domingo, 10 de maio de 2009

Main.


Main | Motion Pool | Beggars Banquet | 1994

Formado por ex-integrantes do Loop, o Main é uma das melhores bandas do post-rock britânico. "Motion Pool" é o segundo disco e é espetacular do começo ao fim. Hipnótico como poucos discos conseguem ser, mostra uma banda buscando novos caminhos e apostando numa peculiar sonoridade que certamente marcou uma época e influenciou muita gente boa, como Labradford, Bark Psychosis e a última fase do Slowdive.

Se no primeiro disco a banda ainda guardava resquícios do Loop, em "Motion Pool" eles abandonam de vez as batidas repetitivas da bateria e mergulham profundamente num mar de loops de guitarras anestesiantes, efeitos drone e linhas de baixo que pulsam melodias que nos levam ao paraíso dos melhores son(h)os. Esse definitivamente é um de meus discos prediletos de todos os tempos. Não é a toa que o Main está em terceiro lugar no meu Last.fm. Gosto muito.

Vale lembrar que em meados dos anos 90 eu tinha esse disco e vendi para alguém da Indie-Brasil mailing-list. Acho que foi pro Sol, de Niterói-RJ. Nunca me arrependi tanto por ter vendido um disco. Na época poucos entendiam realmente qual era a proposta do Main. É um disco que demora bastante para fazer sentido, eu mesmo demorei anos. Ainda bem que fui insistente. Por falar em Sol, ouçam a banda dele, Enseada Espacial. Carrega boas influências do Main.


Welcome to our drumless space.

Dicas do Marcio # 3.


William Fitzsimmons

Marcio disse que esse cara é, disparado, o cantor-compositor dele favorito no momento. Eu gostei bastante da barba do sujeito, tenho até uma meta de ter uma igual qualquer dia no futuro. Também adorei a biografia que ele colocou no MySpace, aonde ele fala que é filho de pais cegos e tal. É legal também ele colocar entre seus melhores amigos o Nick Drake, Elliott Smith, Bon Iver e José Gonzalez.

Aliás, isso em lembra que da última vez que o Gonzalez tocou no SESC eu *esqueci* de ir hehehe. Tava com ingresso na mão... fui lembrar só quando uma amiga perguntou aonde eu estava, dia seguinte no MSN. Tava no cinema, foi a resposta. Nesse dia fui ver Juno com uma pretendente, esqueci completamente do show. Admito que nem me arrependi, se é que vocês me entendem. ;-)

E fica aqui mais uma dica do Marcio. Ah, o Marcio é meu irmão, para quem não sabe. Ele organiza a noite Goonite no Bardens Boudoir em Londres e nessa próxima sexta, dia 15/05, vai ter show do William Fitzsimmons. Se eu estivesse na cidade, não ia perder de forma alguma. Quer dizer, só se...

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Blog recomendado # 2.


I Hang Suspended


Um colecionador de discos e leitor do Lazer Guided Melodies criou um blog só com singles indiepop. É impressionante, muita coisa boa, muita coisa rara. O legal é que ele ripa tudo de sua própria coleção, sempre com uma qualidade boa e scan das capas. Vale até fazer uma assinatura do Rapidshare! A mesma pessoa tem outro blog, o My Dreams Will Never End, aonde posta bons discos de indiepop. Fica a dica!

Vídeo da semana # 34.



Bettie Serveert, "Tom Boy"

Tocou ontem na Splashdown @ Asobi Pub e foi bastante celebrada! Sabe o mais legal? Foi escolha dela. :-)

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Splashdown # 6.


Hoje tem mais uma edição da Splashdown no Asobi Pub. Estou com problemas no scanner e não deu para fazer um flyer decente, então para ilustrar peguei essa linda obra da artista gaúcha Carla Barth. Adoro ela.

Então é isso, a sexta edição da festa Splashdown:

07/05
Asobi Pub
Rua Matias Aires, 100. Esquina com a Rua Augusta.
Das 19:00 hs às 00:00 hs
Música por Gilberto Custódio
Grátis

Apareça e diga olá!

Ah queria agradecer todos que foram no Tapas Club terça-feira! Foi uma festinha bem bacana e várias pessoas queridas apareceram. A partir do mês que vem vou tocar lá com mais freqüência, aguardem novidades!

quarta-feira, 6 de maio de 2009

LGM Mixtape # 3.


VA | LGM Mixtape # 3 | 2009

Terminei mais uma mixtape. A capa é uma obra que Roberto Magalhães fez em 2004. Segue relação das músicas, mais tarde faço alguns comentários.

1. Davy Graham, "Both Sides Now"

Essa música abre o quinto disco desse grande nome do british folk. É de 1968 e a música é cover da Joni Mitchell, mas essa versão dele é bem melhor. Veja o que o All Music Guide publicou: "The raga-jazz interpretation of Joni Mitchell's "Both Sides Now," which moves from meditative opening drones into a freewheeling explosion of modal folk-rock is one of the highlights of Graham's career on record and one of the best expressions of his ability to make a standard his own."

2. Richmond Fontaine, "Western Skyline"

Ótima banda de alt-country na ativa desde o final dos 90's. Essa música fecha o quarto disco, lançado em 2002. É uma canção bem triste.

3. The Hang Ups, "Parkway"

Já escrevi sobre o Hang Ups aqui. Tenho um carinho super especial por essa banda de Minneapolis.

4. Lush, "Lit Up"

Esses dias estava lembrando o quanto escutei o álbum "Split", do Lush, lançado em 1994. Na época só tinha ele em K7 e trabalhava de office-boy. Dá-lhe walkman! Foi trilha sonora de muitas filas de banco e longas caminhadas a pé pelo centro da cidade. Definitivamente um dos discos que mais ouvi na vida e "Lit Up" é uma de minhas prediletas.

5. Always, "Love and Death In Metroland"

Já escrevi sobre o Always aqui. Banda top da él Records.

6. Brian, "Understand"

Melancólica canção que abre o debut álbum do Brian. Os dedilhados e a bateria eletrônica me fazem lembrar bastante do Brighter e da Sarah Records, inclusive a gravadora ia lançar essa música num single, mas na época ele acabou fechando com a Setanta Records.

7. Japan Air, "Claire"

Um dos meus singles favoritos da Cloudberry Records é o do Japan Air, um dia tenho a esperança de que o Roque vai lançá-los em vinil.

8. Moscow Olympics, "No Winter, No Autumn"

Para lembrar do melhor disco de 2008. Escrevi sobre eles aqui.

9. Liechtenstein, "The End of the World"

Essa música está presente do EP "Everything's For Sale", que foi lançado recentemente em CDr. Em junho elas lançam o álbum de estréia pela renomada Slumberland.

10. Endless Bob Brown, "Take Your Time"

Um dos meus blogs prediletos é o Please Rain Fall. Muitas histórias da época de ouro do indiepop e um entendimento perfeito do idealismo da cena toda. Quem escreve é Stephen, que já tocou nos Proctors e The Cudgels. Ele também era muito próximo dessa desconhecida banda chamada Endless Bob Brown, que na época só lançou demos em K7. Impressionante saber que pop nuggets do nível de uma "Take Your Time" ficou renegada durante anos a poucos sortudos. O blog está disponilizando as demos em mp3 com autorização da banda. Vale ir atrás. Stephen também criou a Please Rain Fall Records, aonde ele promete enviar o CDr de estréia para qualquer lugar do mundo em troca de uma carta, um poema, coisas assim. Fanástico né? Ele envia mesmo, umas semanas atrás recebi minha cópia e fiquei super feliz.

11. The Mayfields, "Feels Like Yesterday"

Outra desconhecida e fantástica banda. Lançaram somente um single em 7" em 1989 pela Bus Stop Label.

PS.: Citei o Roberto Magalhães, a capa é um quadro dele. Está acontecendo uma exposição no Instituto Tomie Othake em São Paulo. Vale a visita e é de graça.

Twee via Plan B.




Tá que tá o maior papo entre fanzines, fóruns de internet, listas de discussões e revistas (como a Plab B) sobre essa história de twee, se você odeia ou gosta ou simpatiza ou até ignora (vc deve ser emo)... Então vamos ver esse papo né? Pq meu fanzine sempre abordou bandas twee. Admito. Eu sei que é o único fanzine desse país que aborda bandas twee desde o começo dessa brincadeira. Aí nesses anos dois mill surgem umas bandas twee nesse nosso país que (espero!) amamos tanto. Eu quero abraçar todas elas.

Eu li esse artigo e quero destacar umas coisas numa tradução livre de minha parte (hehehe):

"Todo mundo que manjava de Sarah Records ou Field Mice ou sei lá o que na universidade ou segundo grau era total tarado. Eu nem falo sobre necrofilia ou sadomasoquismo, mas a respeito de gente, homens ou mulheres, desculpa, garotos e garotas. Sexo selvagem. Mas talvez isso só ocorrese em Widnes, St Helens e Hull. (AL)

"Na Vila Mariana acontecia coisas bem piores entre fãs de Blueboy e estudantes do cursinho Etapa". ~ ah o nosso twee...

"Todas que se acham fãs - ou acham q entendem - o riot grrrl em sua forma original, e não manjam suas maravilhosas pontes com o twee dos anos 80 não sabem de porra nenhuma. Em parte porque era a preferência musical das "prime movers" (preguiça de traduzir isso)... bebi demais, só amanhã, mas é drama: "and partly because cutie was one of the few places one could go outside..." eu sei que ninguém vai ler mesmo, então dane-se. Everett True escreve muito bem, viu. Só isso. Eu leio.

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Splashdown # 5.


Já que semana passada não teve a festa Splashdown, excepcionalmente essa semana ela foi transferida para terça-feira, no Tapas Club. Quem conhece a casa e gosta dos bons sons sabe que esse é o melhor dia para ouvir aquilo que realmente gostamos. Acontece a Questionable Party, onde podemos ouvir "crossover, indie, old-school" e um dos DJs é o Alexandre Vianna, editor da revista 100% Skate. O grande lance é que na casa tem ótimas pick-ups, então amanhã vou fazer um set aonde só vou tocar vinil (compactos e alguns LPs).

O horário é aquele esquema cedo, estilo happy hour, devo tocar das 22:00 até umas 23:30 e o esquema da casa é o seguinte:

Com nome na lista é R$ 5. Mas se chegar antes das 21h não paga nada. A casa abre as 20h.

> para nome na lista: lista@tapasclub.com.br (assunto: data do evento - 05/05/09)

Tapas Club:

A casa fica na Rua Augusta, 1246. Perto do Asobi Pub, perto do Ibotirama, por ali. Essa "Brighter" do Railway Children eu vou tocar com certeza!

domingo, 3 de maio de 2009

Vídeo da semana # 33.



The Railway Children, "Brighter"

Primeira vez que ouvi essa música tava numa casa noturna aonde rolava um som gótico. Dá para contar nos dedos as vezes em que fui perguntar pro DJ que música tava tocando. Essa foi uma delas. Lembro que até anotei. Logo depois achei o LP "Reunion Wilderness" num sebo, disco da Factory que saiu no Brasil na época, em 1987. É o primeiro disco da banda e é muito bom. Até hoje dá para encontrar ele facilmente por um bom preço. Eu mesmo tenho umas 3 cópias extras que guardo para dar de presente para pessoas que gosto.

Virada Cultural 2009.



Z/O representando sempre.

sábado, 2 de maio de 2009

Meia Palavra Basta # 7.


Mais uma edição da festejada coluna Meia Palavra Basta. Então vamos lá... Comentei sobre os slackers e a geração X aqui, aí estava pensando quem seria o maior representante da geração no quesito quadrinhos. Oras, nem precisei pensar muito. É óbvio que o Peter Bagge ganha disparado. Quer sujeitinho mais slacker que o querido Buddy, de Hate? Até comecei a reler minha coleção, quando me deparo com essa pérola da mãe e da namorada de Buddy. Fiquei imaginando numa versão em português para história hahaha.

Fiquei feliz em saber que o próximo 7" que a Twee as Fuck vai lançar será o do Bobby McGee's. Muito bom! Também estou sabendo que o próximo 7" da Atomic Beat será um split do Garlands com Sugarplums, sendo essa última a nova banda de Roger Gunnarsson, do Nixon, Free Loan Investment etc. Por falar em suecos...

Mandaram na indiepop-list uma mensagem sobre a popularidade do indiepop nos últimos anos, que segundo esse relatório do Google, abaixou. Até aí, tudo bem. NO quesito qualidade a cena vive uma ótima fase. O interessante mesmo é ver o quão popular o indiepop é na Suécia. Eu já sabia. Inclusive recentemente li algumas curiosidades da cena sueca que gostaria de compartilhar.

Na entrevista do Pains of Being Pure at Heart para a revista Plan B, a tecladista Peggy comenta: "Você conhece aquele blog sobre estilo de rua 'Facehunter'? Pois é assim que todo popkid em Estocolmo se parece, todo o tempo. Lá eles dançam Orange Juice do jeito que aqui as pessoas dançam Justice. É tipo um universo paralelo que eu gostaria de estar o tempo todo!".

Em outra entrevista, dessa vez do Liechtenstein (que vai lançar um 10" pela Slumberland!) para o fanzine Iconoclastic Cardies, Renee destaca a importância do clube Starke Adolf para a cena indiepop sueca: "tudo começou em torno de 2001, quando o clube Starke Adolf começou em Gotenburgo. Eu ia todo mês dançar os melhores hits do indiepop. Os DJs competiam entre si tocando os mais obscuros 7"s que eles achavam no eBay, e na maioria do tempo a pista estava cheia com direito a passos de dança, roupas e cortes de cabelo estilosos, cerveja e maravilhosas bandas no palco. É uma era muito importante para a história do indiepop sueco".

A gravadora Cloudberry, sabendo disso, anuncia para o final do ano a compilação "The Sound of Starke Adolf", que vai compilar a maioria das bandas dessa cena. Tem muita coisa, aconteceu nessa época uma verdadeira explosão, fato que documentei ao lançar em 2002 uma edição especial "indiepop sueco" do meu fanzine Esquizofrenia, que inclusive já enviei ao Roque Cloudberry para ele usar como mais um intrumento de pesquisa.

Popkids of the world, unite!

É isso aí, até a próxima. Gostaria de comentar mais sobre as bandas nacionais, gostaria de ser mais ágil em relação a essa coluna, até penso em públicá-la no Twitter, mas acredito que vai perder a graça. Vamos ver se escrevo mais por aqui mesmo.

Earwig.


Earwig | Under My Skin I Am Laughing | La-Di-Da | 1992

Esse ótimo disco passou batido na época e só fui descobrí-lo recentemente. Estou ouvindo direto, acho que das coisas que descobri em 2009, o Earwig é a melhor. Segue essa linha da música melódica, mas arrastada e repetitiva, que tanto adoro. Algo que poderia ser descrito como ambient pop. Sem contar que essa vocalista é linda. Esse é o único disco do Earwig, antes a banda só tinha lançado alguns singles em 12". Em 1993 o Earwig passou a se chamar Insides e lançou dois ótimos discos pela 4AD.


Oi, meu nome é Kirsty Yates, prazer em conhecê-lo.

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Slowdive.


Slowdive | Pygmalion | Creation | 1995

Hoje em dia esse é meu álbum predileto do Slowdive, mas na época que foi lançado sofri um verdadeiro choque e confesso que foi difícil engolir as abstratas composições. Não é um disco fácil, que bate de primeira, ainda mais na época, quando esse tipo de música era realmente uma novidade. Mas a partir do momento que se acostuma com a sonoridade exparsa e o ritmo lento & arrastado, a coisa toda toma proporções de "disco clássico".

No All Music Guide eles explicam mais ou menos isso (não vou traduzir, hoje é feriado hehe): "The album is not for those seeking a direct and solid song under the surface -- but for anyone who appreciates the indirect and intangible, it's a stylistic masterpiece." (...) "There seem to be two prevailing opinions of the album, among Slowdive fans: either (a) it's disappointingly "out there," since it doesn't work with the conventional pop underlying the sounds of Souvlaki, or (b) it's absolutely brilliant, taking their sound into the realms it was always destined to go. The second opinion seems a little more reasonable".

Essa versão que posto é a original. Ano retrasado foi lançada uma remasterizada, essa infelizmente nunca ouvi. Aliás, preciso ir atrás dela. Ah sim, inclui uma música desse CD na minha mixtape # 2.

quinta-feira, 30 de abril de 2009

Northern Soul.


O Gustavo do blog Take The Pills postou o CD "A Complete Introduction To Northern Soul" e eu lembrei o quanto já fui obcecado pelo estilo. Nada mais natural, afinal indiepop e soul tem tudo a ver. Na festa How Does It Feel To Be Loved? em Londres as pessoas dançam os dois estilos como se não houvesse amanhã. Eu mesmo já me acabei nessa festa, é uma delícia dançar soul (mas ainda melhor é dançar hits do indiepop, é lógico!). Mas então... o fato é que lembrei que foi publicado no fanzine Esquizofrenia esse belíssimo artigo sobre northern soul. Eu não achei ele em formato texto, então resolvi escanear e publicar aqui, espero que vocês consigam ler. É só clicar. Dá para salvar também!

Esse artigo na verdade é uma tradução que meu irmão Marcio fez do capítulo dedicado a northern soul no livro "Last Night a DJ Saved My Life: The History of the Disc Jockey". Lembro quando ele leu, ficou totalmente transtornado e resolveu traduzir só pelo prazer de ter ele em português. É bem empolgante mesmo. A imagem acima é do filme Quadrophenia, aonde dá para sentir o que era quando os mods dançavam northern soul e a importância das drogas pro estilo. As imagens que acompanham o artigo eu tirei do livro "Mods!". Eu gosto muito de mods, no meio dos anos 90 eu até tentei ser um, mas não deu muito certo hehehe. É isso ae, espero que leiam o artigo, vale muito a pena.

Quem preferir, pode fazer o download das páginas aqui.






Vídeo da semana # 32.



"I Can't Stand The Quiet!!"


Dessa vez vou postar um "vídeo da semana" diferente. É a cena de um filme. Mas é também uma música que marcou muito minha adolescência. Coincidentemente ontem "caiu na rede" o novo disco do Sonic Youth. Eu preciso ouvir mais vezes, mas de primeira não bateu. É um disco que nos remete a fase mais pop da banda, mas lógico que não chega aos pés da sagrada trilogia "Sister-Goo-Dirty", que caso alguém não saiba, são os discos de minha vida, os discos que mais ouvi na minha vida.

Mas enfim... voltando ao vídeo da semana. É um trecho de "Simple Man", filme de Hal Hartley. Nem sei como se chama em português. Infelizmente nunca vi. Se alguém souber e tiver uma cópia em DVD, por favor, me envie via correio, posso trocar por algumas coisas bem interessantes. Ou será que é fácil achar ele nas locadoras? Vou procurar. Mas acho que não é... antes que alguém pergunte, eu não faço download de filmes. É uma ideologia meio idiota que tenho. Sério. Triste de quem não tem uma ideologia meio idiota. Ou umas.

O Hal Hartley deve ser um de meus diretores prediletos. Todo filme que já vi dele eu amei até o fundo de minha alma. Ele é dos anos 90, o que só engrandece o sujeito. Já faz tempo que procuro assistir todos os filmes dele. Um dia consigo. Vocês já viram "Trust"? É um filme sensacional. Essa cena é uma coisa que eu não esqueço nunca mais. Nunca li nada a respeito, mas acredito que ele deve ser o porta voz da geração X (ou dos slackers) no cinema. Assim como Douglas Coupland é na literartura e o Sonic Youth é na música. Meu fanzine Esquizofrenia era bastante influenciado pela cultura da geração X, já escrevi bastante a respeito, inclusive. É a minha geração, afinal.

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Fanzines # 4.


Iconoclastic Cardies # 3

Acabou de sair e já chegou em casa a nova edição do ótimo fanzine Iconoclastic Cardies. Dessa vez encontramos 60 páginas e capa colorida em papel couché! Foi uma boa surpresa. Quem tá na capa é a Marianthi, da festa Spiral Scratch, do selo Atomic Beat e da distribuidora de fanzines Caramel, ou seja, uma importante batalhadora da cena indiepop! Nessa nova edição tem entrevista com ela, que é uma pessoa adorável e está presente na maioria dos shows indiepop de Londres. Já tive oportunidade de trocar uma idéia, ela é bastante gente boa também!

O fanzine Iconoclastic Cardies é especializado em indiepop. Só fala disso e nada mais. Discute bastante a cena, tudo de bonito que a cena envolve e tem bastante entrevistas, principalmente com bandas. Na edição anterior eles divulgavam outros fanzines e tem esse texto que eu adorei.


Clique para ler em boa definição.

Também nessa edição anterior, que foi lançada ano passado, bastante gente da cena escreveu algo como "reflexões sobre indiepop". São textos muito empolgantes e que reestabelece a fé em qualquer fã do estilo. Tem um sobre a explosão do indiepop que veio rearfirmar uma idéia que defendo há algum tempo, de que a cena cresceu bastante de dois anos para cá e continua crescendo! Abaixo segue o texto da Marianthi, aonde ela dá uma declaração de amor ao indiepop:


Já que estou falando tanto da edição # 2, segue a capa da mesma:



Mas essa edição atual está muito boa também. Logo na primeira página tem essa boa definição do que é indiepop, aonde rola associação com o punk. Eu adorei, já que sempre achei a mesma coisa!


É isso. Um bom fanzine que capta bem o espírito da coisa toda, tanto dos fanzines quanto da cena indiepop. Você pode adquirí-lo através página do MySpace ou a distribuidora Caramel.

Splashdown # 5 - aviso.


Gostaria de avisar que excepcionalmente não haverá Splashdown essa quinta-feira no Asobi Pub. Até final de junho estarei bastante ocupado por causa da minha monografia da MBA que estou fazendo, portanto é provável que a festa ocorrerá com menos freqüência a partir de Maio. Em todo caso, qualquer novidade vou avisar aqui no blog, fiquem atentos.

A foto acima é metade dessa ótima nova banda chamada Procedure Club. Eles fazem parte dessa nova cena que orbita a gravadora norte-americana (de Brooklin, NY, lógico!) especializada em vinil, a Captured Tracks, e que conta com Dum Dum Girls, Blank Dogs, Brilliant Colors, Mayfair Set e outras, todas ótimas e que seguem o tipo de som que ano passado ouvimos com Crystal Stilts e Vivian Girls. Gostaria de escrever mais sobre tudo isso, também estou com uma coluna "Meia Palavra Basta" na ponta da agulha, mas tá difícil.

terça-feira, 28 de abril de 2009

LGM Mixtape # 2.


VA | LGM Mixtape # 2 | 2009

Taí mais uma mixtape. Gostei do feedback da anterior, bastante gente fez download, vieram até comentar comigo pessoalmente, então fiquei motivado para fazer mais uma. Uma que eu sempre quis fazer, com bandas que fazem sons mais experimentais, que poderiam ser rotuladas de post-rock, slow-core, ambient-noise e coisas do tipo.

Faz tempo que ouço bastante esse tipo de música, desde meados dos anos 90. Se for fazer um gráfico estilo pizza dos estilos que mais ouço em casa, acredito que o tão amado indiepop perca! Como aliás pode ser conferido no meu Last.fm, por exemplo. Então é óbvio que essa é uma mixtape bastante especial e que, modéstia a parte, ficou muito boa.

Vamos as faixas, com alguns comentários:

1. Labradford, "Pico"

Belíssima canção extraída do terceiro álbum da banda. Ao invés de sons mais abstrados, que é a principal característica da banda, temos aqui algo que soa como o encontro de Low com Spacemen 3.

2. Slowdive, "Blue Skied an' Clear"

A faixa mais pop do terceiro disco, aonde eles abandonaram as guitarras distorcidas do shoegaze em favor de uma música mais esparsa e silenciosa. Na época foi um choque, mas hoje em dia essa é minha fase predileta do Slowdive.

3. Louis Phillipe, "Partir"

Canção atípica desse compositor francês radicado na Inglaterra, com fortes elementos da psicodelia kraut mas ao mesmo tempo bastante pop, num mantra que dura quase 8 minutos e leva qualquer um para uma elevação espiritual fora do comum.

4. F.S. Blumm, "Schneeglocke"

Representante da gravadora alemã Morr Music, quando essa ainda lançava bons discos. Suaves elementos de eletrônica adornando sons de glockenspiel. Sublime.

5. Main, "Spectra Decay"

Main é um verdadeiro caso de amor, um vício que não consigo largar já vai fazer um tempo. Nessa música de 1994 ainda encontramos elementos do shoegaze, mas pela relaxante linha de baixo percebemos que eles ainda nos levariam para viagens ainda mais profundas. E levaram. Aguardem os discos do Main aqui no blog.

6. Loscil, "Vapour"

Música eletrônica feita no lap top, influenciada pelo minimal techno, mas sem nenhuma batida eletrônica a não ser um pulsante som grave de baixo. Simplesmente espetacular e ela não se chama "vapor" por acaso. É música intangível.

7. The Dead Texan, "When I See Scissors I Can't Help But Think Of You"

Nessa canção quem dá o tom é o piano, com notas muito melódicas, porém repetitivas e hinotizantes, que marcam um clima soturno e aconchegante ao mesmo tempo. O drone ao fundo nos leva ao fantástico mundo dos sonhos. Dead Texan é projeto pararelo do Stars of the Lid (que infelizmente ficou de fora!).

8. Markus Guentner, "Oceans Day"

Outro representante de outra importante gravadora alemã, dessa vez a Kompakt, que todo ano lança uma excelente compilação chamada "Pop Ambient" e foi daonde tirei essa música, que abre a de 2008. Gosto muito do som recortado do que parece ser um violão.

9. Tim Hecker, "Chimeras"

A música de Tim Hecker não tem ritmo, muito menos tempo, você não consegue bater o pézinho ao ouví-la. É um emaranhado de barulhos que no fim faz muito sentido, como se fosse uma vinheta para um filme cyber noir. Mas por incrível que pareça é bastante melódico. Essa é minha canção predileta dele.

10. Windy & Carl, "Set Adrift"

Aí está o casal que pode ser considerado os mestres do drone. Nessa canção eles fogem um pouco do abstracionismo extremo para produzir uma melancólica canção que os aproxima do slow-core. É linda.

11. Quigley, "Five Finger Strand"

Quigley é projeto pararelo do Montgolfier Brothers e essa música pode ser encontrada na compilação "Transmarine", lançada pela Radio Khartoum. Ela é um crescendo repetitivo com quase dez minutos de duração, um mantra que reserva umas boas surpresas no final. Ou não, só ouvindo para descobrir! ;-)

PS.: Nas tags tem informações adicionais, como o álbum e o ano da respectiva canção. E o mais importante: o melhor momento para ouvir essa compilação é a noite, em posição horizontal, no mais completo silêncio. Caso seja necessário, use fones de ouvido. Importante ouvir num volume civilizado. Bons sonhos.


Windy & Carl desejam boa viagem. Flutuem.

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Vídeo da semana # 31.



The Sundays, "Joy"

Eu adoro os Sundays, inclusive sempre toco lá na Splashdown @ Asobi. Tava lendo o blog A Layer of Chips e curti bastante a história que ele colocou a respeito da banda e uma garota. Eu também tenho uma história bem legal envolvendo The Sundays, uma garota e dancinhas da pista do Espaço Retrô, qualquer dia eu conto. Por enquanto fiquem com essa, que infelizmente não vou ter tempo de traduzir...

"Songs that saved your life", part 3

Back at the beginning of 1990, during my last few weeks at secondary school, I'd pretty much have done anything to go and hold hands with this one girl in my class. She liked cool music like Soup Dragons, Bachelor Pad, The Charlottes and... ermm... Mega City 4. I pretended to like cool music, and brought in John Peel's Festive 50 to play in the common room during break and dinner.

That year, Can't be Sure by The Sundays topped the chart, and this girl (we'll call her Sally, because that was her name) really liked the song. The Sundays had just released their debut album, Reading, Writing & Arithmetic - this collection of stripped-back yet somehow lush - semi-acoustic, almost craft-y pop music, and it was getting all the right reviews.

Me and Sally got talking after listening to the tape over and over again at school, and she asked me if I'd bought the Sundays album one Friday afternoon, and could she borrow it. Of course I lied and said that I had and that I'd bring it in for her to borrow on Monday.

Saturday morning I rushed out and bought Reading, Writing and Arithmetic from Andy's Records in Grimsby, and spent the rest of the weekend listening to it, over and over so that I could comment on any track at the drop of a hat.

Thing is, even if I wasn't being a stupid 16 year old trying to impress this girl in my class, I'd have listened to that album over and over, because it's so innocent and charming and almost pure. And it was so different to what was around at the time, as most of the rest of my mates were going apeshit over the deadly dull Stone Roses.

Joy remains my most favourite track off the album - a record that I always associate with growing up, starting to go out, and, yes, holding hands with Sally. These days, I put it on when I'm doing the dusting of course. The passing of time, and all it's hideous crimes, and all that."

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Splashdown # 4.


Quinta-feira, dia de mais uma edição da Splashdown, festinha aonde só toco indiepop e afins no Asobi Pub. Esse flyer quem fez foi o camarada Gustavo, do blog Take the Pills. A festa começa cedo e termina cedo, o horário é bastante acessível e não paga nada para entrar! Ou seja, não tem desculpa para não ir, né?

Asobi Pub fica na Rua Matias Aires, 100. Esquina com a Rua Augusta. Fácil acesso! Então é isso, dia 23/03, das 19:00 hs às 00:00 hs, Splashdown @ Asobi Pub. Espero todos lá, até!

terça-feira, 21 de abril de 2009

LGM Mixtape # 1.


VA | LGM Mixtape # 1 | 2009

Aí está uma mixtape com o que mais ouvi nesse feriado. Escolhi 11 músicas por causa de uma coisa que vive acontecendo comigo. Por exemplo, ontem (hoje, no caso) me deu vontade de dormir e quando fui olhar o relógio, tava marcando 1:11 da manhã. Aí hoje estava ouvindo um CD no carro, em direção a feira de discos na Av. Paulista, quando começa uma música chata e eu resolvo pular para a próxima. Quando meu dedo estava em cima do botão, olho o número da música e marcava 11. Até aí tudo bem, mas acontece que ela estava exatamente no tempo 1:11. Fala sério, né? Alguém ali em cima tá de brincadeira comigo.

Vou ver se faço essas mixtapes com mais freqüência. O amigo Pedro, na última edição da festa Splashdown, me disse que eu deveria fazer uns CDrs. Então aí está, vou ver se queimo uns CDrs e distribuo para quem vai sempre na festa. Tem de tudo, música antiga e nova, indiepop e eletrônica, covers e originais. Como estou com vontade de escrever, vou comentar música por música, OK? Não acostumem.


1. The State Broadcasters, "Let's Make T-shirts"

Esse é o single do ano até o momento... apesar de que o 7" saiu ano passado, o disco propriamente dito acabou de ser lançado. É um alt-country com pingos de indiepop, lembra o Jayhawks e uma obscura banda 90's chamada Lullaby For The Working Class. Coisa muito fina, tenho certeza que todo mundo vai viciar.

2. Delta, "Lonely Toy"

O Delta foi formado a partir das cinzas do Sea Urchins. Conexão Sarah Records, apesar de que o som deles tem uma pegada 70's, uma coisa folk rock em ritmo upbeat. O Junior do Asobi Pub veio me falar do Delta quando eu tava tocando Sea Urchins quinta passada, aí a gente chegou a conclusão que eles são bastante subestimados até entre conhecedores do estilo. Uma pena. Essa música é lado B do 7" single "I'm Getting Darker".

3. The Wild Swans, "Northern England"

Estou completamente viciado em Wild Swans, não consigo parar de ouvir. Puta banda boa, meu. Nem vou escrever mais para não parecer doido deslumbrado, mas quem quiser conhecer a fundo e ouvir o disco, clique aqui.

4. Lali Puna, "The Daily Match"

Só recentemente fui ouvir essa pérola da Lali Puna, uma das músicas inéditas presente em seu último EP "Micronomic". Aqui ela vai a fundo em seu lado mais pop melancólico e o resultado é uma belíssima canção.

5. Nothing, "Dumbo"

Outro dia estava fuçando o ótimo blog de bandas espanholas Pequeñas Cosas Furiosas e me deparei com o disco do Nothing. Poxa, eu adorava essa banda no final dos anos 90. Tinha numa K7! Fui correndo fazer o download, mas não encontrei a minha canção predileta, chamada "Dumbo". Oras, deixei um comentário para o espanhol proprietário do blog tipo "coloca o disco que tem "Dumbo" pelamordedeus!!". Aí ele colocou semana passada. Fiquei até emocionado ao ouvir esse clássico guitar pop depois de tantos anos. Fãs do Teenage Fanclub vão amar, com certeza!

6. Pocketbooks, "Camera Angles"

Outro disco que deverá estar em minha lista de melhores de 2009. Se chama "Flight Paths". É muito bom e essa música é minha predileta no momento. Sou fã deles desde o primeiro 7" single e nunca me desapontaram. Pelo contrário, estão cada vez melhores. Já escrevi sobre eles no começo do ano passado aqui.

7. Ivy, "Digging Your Scene"

Em 2002 o Ivy lançou um ótimo disco só de covers, chamado "Guestroom", com versões de House of Love, Orange Juice, The Go-Betweens e muitos outros. Mas o verdadeiro destaque é "Digging Your Scene" do Blow Monkeys, um clássico do new romantic que na versão do Ivy ganhou uma batida em loop muito viciante.

8. Wry, "Some Candy Talking"

Acaba de ser lançado o terceiro volume da compilação "Never Lose That Feeling", aonde bandas contemporâneas fazem covers de clássicos shoegazers. Essa versão do Wry para "Some Candy Talking" do Jesus and Mary Chain ficou matadora, fico até emocionado quando os ouço tocando esse verdadeiro hino.

9. The High Llamas, "Over the River"

Sempre lembro do Burt Bacharach quando ouço essa música instrumental do High Llamas. Acho muito classe! O disco daonde tirei essa música pode ser encontrado aqui.

10. The Left Banke, "She May Call You Up Tonight"

Depois do High Llamas, nada como uma das influências, o Left Banke, que eu também já escrevi um pouco e disponibilizei o disco aqui.

11. Trembling Blue Stars, "November Starlings"

Estava lendo uma entrevista com Bobby Wratten no fanzine Wrap Your Troubles in Dreams, e nela o mestre diz que o disco predileto dele mesmo é o "The Last Holy Winter", lançado em 2007. Nunca tinha dado a devida atenção a esse disco, então resolvi pegar ele pra ouvir novamente. Rapaz, que disco EXCELENTE! Realmente é o melhor trabalho de Bobby Wratten (Field Mice incluso!). Tô ouvindo direto antes de dormir, é uma delícia.

***

PS.: Alguns detalhes técnicos: todas canções estão numa qualidade acima de 192 kbps e as tags estão certinhas, como sempre faço em tudo que disponibilizo no blog. Em relação as tags, preferi colocar o nome do disco do respectivo artista ao invés do nome da compilação. Tomara que gostem!

Esquizofrenia E-zine.


Durante os anos de 2002 e 2003, meu fanzine Esquizofrenia ganhou uma versão on-line, cortesia da querida Fernanda Joy, que aprendeu webdesign para fazer um e-zine muito bonito com todos meus textos. Aliás, tinha MUITO texto. Impressionante como escrevia bastante nessa época. A boa notícia é que hoje fui fuçar no Internet Arquive e encontrei quase tudo! Então já que está difícil atualizar o blog nesses últimos dias (preguiça, leituras, monografia, filmes etc etc são as causas), aqui vai uma pequena seleção de textos que selecionei e dos quais tenho orgulho de ter escrito.

The Wake: uma biografia dessa banda que adoro.

The Pooh Sticks: outra biografia dessa subestimada banda.

Dexy's Midnight Runners: outra biografia, um de meus melhores textos.

Shop Assistants: um artigo sobre o primeiro e clássico álbum.

Louis Philippe: outro artigo que parte do best of que saiu nos EUA na época.

Matinée Recordings: uma geral na discografia dessa ótima gravadora.

Tem também dezenas de resenhas. Aqui você pode ler sobre os álbuns da época e nesse outro link tem os singles. Legal saber que minha opinião sobre muita coisa continua a mesma hehehe.

Mais tarde seleciono mais algumas coisas e dou uma geral nas entrevistas que fiz. Aqui você pode ver como era a capa do zine. Eu adorava esse slogan "porque punk pode ser kitsch e vice-versa". Influência da Slampt Underground Organization.

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Splashdown # 3.


Amanhã é dia de mais uma edição da Splashdown, que acontece toda quinta no Asobi Pub e aonde você pode ouvir o melhor do indiepop. Esse flyer quem fez foi eu mesmo e é uma homenagem aos grandes, mas muito grandes... vocês sabem quem! Semana passada foi muito legal, várias pessoas queridas presentes, som rolando madrugada adentro e muita diversão, com destaque as já legendárias e disputadas PARTIDAS DE XADREZ.

Top 10 Splashdown:

1. The Field Mice, "If You Need Someone"
2. The Orchids, "A Kind of Eden"
3. La Buena Vida, "En Bicicleta"
3. Pocketbooks, "Camera Angles"
4. The Cardigans, "Sick and Tired"
5. Girlfrendo, "First Kiss Feelings Vs. Everyday Sensations"
6. Pale Sunday, "My Punk Girl"
7. The Pastels, "Crawl Babies"
8. Pipas, "Barbapapa"
9. Primal Scream, "All Fall Down"
10. Gentle Tuesday, "I Keep On Doin It"

terça-feira, 14 de abril de 2009

The Left Banke.


The Left Banke | There's Gonna Be A Storm | Mercury | 1992

Apesar de pouco conhecido, o Left Banke influenciou muita gente legal, como The High Llamas e Tahiti 80 - bandas que às vezes os copiam descaradamente. Eles duraram pouco e esse CD compila tudo que lançaram (dois LPs e alguns singles, entre 66 e 69). O som deles é uma mistura de sunshine pop com psicodelia, mais ou menos como The Zombies, Beach Boys, The Kinks... por aí.

Lembro quando Sandro Garcia me mostrou o disco no lendário Estúdio Quadrophenia, dizendo algo do tipo "Gilberto, esse som você vai adorar, tenho certeza". Tinha razão, foi paixão instantânea e na hora implorei para que ele me gravasse um CDr. Um tempo atrás o blog Soft Sound For Gentle People fez upload desse grande clássico e é essa cópia que disponibilizo aqui.

Essencial.

Fanzines # 3.


Antimídia # 20.

Hoje estava na Galeria do Rock e numa das lojas bati o olho na nova edição do fanzine Antimídia. Fiquei feliz. Fazia tempo que não via uma nova edição, acho que mais de um ano. Quem edita é o Nenê Altro, do Dance of Days. Ele tem umas idéias bem bacanas sobre independência, o ideal do faça-você-mesmo e consegue se expressar muito bem. Os editoriais sempre são muito inspirados e é de longe o que eu mais gosto do fanzine. Infelizmente 80% das bandas presentes são horríveis, mas o que resta faz valer muito a pena a aquisição do Antimídia, mesmo porque é de graça.

Eu gosto muito da idéia de que ele imprime 6000 cópias do fanzine em formato tablóide e distribui todos de graça na Galeria do Rock. Acho isso o máximo e inclusive uma vez até dei um abraço nele por causa disso (óbvio que já tinha tomado umas né, haha). Lembro quando meu irmão trabalhava na loja de discos Bizarre e uma vez eu perguntei pra ele qual o disco de banda nacional que mais vendia. Ele respondeu "cara, tem essa banda chamada Dance of Days, o disco vende umas 20 cópias por dia, impressionante". Era o primeiro disco deles, tinha acabado de ser lançado. Dance of Days é um fenômeno muito interessante. Eu mesmo já vi uns 4 shows da banda tentando entender tal fenômeno. Não entendi, mas acho que o problema deve ser comigo.

Enfim, admiro bastante o Nenê Altro, sei que no fundo ele é um popkid que se fantasia de punk emo para passar a mensagem para garotada. Resolvi escanear até o editorial e um texto de apresentação para vocês terem uma noção do tipo de mensagem. Eu acho muito válido.

Clique para ler.

Clique para ler.

segunda-feira, 13 de abril de 2009

The High Llamas.


The High Llamas | Cold and Bouncy | V2 | 1997

Grande Sean O'Haggan, ex-Microdisney, um dos principais colaboradores do Stereolab e o cabeça por trás do ótimo The High Llamas. Esse é o quarto disco da banda. Apesar de ser meio desprezado pelos fãs e crítica, eu tenho uma enorme simpatia e sempre quando ouço penso frases do tipo "esse é meu disco predileto deles!", "que coisa fanástica, muito bom pra relaxar" e "realmente o High Llamas é uma belíssima banda, deveriam dar mais valor pra eles".

PS.: Que barato, o arquivo deu "Size: 88888 KB".

domingo, 12 de abril de 2009

The Wild Swans.


The Wild Swans | Magnitude: The Sire Years | WEA | 2007

Esse é um CD duplo que compila o primeiro e clássico disco dos Wild Swans, lançado em 1988 e intitulado "Bringing Home The Ashes". No segundo CD encontramos o álbum "Space Flower", de 1990. Tem bastante faixas bônus também. Para falar a verdade eu nunca entendi muito bem a discografia dos Wild Swans. Então vou contar como eu os descobri.

Algum de vocês devem lembrar do Tangents, e-zine do mestre Alistair Flitchett. Em 2003 ele publicou um artigo belíssimo sobre a banda, em especial sobre o álbum "Incandescent", que tinha acabado de ser lançado e compilava os singles do começo dos anos 80. Até então eu não conhecia Wild Swans, mas consegui achar esse disco em mp3. Passei para CDr e esse seguramente é um dos CDrs que mais ouvi.

Nessa época os HDs gigantes não eram tão acessíveis como hoje em dia, então a solução era queimar diversos CDrs com tudo aquilo que se pegava no Napster/Audiogalaxy/Soulseek. Devo ter quase 1000 CDrs dessa fase, sem brincadeira. Estão todos pegando pó num canto de meu quarto. Acontece que um dia desses me bateu uma vontade enorme de ouvir Wild Swans. Lá fui eu atrás do CDr. Felizmente encontrei e já tratei de passar novamente para mp3, arrumar as tags e tudo mais. De todos CDrs que estão guardados, esse foi o único que eu ripei novamente.

The Wild Swans realmente é uma banda fantástica. Essa cena de Liverpool no começo dos anos 80 tem muita coisa boa. As mais conhecidas são Echo and the Bunnymen e Teardrop Explodes, mas tem um monte de coisa que vale a pena ir atrás de ouvir (recentemente o blog de Ed Shelflife desenterrou algumas obscuridades).

Enfim, em 2007 foi relançado o primeiro álbum nesse CD duplo chamado "Magnitude: The Sire Years". Ouçam, pois vale a pena. Caso vocês queiram, posso subir depois o CD "Incandescent", que compila canções de 82 e 83. E claro, não deixem de ouvir as duas músicas novas aqui. Eles lançaram um 10" mês passado. É a volta do ano, junto com Jesus and Mary Chain, que também acaba de lançar um novo ótimo single.

PS.: Dei uma procurada e achei o citado artigo que me fez ir atrás dos Wild Swans em 2003. Adoro o jeito com que Alistair escreve, é tipo meu ídolo hehe.

sábado, 11 de abril de 2009

Vídeo da semana # 30.



The Coral - Don't Think You're The First

Pessoas que ficam do meu lado por aí sabem que sou meio amargo frente as novas bandas, aos novos sons... e de tudo que ouço por aí (e eu ouço) uma coisa que bate em meu coração é o The Coral. Gosto muito. Essa música é muito bonita. Psychedelic pop na sua melhor forma. Eu realmente gosto dela. Da letra principalmente, e aí vem as ondas e marolas... O que imagagino é que eles devem ser um bando de folgados da quinta categoria, fazendo aquilo que gostam. Quem não gosta deles boa pessoa não é.

quinta-feira, 9 de abril de 2009

The Boy Least Likely To 7"s.





The Boy Least Likely To | Singles 7"s | Too Young To Die | 2005

Lembro quando The Boy Least Likely To surgiu. Era tipo a salvação do indiepop, que nessa época estava numa entresafra, quase nenhuma banda boa. Eu os adorava! Na época que surgiram eu estava em Londres, tive a oportunidade de ver uns três shows deles. Num desses shows eu lembro claramente do Monster Bobby (o cara por trás da Pipettes) assitindo muito empolgado, do meu lado. Sabia até as letras de cor. Eu só conseguia sorrir frente a tamanha beleza que eram as canções da banda, que tinha membros exclusivos para instrumentos como violino e bandolim.

A turminha do The Boy Least Likely To me passava a impressão de serem riquinhos e bem de vida. Usavam camisas polo da Lacoste e Fred Perry, sapatos e bebiam uns drinks coloridos. Na minha imaginação, essa gravadora Too Young To Die deve ser bancada pelo pai milionário de algum integrante da banda. Aposto que do vocalista, que tem um jeito efeminado e passa a impressão de ser meio fresco, apesar de esbanjar simpatia em cima do palco. Um dos shows que vi aconteceu num pub que ficava numa área nobre de Londres. Na rua tinha Bentleys e BMWs. Aposto que devia ser de alguém da banda. Ah, eu estava sozinho nesse dia, então fiquei só observando e deixei minha imaginação fluir. Não me levem a mal!

Enfim, hoje resolvi postar os singles da banda. Esses singles são fantásticos, todos com b-sides exclusivos. Ouvi o segundo disco deles, que acabaram de lançar, e foi uma enorme decepção. Eles estão diferentes, com uma produção mais mainstream e insossa, perderam um certo brilho que explode a todo momento no primeiro album. A única música realmente boa do novo disco é a última, "A Fairytale Ending". Ah, também gosto da "Every Goliah Has Its David". Enfim, resolvi colocar todos os singles num arquivo só. Os b-sides são fantásticos, na minha opinião melhores que qualquer música do fraco novo álbum. Coloquei também uma pastinha com as músicas exclusivas que foram lancadas nos CDs singles. Tem até cover de Field Mice e George Michael!

Hoje tocarei algumas músicas dessa ótima banda na festa Splashdown!

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Splashdown # 2.


Amanhã é dia de mais uma edição da Splashdown, que acontece toda quinta no Asobi Pub e aonde você pode ouvir o melhor do indiepop (e um pouco de shoegaze também, que ninguém é de ferro). Esse flyer quem fez foi a Fernanda Joy e ela captou muito bem o espírito da festa, que é um mergulho no estilo de música mais legal de todos os tempos. Gostaram dessa? Hehehe.

Enfim, amanhã é véspera de feriado, então a festa não tem hora para acabar. Provavelmente no decorrer da noite a gente vai empurrar umas mesas e ligar a luz estroboscópica para quem quiser fazer um air guitar mais sossegado. :-)


Asobi Pub fica na Rua Matias Aires, 100. Esquina com a Rua Augusta. Participe do grupo no Last.fm. Splashdown, toda quinta no Asobi Pub. Amanhã, dia 09/04. Não paga nada pra entrar.

terça-feira, 7 de abril de 2009

Nikki Sudden.



Nikki Sudden | Waiting On Egypt CD1 | Secretly Canadian | 2001

Nikki Sudden | The Bible Belt CD2 | Secretly Canadian | 2001

Esse é um CD duplo que reúne os dois primeiros discos de Nikki Sudden (de 81 e 83, respectivamente). Ouço bastante, principalmente no carro. Me sinto muito bad boy quando saio a noite com esse som no talo. :-D Mas sério, esses discos foram lançados logo após o término do Swell Maps e antes dele formar os Jacobites. São ótimos, um rock'n'roll largado que lembra uma mistura de Rolling Stones com Pastels ou a versão indiepop de Johnny Thunders.

Nikki Sudden é muito mestre e recomendo ouvir tudo que esse cara lançou. Vou deixar alguns links básicos, como essa entrevista (em português) e ótimo site oficial. Infelizmente ele morreu em 2006...


Morreu de overdose, é lógico.

Vídeo da semana # 29.



Camera Obscura, "Lloyd I'm Ready To Be Heartbroken".

Em 2006 o Camera Obscura emplacou essa canção como melhor single do ano. O álbum da mesma época, intitulado "Let's Get Out of This Country", apesar de ótimo, não era tão empolgante para ser considerado o melhor do ano. Pois agora, em 2009, eles ressurgem com o sucessor "My Maudlin Career", o quarto álbum da carreira e aonde a banda atinge seu ápice.

Um disco lindo do começo ao fim, certamente vai figurar na lista dos melhores do ano. Toquei algumas faixas na festa Splashdown última quinta e foi um sucesso, todo mundo adorou. O Pedro, do blog Shoegazer Alive, concorda que é um álbum excelente, assim como Junior, um dos proprietários do Asobi Pub. A Pavla, da festa Twee as Fuck (Londres), já elegeu "My Maudlin Career" como o melhor de 2009 até o momento.

Camera Obscura, taí uma banda que eu gosto bastante. Assim que tiver link para o novo vídeo, colocarei no blog. Por enquanto fiquem com esse estrondoso hit "Lloyd I'm Ready To Be Heartbroken".

domingo, 5 de abril de 2009

Labradford III.


Labradford | Labradford | Kranky | 1996

Aí está o terceiro disco do Labradford. Um camarada deixou um comentário apontando esse como seu álbum predileto da banda. Realmente é mais outro belíssimo trabalho, mais uma vez apontando para novos caminhos (a incursão de uma tímida e minimalista percussão em algumas músicas, o discreto aumento da velocidade de outras), sem deixar o típico som labradfordiano de lado. Os mais atentos notarão também um mergulho ainda mais fundo na melancolia serena que sempre permeou tudo que fizeram. Podemos dizer que nesse terceiro disco ela está levemente mais acentuada.

Labradford II.


Labradford | A Stable Reference | Kranky | 1995

Nesse segundo disco aconteceu a inclusão de um baixista, o que é bastante perceptível, já que as maravilhosas linhas de baixo estão bastante destacadas nas canções, deixando-as mais melódicas e menos exparsas, mas ainda assim experimentais e de uma originalidade invejável, uma música que tem o jeitão Labradford. Durante muito tempo coloquei "El Lago" em minhas mixtapes. Considero essa a melhor música da banda.

sábado, 4 de abril de 2009

Labradford I.


Labradford | Prazision LP | Kranky | 1993

Labradford é a banda que mais ouço de uns tempos pra cá. Diria que já fazem alguns anos que constantemente coloco algum disco deles pra tocar. Muito mesmo, tanto é que estão em primeiro lugar no meu Last.fm. Então posso seguramente dizer que essa é uma de minhas bandas prediletas.

Aqui está o primeiro álbum, um clássico, o meu predileto. Infelizmente essa não é a versão remasterizada... inclusive essa nunca ouvi! Preciso ir atrás. No mais, deixo aqui minha tradução livre para a resenha que está publicada no site All Music Guide. Eu gosto do jeito com que o autor tenta descrever a música do Labradford. Não chega a ser perfeita, acredito que nem chega muito perto, mas foi uma bela tentativa. Qualquer dia vou tentar também.

"Como o primeiro lançamento da Kranky, “Prazision” já guarda um certo lugar nos livros de história. Esse excelente debut chamou a atenção por introduzir Labradford e seu maravilhoso som drone/ambient para o mundo. Inspirado por grandes titãs cult da cena drone dos anos 80, como Loop e Spacemen 3 (cujo ex-membros quase que imediatamente se tornaram fãs da banda logo que “Prazision” apareceu), a habilidade do então-duo de criar o aparentemente rígido e complexo (quanto mais se ouve, mais complexo se torna), com bastante camadas e reverberações, clássicos da psicodelia moderna que os fizeram bastante visíveis desde o começo. Notavelmente a banda evitou a percussão convencional de qualquer tipo, contando apenas com as simples, mas eficientes partes de guitarra do guitarrista/vocalista Nelson – geralmente consistindo numa série de poucas notas, repetidas em seqüência e com persistência – para carregar o ritmo, enquanto teclados e órgãos exploram toda a variedade da melodia e ambiência e as letras se tornam ainda melhores quando são recitadas, ao invés de cantadas..."

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Splashdown # 1.


Quinta-feira no Asobi Pub, começando hoje, dentro de algumas horas, celebração da música que tanto amamos. Indiepop do começo ao fim. Esse flyer quem fez foi Daniela Hasse, uma das ícones de nossa pequena cena que, pelo q percebi, EXISTE. Nunca fiz isso antes pq achava q se fizesse não ia ninguém. Então agora é a hora, vamos provar o contrário. Espero todos vocês lá.

OK, nem todos, pq não cabe (o pubzinho é pequeno).

Felizmente. :-)

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Nikki Sudden.


Nikki Sudden | Jangle Town 7" | Creation | 1986

Esse é um de meus heróis e esse single é um dos melhores momentos da enorme carreira do ex-Swell Maps. Ouçam! Se gostarem eu posso começar a colocar os álbuns. Vira e mexe eu tenho uma fase Nikki Sudden e sinto que ela tá começando. Nessas eu resgato tudo que eu tenho dele pra ouvir e começo a ir atrás do que ainda não tenho. Esse cara é muito mestre.