momentos inesquecíveis foi num churrasco no sítio do Alessandro, quando o 1o do Gene começa a tocar altão. Aí um figura enorme, com camiseta do Obituary e cara de mau, começa a cantar Gene, o cara sabia praticamente todas as letras. Esse foi o Oráculo aka Seidler. Momento mágico, acho que daqui pra frente, toda vez que ouvir Gene, vou lembrar dessa cena.

Uma parte do disco que eu adoro cantar junto - e Mr. Rossiter repete várias vezes.

Truth, Rest Your Head

There is more than a life at stake here
For me you died tonight
So don't involve me in your plans
When the chat shows beckon
for me you died tonight

Astrolab.


Astrolab | The Blue Thread Saga | Maritime | 2008

Essa banda é praticamente um tributo ao Blueboy fase “Unisex”. Só falta mesmo um cara com o talento de Keith Girdler para tocar violão clássico. Mas não importa. Junto com Gentle Touch, essa é a outra grande revelação indiepop do ano até o momento (tá anotando?). Melancolia, conforto, desânimo e tardes ociosas ao lado da pessoa amada. Caramba, essas músicas são mais Blueboy que os próprios. É impressionante. E detalhe: eles são de Bandung, Indonésia.

terça-feira, 22 de abril de 2008

Portishead.


Portishead in Portishead | Video | 2008

Cheguei agora há pouco de viagem e tô aqui botando a leitura dos jornais em dia, quando me deparo com a coluna do Álvaro Pereira de ontem comentando sobre esse vídeo do Portishead... acabei de assistir e derrubei até uma lagriminha de tão absurdamente foda que é: Silver Apples, paranóia, kraut rock, dias frios e nublados, drogas, Radiohead, mentiras e desilusões. Parabéns ao Álvaro, que uma vez na vida e outra na morte manda uma coluna saborosa como essa - se é que esse furo de reportagem é dele, hehe.

quinta-feira, 17 de abril de 2008

Discotecagem # 1.



Gosta de se acabar no air guitar enquanto hits de rock inglês explodem na pistinha? Amanhã n'A Obra, em Belo Horizonte, vai ter uma festa chamada Bloody Hell, aonde a noite toda só vai tocar rock inglês. Paraíso, né? Pelo menos eu acho. As pessoas aí da foto também, como podem perceber hehehe. E o mais legal: eu vou discotecar. Então caso você esteja pelas redondezas, favor aparecer. Sei que meu zine tinha um monte de leitores de MG, então é isso, tá feito o convite. As fotos são d'A Obra mesmo, último sábado.

Neu! 3.


Neu! | Neu! 75 | CD | Astralwerks | 1975

Terceiro e último disco do Neu! (pronuncia-se "nói"). Agora estou ocupado para escrever algo sobre eles. Mas é biscoito fino, pode ter certeza.

Neu! 2.


Neu! | Neu! 2 | CD | Astralwerks | 1973

Taí o 2o disco desses alemães doidões. O Stereolab copiou tudo deles, descaradamente, principalmente nos 1os discos. Ouvir Neu! numa auto-estrada a uns 120 km/h é perfeito, se encaixa muito bem. É quando tudo faz sentido, até mesmo a própria vida, haha. Mais um clássico deles, enfim.

Neu! 1.


Neu! | Neu! | CD | Astralwerks | 1972

O meu kraut predileto. A banda que eu toquei de 94 a 97, a Comespace, tocava cover de "Hallogallo", que abre esse disco. Era uma moleza, já que o baixo fica basicamente em duas notas, hehe. A gente abria os shows com essa música e digo que pra época era bastante incomum uma banda logo de cara tocar um troço instrumental com 10 minutos de duração. Até hoje é. Causávamos uma boa impressão, modéstia a parte.

quarta-feira, 16 de abril de 2008

The Sound of Young Sweden 3.


VA | The Sound of Young Sweden Vol. 3 | CD | Labrador | 2002

Nessa época a Labrador Records comprou a Summersound, mas felizmente continuou lançando a coleção. Todos volumes são em digipack e seguem um padrão, como vocês podem perceber pela capa. Saiu o volume 4, mas eu não tenho. Veja track-list. Nessa aqui a revelação foi o Radio Dept. Vale dizer que em todos os volumes não tem uma banda que chegue aos pés do subestimado e maravilhoso Gentle Tuesday. :-)

The Sound of Young Sweden 2.


VA | The Sound of Young Sweden Vol. 2 | CD | Summersound | 2001

Aí está o volume dois. Minha banda predileta da coleta é o Aerospace... aliás vou colocar o álbum deles aqui, é ótimo. Também simpatizo com o Edson, que se chama assim em homenagem ao nosso Pelé. Escrevi bastante sobre todas essas bandas no Esquizofrenia especial indiepop sueco, que lancei em 2001, quando ninguém sabia nem aonde ficava a Suécia, hehe. Ah, o arquivo está com o ano errado, tem que arrumar. Track-list aqui.

The Sound of Young Sweden 1.


VA | The Sound of Young Sweden Vol. 1 | CD | Summersound | 1999

Pela quantidade de downloads, dá para ver que as bandas suecas são bem populares entre os leitores do Lazer Guided Melodies. Então aí está a compilação "The Sound of Young Sweden", que nos apresenta sete bandas, duas músicas de cada. O nome é inspirado no movimento escocês The Sound of Young Scotland, que girava em torno da Postcard Records no começo dos anos 80. Nada mais correto, já que boa parte das bandas suecas dessa compilação são influenciadas por ícones do indiepop clássico. Veja track-list.

terça-feira, 15 de abril de 2008

Gentle Tuesday.


Gentle Tuesday | A Gentlemans Laundry | CD | A Boy Wonder | 2000

Mais suecos gentis, rs! O nome é uma referência a um dos 1os singles do Primal Scream e esse disco compila os singles 7"s lançados no final dos 90's dessa banda que - sério - faz parte do meu top 5 bandas prediletas da Suécia. Hinos indiepop como só suecos sabem fazer, com uma pegada meio soul, um certo groove upbeat e títulos como "I've Never Been So Poorly Insulted In All My Life". "Keep on Doin It" é um clássico absoluto do estilo.

Gentle Touch.


Gentle Touch | In Memory of Savannah | CD | Songs I Wish I Had Written | 2008

Essa banda de um homem só da Suécia é a revelação de 2008 até o momento. Canções technopop soturnas e melancólicas, com umas batidas que lembram até EBM (citam Clan Of Xymox entre as influências, além de Cocteau Twins, Depeche Mode, The Cure etc), mas com direito a umas guitarras tímidas e vocais dramáticos. A 1a faixa é hit de pista e tem um ritmo que nos remete a "Sensitive" do Field Mice. Classe A.

Vídeo # 4.

Dessas bandas novas inglesas, uma das que eu mais gosto é essa aqui. E eles são mestres em fazer uns vídeos bem legais. O clip de "I'm a Realist" é ótimo, em certo momento me lembrou "Disco 2000" do Pulp. E uma das coisas que eu mais gosto na vida é essa ansiedade que rola antes de sair a noite. E eu *adoro* sair a noite. Chega logo sexta-feira! :-)

I'm a realist
I'm a romantic
I'm an indecisive piece of shit

I'm a realist
I'm a romantic
I am indecisive and that's about it

Drugstore.


Drugstore | Drugstore | CD | Go! Discs | 1995

Por onde anda Isabel Monteiro? Dez anos sem sinal de vida.

segunda-feira, 14 de abril de 2008

Sunny Sunday Smile.


VA | Sunny Sunday Smile | CD | Sunday | 1993

Já que o grande Marco Stecz pediu, aí está a 1a compilação da Sunday, dedicada no encarte a Clare & Matt da Sarah Records. Essa compilação tem o diferencial de ter um monte de músicas exclusivas e muito boas, como é o caso dos Proctors, PO!, Slumber, Mrs Kipling... todas excelentes. Se você gosta de indiepop, saiba que essa coleta é considerada clássica entre fãs do estilo. Eu gosto bastante. Muito.

Foi através dessa compilação que eu fiquei sabendo da existência do selo lá nos meados dos anos 90 e logo em seguida comecei a pegar os singles, na época a maioria ainda estava em catálogo e custava barato. Foi uma curtição acompanhar a Sunday. Mas sem deslumbramentos: sempre considerei a Sunday uma espécie de lata de lixo da Sarah Records. O que era dispensando pelo selo inglês era rapidamente resgatado pelo irmão norte-americano. O que não quer dizer que é uma coisa ruim.

Infelizmente o arquivo do disco ficou com 120 megas e o Rapidshare só aceita 100, então tive que tirar as duas faixas do They Go Boom!! para caber o restante. Se alguém quiser, me avise que eu mando as faixas via e-mail. No futuro vou colocar as outras compilações que tenho. Chega de Sunday por enquanto.

The Cudgels.


The Cudgels | Joybang! | 7" | Sunday | 1992

Temos aqui um guitar pop com uma certa influência oitentista, penso que esse compacto poderia ter sido lançado pela Creation em 88. Tem algo de Primal Scream do começo, um pouco de House of Love e até mesmo Biff Bang Pow!!.

E é isso, né? O especial Sunday Records acaba por aqui. Ia colocar as compilações, mas vi que elas não tem as tags e no momento rola uma preguiça de digitar tudo. Se fizerem muita questão, deixe comentário solicitando.

The Proctors.


The Proctors | Moon Song | 7" | Sunday | 1994

Já comentei deles ali embaixo, digo que Proctors é minha banda predileta da Sunday e que nesse compacto o lado B é mais legal que o lado A. Muito linda essa "Wish My Days Away". Indiepop em sua melhor forma.

Mrs Kipling.


Mrs. Kipling | Change EP | 7" | Sunday | 1993

Esse foi o único single que essa banda inglesa de Sheffield lançou e como a maioria das bandas da Sunday Records, eles tocam um twee pop refinado, sem soar muito pedante e afeminado. O nome de uma das músicas é "Sha la la", então já dá pra ter idéia do que encontrar. Eu gosto.

domingo, 13 de abril de 2008

The Pristines.


The Pristines | Kimberly Somebody | 7" | Sunday | 1993

Grandes fãs da Sarah Records, o nome The Pristines é uma homenagem ao hino "Pristine Christine" do Sea Urchins. Esse é o 2o single da banda, no lado A temos um shoegaze pop bem upbeat, do outro lado encontramos uma baladinha remanescente de Brighter. Adoro as duas. Recentemente a Cloudberry lançou um EPzinho deles, mostrando que a banda ainda existe.

Shoestrings.


Shoestrings | Some Things Never Change | 7" | Sunday | 1994

Escrevi sobre eles aqui.

They Go Boom!!


They Go Boom!! | Woody Allen | 7" | Sunday | 1992

Outro excelente 7" da Sunday, mas o mp3 está meio baixo. Depois escrevo mais.

sábado, 12 de abril de 2008

The Proctors.


The Proctors | Baby Blue EP | 7" | Sunday | 1993

A Sunday Records é o equivalente da Sarah Records na América. Bandas no mesmo estilo, singles 7" clássicos e a mesma inaptidão para fazer capas bonitas. Esse final de semana vou colocar alguns singles da gravadora no blog, começando pelo debut dos Proctors, que é um dos compactos que mais ouvi na minha vida.


Eles são ingleses e tocam twee pop, mas sem muita afetação e acessos irritantes de felicidade. O vocal feminino é até meio etéreo e em algumas partes o guitarrista pisa no pedal de distorção e reverb. É tudo meio lo-fi, o que só contribui para aumentar a curtição. Eu adoro, eu amo, tenho vontade de abraçar esse single de tão bom.

sexta-feira, 11 de abril de 2008

Faust.


Faust | Faust IV | CD | Virgin | 1973

Eu adoro Krautrock e o Faust já abre esse disco com "Krautrock", uma espécie de hino do estilo, com quase 12 minutos de doidera sonora hipnótica e viajante. O resto do disco é mais "pop", de um jeito que só essas bandas alemãs dos anos 70 consegue ser. Discão.

The Relict.


The Relict | Off Church Street EP | 7" | Elefant | 2001

Coletivo baseado no norte de Londres que conta com membros do Clientele (principalmente) e outros, como Pam Berry, que nesse EP canta a primeira faixa, "Childlike". É preciso silêncio no recinto enquanto a música do Relict estiver tocando, pois ela é soturna, tranqüila, sossegada... qualquer barulhinho atrapalha. Sshhhhh! Quieta!

Moose.


Moose | Sonny & Son | Virgin | CD | 1991

Moose é uma das bandas percursoras do movimento shoegaze inglês no início dos anos 90. Esse disco compila os três primeiros singles 12" que a banda lançou e que, até hoje, marcam o ponto alto da carreira desse excelendo combo noise pop. Ouça "Jack", "Suzanne" e "Last Night I Fell Again" e faça aquele air guitar enquanto ninguém estiver olhando. Vocais baixinhos, guitarras distorcidas e uma certa melancolia no ar: uma fórmula que meio mundo ia copiar depois.

Like Honey.


Like Honey, "Airport".

Sou viciado nesse vídeo, assisto direto. E você pode ter ele em alta definição para assistir grandão na tela ou no teu i-Pod, é só clicar com o lado direito do mouse aqui.

Like Honey é de Malmö, Suécia. Lançaram dois EPs bem legais, clique nos títulos e faça o download, vale a pena, principalmente se você for fã de Teenage Fanclub, Jesus and Mary Chain e coisas assim. Aqui estão: "So Silent EP", de 2004 e "Airport", de 2005.

quinta-feira, 10 de abril de 2008

Arabesque.


Arabesque | Roma EP | 7" | Siesta | 1994

Projeto paralelo dos membros do Blueboy, aqui eles apresentam uma sonoridade mais cool e ensolarada, com vocais femininos e um forte clima mediterrâneo. Esse compacto é prato cheio para bon vivants de plantão e ainda temos os maravilhosos dedilhados de violão clássico, cortesia de Keith Girdler (RIP), que aqui está mais inspirado do que nunca. No arquivo você encontra a contra-capa e as músicas "Roma", "Do Nothing" e "Brazil 94" (olha os nomes...). Clássico é pouco.

McCarthy.


McCarthy | Banking, Violence and the Inner Life Today | CD | Midnight | 1990

Antes de formar o Stereolab, Tim Gane tocava nessa banda, que no fim dos 80's lançou 3 ótimos discos. Esse é o 3o e é o que mais se parece com Stereolab e por isso é o melhor. Aqui ele já colocou Laetitia Sadier na banda e começa a deixar o jangle pop em favor de um guitar mais encorpado e hipnótico. Por falar em Laetitia, sabiam que existem boatos de que Monade vai tocar no Brasil? No Studio SP. Cool!

Velocette.


Velocette | Get Yourself Together | CD-EP | Wiiija | 1996

Já que muita gente pegou o single do Comet Gain e eu tenho certeza que adoraram, resolvi postar o excelente debut single do Velocette, banda que surgiu depois que metade dos integrantes deixaram o Comet Gain por desavenças pessoais. Um wall of sound delicioso e vocais femininos, como se Phil Spector produzisse uma banda indiepop. Mais um clássico da chamada Class of 96 (quem lembra? Urusei Yatsura, 1os singles do Delgados, os EPs do Bis... vou postar tudo isso brevemente, na época fiquei fascinado por tudo). E sabia que "Get Yourself Together" tem vídeo? Péssimo, uma estética britpop que hoje em dia pega muito mal, hehe. No single tem a versão dessa música em francês.

quarta-feira, 9 de abril de 2008

Spearmint.


Spearmint | My Missing Days | hitBACK | CD | 2003

- Blur, "Modern Life is Rubbish".
- The Smiths, "Strangeways, Here We Come".
- Pulp, "Different Class".
- As compilações da Kent de northern soul.
- Orange Juice, "Rip It Up".

Esse disco do Spearmint é a junção de tudo isso. E eu tenho certeza que no fim dos anos 2000 esse disco vai estar no meu top 10 da década. Uma pena que ninguém conhece.

i didn't buy you flowers

i didn't buy you flowers
because i didn't actually know you
and though you'd seen me around
you'd think i was some weirdo

i didn't buy you flowers
because we'd only just met
and though i knew you'd love it
you'd think i was too keen

no i didn't buy you flowers
because only the garage was open
and that would seem like an afterthought
not good enough for you

or because i'd seen a film
that said men only buy flowers
when they're feeling guilty
and i didn't want you to think that

i didn't buy you flowers
because the money was so tight
i thought when i next get paid
i'll buy you something lovely

or it was someone selling roses
while we ate our meal
and everyone knows how naff that is
i wouldn't want to insult you

no i didn't buy you flowers
because it was valentine's day
that would be an empty gesture
because that's what everybody does
i don't need to be told when to do it
i'll do it when i mean it

and though i knew you'd love it
i didn't even think of it
and though i had the money
it just wasn't in my mind

Eu estou pulando de alegria aqui, pois estava até cogitando tirar de ouvido as letras de algumas músicas desse disco (o melhor da banda) para colocar no blog, quando digito "spearmint lyrics" no Google e encontro esse novo site.



a happy ending

we were always going to decorate
this was always temporary
we were always going to visit
every city every single gallery
but we always seemed so busy
and we waited so long
yes we waited so long
i'm still waiting
now it's over

i always meant to get in touch with you
i still consider you my best friend
i always meant to be the one to make a call
or write a little letter
but i know there'll be no happy endings now
yes i waited so long
oh i waited so long
and i'm still waiting
now it's over
oh i waited so long
yes i waited so long
and i'm still waiting
now it's over

Mas tem muito mais, como essa... e esta aqui também. Uma de minhas bandas atuais prediletas. Eles têm trocentos discos, lançam todos por uma gravadora própria e não estão nem aí pro sucesso ou coisa assim. Depois escrevo mais sobre eles. *Alguém* precisa fazer isso.

Chris Bell.


Chris Bell | I Am the Cosmos | Rykodisk | CD | 1992

Apesar de só ter sido lançado em 92, esse disco foi gravado em 78, pouco antes de Chris Bell morrer num acidente automobilístico. Para quem não sabe, Bell foi guitarrista do Big Star (melhor banda power pop de todos os tempos?) e esse disco solo é excelente como um todo, mas se destaca pela faixa título, que já começa escancarando tudo de uma forma bastante poética: "Every night I tell myself I am the cosmos / I am the wind / That don't bring you back again"... Fala sério. Disco triste, muito triste.

terça-feira, 8 de abril de 2008

Can.


Can | Future Days | Mute | CD | 1972

Isso aqui é inacessível até hoje, não recomendo para amadores e gente que só consegue ouvir pop ou folk ou rock ou qualquer um desses ritmos de fácil assimilação. Música cabeçuda. Kraut rock em sua melhor forma, esse é o quinto disco da banda, considerado um dos melhores. Eu tenho um carinho especial, pois Glauco Félix me emprestou sua cópia nacional do vinil em meados dos anos 90, num dos ensaios da Comespace. Valeu camarada. Esse foi um dos discos de formação.

Vídeo # 3.

Tempo nublado, frieza, depressão, paisagem urbana desoladora, mau humor, desânimo... esse vídeo é a trilha perfeita. Pra quem gostar, tem o álbum deles ali embaixo. Produzido por Bernard Summer, esqueci de dizer.

Sombrero.


VA | Sombrero | Siesta | CD | 1999

Aqui está a outra compilação. Queria ter colocado as ótimas imagens do encarte no arquivo, mas só lembrei delas quando o arquivo já estava subindo... Enfim, as músicas pelo menos estão aí - e que músicas! Veja track-list.

Expreso.


VA | Expreso | Siesta | CD | 1997

Mais duas compilações de uma gravadora espanhola, mas dessa vez é a Siesta quem destacamos. Essa é minha predileta, lançada numa época em que a gravadora só acertava. Veja relação das faixas aqui.

domingo, 6 de abril de 2008

Red House Painters.


Red House Painters | Red House Painters | 4AD | CD | 1993

O meu disco predileto do Red House Painters também tem que entrar aqui né? Um clássico do rock triste e arrastado. Em breve mais umas linhas.

Section 25.


Section 25 | From the Hip | Factory | CD | 1984

É um disco lindo, vou escrever uma linhas sobre ele em breve, mas não agora que eu tô num papo muito bom no MSN.

Vídeo # 2.


Estou ouvindo Cocteau Twins há dois dias sem parar. É sempre assim, quando começo a escutá-los fico dias paralisado pela música dessa banda e com pensamentos do tipo "nossa senhora, definitivamente essa é a melhor banda do mundo". Comecei a ver vídeos no YouTube e finalmente descobri o que ela canta nessa música. E o trecho é lindo, a cara do Cocteau Twins: "Heaven or Las Vegas / whichever's more bright and the soonest to me".

sábado, 5 de abril de 2008

Casablanca.


Vários Artistas | Casablanca | Elefant | CD | 1999

La colección de las ciudades - módulo 2. Essa é a minha predileta. As músicas de Hopkirk & Lee, Notre Dame e Brian são as que mais gosto, mas tem muito mais. Muito mesmo. Hit atrás de hit. Uma delícia. Veja a seleção das faixas.

Montecarlo.


Vários Artistas | Montecarlo | Elefant | CD | 1997

Essas compilações "la colección de las ciudades" da gravadora espanhola Elefant Records são sensacionais, dá para ouvir do começo ao fim sem precisar pular nenhuma faixa. No meio do caminho ainda dá pra descobrir umas maravilhas. Essenciais. Essa é o "módulo 1". Veja track-list aqui.

quinta-feira, 3 de abril de 2008

Jessica Bailiff.


Jessica Bailiff | Jessica Bailiff | CD | Kranky | 2002

Alan Sparhawk, do Low, quando ouviu, gamou e logo a recomendou para Kranky Records, que sem pensar duas vezes lançou seu primeiro disco, em 1998. Esse disco que disponibilizo é o terceiro da carreira, em minha opinião o melhor. Um perfeito dream pop com generosas pitadas de folk, uma canção da Jessica geralmente tem acordes de violão permeadas por ondas de feedback e outros barulhinhos diversos, além dos vocais que parecem vir de longe, envoltos numa densa névoa. Nem precisa de batidas. Outro fã da moça é David Pearce, do Flying Saucer Attack, que gravou junto com ela um álbum sob o nome de Clear Horizon. Mas essa é outra história.

quarta-feira, 2 de abril de 2008

The Sundays.


The Sundays | Static & Silence | CD | Geffen | 1997

Hoje passei o dia ouvindo esse disco e não resisti, resolvi botar ele aqui, mesmo sendo o pior disco dos três que os Sundays lançaram em sua curta carreira nos anos 90. Acontece, meu amigo, que o pior disco dos Sundays é melhor que 90% do que é lançado hoje em dia. Esse é um álbum calmo, melancólico, continua aquela mistura de Cocteau Twins com Smiths característica da banda, mas sem muitos hits upbeats. Estão mais contidos. É um disco para ouvir enquanto você escreve um longo e-mail para aquela pessoa que você gosta.