quarta-feira, 2 de abril de 2008

Vídeo # 1.

Ter dançado essa música diversas vezes no Retrô (só lá tocava) é uma das lembranças mais prazerosas da época, pra não dizer da minha vida toda. Uma pena que ninguém mais toca hoje em dia.

terça-feira, 1 de abril de 2008

Comet Gain.


Comet Gain | Say Yes! EP | CD-EP | Wiiija | 1996

Esse disquinho com 4 músicas é melhor que toda a discografia do Comet Gain junta. E olha que a banda lançou belíssimos discos, hein? É que nesse EP é aonde você encontra o que, em minha opinião, são as melhores músicas da banda. Mas tem que ouvir as 4 seguidas, para fazer sentido. E tem que ler o encarte. Esse EP é tão perfeito que até os textos do encarte são encantadores e muito empolgantes. Tá tudo escaneado no arquivo. Rapaz... guitar pop dos anos 90 não fica muito melhor que isso.


É nesse EP que você encontra o grande HIT da banda, “Say Yes! To International Socialism”, cuja letra está aí embaixo.

Say yes and let's enjoy the winter
Say yes and celebrate community
Say yes to systems of resistance
Say no to international apathy
Oh yeah!

Celebrate and create
And give it all away
Don't you think you should
Always feel this way?
Don't be scared to go outside
And shout about it now
Don't you think that every day's the same?

And protest is a funny thing
When you want something real to sing
The rowdy ones are singing songs
But you know you can go wrong

Say yes to participation
Say yes to local youth club contributions
Say yes to unrequited love
Say no to the creeps at school
Who told you what you're working for

Go out, create, and don't wait
Don't give your dreams away
Don't you think it's great to be alive today?
Don't be scared to go outside
And shout about it now
Everyday another head turns grey


And protest is a funny thing
When you want something real to sing
The rowdy ones are singing songs
But you know you can go wrong

Quando você tem 18 anos e ouve um negócio desses... eu pelo menos montei um festival em plena Av. Paulista, aumentei meu zine de 16 para 48 páginas e comecei a me ligar em socialismo. E comecei a falar pra todo mundo que Comet Gain era minha banda predileta. “Quem?”. Bons tempos.

PS.: O sticker do preço eu não tive coragem de tirar até hoje. Vai que estraga a capa. E que capa!

Füxa.


Füxa | 3 Field Rotation | CD | Mind Expansion | 1996

Essa banda de Detroit, justamente com esse primeiro disco, é o sinônimo do bom space rock feito nos anos 90. É um álbum que compila canções que o Füxa lançou em 7”s durante 94 e 95. Todo instrumental, mistura paisagens psicodélicas nubladas, fazendo bom uso de drones, quando por vez ou outra aparece uma guitarra jingle jangle vinda de outro mundo, ou um teclado vintage dos anos 50, colorindo tudo de vermelho claro. Boa viagem.

domingo, 30 de março de 2008

Magic Crayon.


Vídeo do Klauss da Adidas, trilha do Magic Crayon, banda que toquei baixo. Esse pico aí é uma fábrica abandonada da Giroflex. Visitei. É enorme e cheia dos segredinhos. Um passeio e tanto.

quinta-feira, 27 de março de 2008

Seefeel.


Seefeel | Quique | CD | 4AD | 1993

O que temos aqui são loops cíclicos de camadas sobrepostas de feedback, beats eletrônicos repetitivos e um baixo cheio de groove influenciado por dub. “Quique” é o primeiro e melhor disco dessa inovadora (para a época, depois surgiram cópias) banda inglesa que era a grande queridinha dos antenados no começo dos anos 90. Essa é a versão remasterizada redux que saiu ano passado. Se alguém quiser posso subir o disco 2 também.

quarta-feira, 26 de março de 2008

Flying Saucer Attack.


Flying Saucer Attack | Chorus | CD | Domino | 1996

Os criadores da 'rural psychedelia' voltam com a 2a compilação de singles (a 1a tá aqui) e faixas soltas. Já começam com auto-descritiva "Feedback Song" (no meio do disco ainda tem a parte dois) e o restante é aquela coisa que todos adoramos: um redemoinho de distorções, ondas de drones, vocais soterrados e inaudíveis... nossa, é uma coisa linda que influenciou toda uma geração de "músicos". Um dos meus discos prediletos da banda. Essencial, como tudo deles.

Semaphore.


Semaphore | Demo | CDr | Unsigned | 2007

Meu irmão Marcio é DJ e um dos promoters do clube Goonite @ Buffalo Bar, em Londres, todas as quartas. São 4 bandas por noite, algumas ruins, outras boas, poucas espetaculares. Uma dessas é o Semaphore. Marcio, que está aqui em casa de férias, sempre empolgado, me trouxe a demo deles e disse “meu, ouve isso que é muito bom”. Lá fui eu, sempre descrente, ouvir.

E não é muito bom, é excelente. :-)

O som deles é um guitar pop com fortes influências de Scott Walker e Tom Waits, além de uma inegável pegada folk rock / americana. Resolvi zipar a demo e colocar aqui no blog, mas é na página do MySpace deles que você encontra a melhor música, “In The Morning”, apesar de que na demo tem “Stretch a Canvas”, o grande hit upbeat que dá até pra tocar numa pista. Que o futuro lhes reserve sucesso e reconhecimento. Eles merecem. Mas como o mundo é injusto, é bem capaz que afundarão no ostracismo.

Eau Claire.


Eau Claire | Eau Claire EP | CD-EP | Clairecords | 2005

Ethereal shoegazers Eau Claire é a dupla Rachel Staggs e Jessica Bailiff. Lançaram somente esse EP, com 4 faixas produzidas por Alan Sparhawk, do Low, em seu próprio estúdio. O grande destaque é "Soaring", com seus quase 10 minutos que resgatam a chamada 'rural psychedelia' do Flying Saucer Attack, com direito a drone, ondas de distorção e vocais femininos sussurados, tudo tendo por cima uma simples sucessão lenta e suave de acordes de violão e uma belíssima melodia de teclado.

terça-feira, 25 de março de 2008

Isaac Hayes.


Isaac Hayes | Hot Buttered Soul | CD | Stax | 1969

O meu disco predileto do Isaac Hayes. Somente quatro faixas, numa média de 10 minutos cada, cheia dos grooves hipnóticos, batidas repetitivas. Tem umas melodias vocais que são lindas, cheias dos crescendos dramáticos, um prato cheio pro meu gosto musical, hehehe. Esse é somente o segundo disco, depois ele ainda viria lançar diversos clássicos, mas é nesse que o bicho pega, meu amigo. Vai sem medo.

Hari and Aino.


Hari and Aino | Hari and Aino | CD | Plastilina | 2008

Mais uma bandinha indiepop para vocês, dessa vez direto da Terra Sagrada: Estocolmo, Suécia. Eles foram responsáveis por um dos melhores CDr singles 3” da já legendária Cloudberry Records (de Miami, a grande sensação do momento, lança um single legal toda semana já vai fazer mais de um ano, falarei mais deles por aqui).

O álbum em si foi lançado pela Plastilina, uma nova gravadora baseada em Lima, Peru (!!), que recentemente “só” lançou a compilação dos singles da Sarah do St. Christopher, um CD que reúne tudo que o Second-Hand Furniture lançou entre outras preciosidades. E para completar eu dei de cara com essa foto da banda:


Fala sério, assim que cruzei com o disco (lançado dia 12 de Março) fiz o download sem pensar duas vezes. E é bom? Mais ou menos. Meu irmão passou aqui no quarto e disse que é “average”, para não usar o português “medíocre”, que é meio pesado. Lembra um Kicker sem sal. As melhores músicas são aquelas do single da Cloudberry. E é isso.

Lado B Memories # 2.


Bailter Space, "X".

Hoje de manhã ouvi essa música e ela me deixou bem animado para fazer todas minhas obrigações durante o dia. Até levantei da cadeira e fui fazer um air guitar ali no canto. Bailter Space é uma banda shoegaze neo-zelandeza que lançou uns bons discos pela Flying Nun e Matador durante os anos 90. Classe.

Associates.


Associates | Sulk | CD | Wea | 1982

Esse é o segundo e definitivo álbum dos Associates, uma obra-prima esquizofrênica que atira para diversos lados. Formado em Edimburgo, Escócia, por Billy Mackenzie e Alan Rankine, logo foram associados ao movimento new romantic. Mas Associates, principalmente em “Sulk”, vai além, incorporando sonoridades que vão do pós-punk disléxico de Fire Engines ao rock pop soturno do Scott Walker, passando por Suicide e Ultravox. A peculiar voz de Mackenzie (que se matou nos anos 90) pode causar estranhamento no começo, mas aí entra aquela velha máxima: são das coisas difíceis que surgem os maiores prazeres. Essa edição é a que foi relançada em 2000, com bônus e a ordem correta das faixas. Obrigatório.

segunda-feira, 24 de março de 2008

Roxy Music.


Roxy Music | Country Life | CD | Reprise | 1984

Esse é o quarto e melhor disco do grande, mas muito grande Roxy Music. Elegância de sobra, uma certa melancolia pairando no ar e canções completamente atemporais. E ainda tem a voz de Bryan Ferry, né? Nem tem o que dizer. Quem gosta bastante de Roxy Music é meu irmão e eu passei a curtir de tanto que ele ouvia aqui em casa. Um clássico.

domingo, 23 de março de 2008

April March.


April March | Chrominance Decoder | CD | Tricatel | 1996

April March, californiana (e não francesa, como muitos pensam), faz um som que nos remete ao Louis Philippe, mas sem tanta sofisticação. Entretanto, o aspecto cool é o mesmo. Esse disco, o segundo da carreira, tem três capas diferentes. Essa acima, essa aqui e essa outra. Tem um monte de música boa, mas o hit mesmo é "Mignonette", que hoje já ouvi umas 20 vezes no repeat. Genial.

sábado, 22 de março de 2008

Louis Philippe.


Louis Philippe | Jackie Girl | CD | Siesta | 1996

Esse é o nono álbum do sofisticadíssimo Louis Philippe. E um dos melhores, a começar pela capa (Jackie DeShannon). No decorrer das 14 canções aqui presentes, somos presenteados com um refinamento musical fora do comum, desde a voz que esbanja elegância até um instrumental que espanta pela diversidade e elaboração, que deixa qualquer um de boca aberta. Saca só a lista dos músicos. Para fãs de High Llamas, Burt Bacharach, Divine Comedy, Beach Boys, Tom Jobim...

Sarah Cracknell.


Sarah Cracknell | Lipslide | CD | Gut | 1997

Esse é o primeiro disco solo da Sarah Cracknell, conhecida por ser a diva a frente do excelente Saint Etienne. Esse disco não é tão bom quanto os três primeiros da banda (pretendo postá-los aqui brevemente), mas mesmo assim tem ótimos momentos que obviamente lembram bastante Saint Etienne, afinal a voz é a mesma, os beats parecidos e por aí vai. E como as fotos dela no encarte são tão boas quando o disco em si, eu escaneei tudo e botei no arquivo. Um deleite.

quinta-feira, 20 de março de 2008

Tramway.


Tramway | A Brand Of Lovin´ | CD | Siesta | 1992

Tramway lançou dois ótimos singles pela Sarah Records em 91. No ano seguinte surgiu esse clássico álbum pela então novíssima Siesta Records, da Espanha. Depois disso a banda desapareceu sem deixar pistas. O som deles é guitar pop bastante influenciado pela psicodelia garageira dos anos 60, com uma leve pegada country. O vocal é nasalado, em minha opinião é o grande destaque. Amo. Esse disco é cortesia do meu irmão, que também adora e não me vende nem a pau, hehe. “West Country Hospitality Pt.2” é de chorar de tão empolgante.

terça-feira, 18 de março de 2008

The Popguns.


The Popguns | Eugene | Midnight Music | CD | 1990

Há anos que ouço o 'best of' do Popguns numa freqüência bem alta. E faz tempo que eu tô atrás dos discos (lançaram quatro), mas é bem difícil encontrá-los, tanto em mp3, quanto físico mesmo. Portanto quando o excelente blog Take The Pills disponibilizou o primeirão deles, vibrei bastante. Mas qual não foi minha surpresa ao perceber que TODAS as músicas estão presentes naquele best of que eu tanto ouvi? E que a maioria eram minhas prediletas? Rapaz, é hit atrás de hit. Não tem uma única música ruim, é guitar pop top de linha, só música upbeat e com ótimas letras. Que eu faço questão de reproduzir abaixo. Letra raivosas sobre relacionamentos que não dão certo. Nessa aqui a garota perdoa o namorado que fez alguma merda... dá pra sentir o ódio na voz.

LEAVE IT ALONE

Stop trying to explain
It's not the kind of thing that
You can find excuses for
I'd rather try to just forget about it
You'll only tell me things that
I don't want to hear

Listen
I've said you're forgiven
There's nothing to discuss
That's enough
I won't make a fuss
So just listen for once
If it ever happens again
I won't ask you the where or when
If it ever happens again
It'll be the end

I suppose I could have stopped you
You're not a saint
I should have seen it coming on
Oh, but what am I saying
I just don't want to think about it anymore

If it ever happens again
There won't be time for your demands
If it ever happens again
I mean it, it'll be the end


Nessa outra aqui ela reclama do namorado que a deixou...

WAITING FOR THE WINTER

Six weeks gone and not a word
This means the end
I never should have held up hope
I know you don't want to encourage me
For that's the worst thing that you could do

And now I'm waiting for the winter
Hoping for the rain
I wanna just forget you
And start my life again
Waiting for the winter
Hoping for the rain
I never wanna see you
Ever again

I shiver and recall the way you sighed
The day we said goodbye
With your relief you couldn't hide
And I know you'll forget about
The things that I despair about
They never meant a thing to you

I am tired
I am empty
I am older
My temper is shorter
I am changing
I am harder
I am bitter
To the bone

And now I'm waiting for the winter
Hoping for the rain
I gotta just forget you
And start my life again
Waiting for the winter
Hoping for the rain
I never wanna see you
Ever again

Everywhere I see your face (here)
Everywhere I can't escape (it)
Got to wait until the winter
Until it's blurred, it's gone away

Tem uma outra ainda, chamada "Don't Smile", que é foda, ainda mais pra quem já viveu situação parecida. Já começa apontando o dedão: "Don't smile at me because it doesn't change a thing...". Se você for pegar somente um disco desse blog, pegue esse. O restante das letras você encontra aqui.

Pocketbooks.


Pocketbooks | Waking Up EP | CD | Make Do and Mend | 2008

Não abandonei o indiepop. Nunca! E aí está o segundo EP do Pocketbooks, essa ótima banda londrina que ano passado lançou um viciante 7” pela cool Atomic Beat Records. Dessa vez é em CD (blé), mas pelo menos facilita para ripar e fazer upload, hehe. Duetos entre um garoto e uma garota que despejam ótimas melodias, tudo envolto num sofisticado jangle pop. “Falling Leaves” é um hit certeiro, confira.

segunda-feira, 17 de março de 2008

R.E.M. Jukebox.


Various Artists | R.E.M. Jukebox | Q Magazine | 2008

Aí está o CDzinho que veio encartado na revista Q de abril, cheio de músicas escolhidas a dedo pelo pessoal do REM. Para saber o track-list só fazendo o download. Preguiça de digitar, hehehe. Mas vai na fé que é só pepita. Tem até "I Am The Cosmos" com Chris Bell, uma música que eu mesmo sempre coloco nas minhas mix tapes. :-)

NME covers.


Various Artists | NME Awards 2008 | CD

Aí está o CDzinho de covers que veio encartado no semanário NME de umas duas semanas atrás. Tem umas covers bem curiosas, olhe só o track-list. Sempre botei fé nesses Futureheads, apesar de nunca ter conseguido escutar um disco inteiro dos caras, hehe.

1 - Manic Street Preachers - Umbrella (Rihanna)
2 - The Futureheads - A Picture Of Dorian Gray (Television Personalities)
3 - Lightspeed Champion - Back To Black (Amy Winehouse)
4 - CSS - Knife (Grizzly Bear)
5 - The Cribs - Modern Way (Kaiser Chiefs)
6 - Kaiser Chiefs - Golden Skans (Klaxons)
7 - The Kooks - Young Folks (Peter, Bjorn and John)
8 - Does It Offend You, Yeah? - Whip It (Live) (Devo)
9 - Kate Nash - Men's Needs (The Cribs)
10 - My Chemical Romance - Song 2 (Blur)
11 - Get Cape. Wear Cape. Fly. - D.A.N.C.E. (Justice)
12 - The Wombats - Bleeding Love (Leona Lewis)
13 - Bloc Party - Say It Right (Nelly Furtado)
14 - The Ting Tings - Anyway I Can

The Auteurs.


The Auteurs | New Wave | Hut | CD | 1993

The Auteurs é basicamente a banda de Luke Haynes, que nos anos 80 tocava no ótimo The Servants. Esse primeiro disco contém 12 canções guitar pop que flertam com o glam rock ao mesmo tempo em que namoram o britpop. Na época foram bastante comparados à então nova banda Suede. Eu adoro esse disco, acho que envelheceu de uma forma extraordinariamente bem. Os singles “Show Girl” e “How Could I Be Wrong” são de tirar o fôlego. Básico.

domingo, 16 de março de 2008

Belle & Sebastian.


"The story of an introverted, deeply romantic kid forever in doomed pursuit of his dream lover whilst hankering after the distant cool of his idols, a boy to whom reality is merely a bothersome diversion on the endless highway of his imagination."

Belle & Sebastian, "The Wrong Girl"

Burial.


Burial | Burial | Hyperdub | CD | 2006

Esse é um disco sombrio, triste e soturno. É música eletrônica e é quase todo instrumental. É minimalista e bastante repetitivo. A impressão que se tem é que a mesma tímida batida percorre todo o álbum. Ninguém gosta do Burial. E quem gosta, prefere o segundo disco. Mas inexplicavelmente eu me apaixonei pelo debut homônimo, que ando ouvindo direto. E descobri a razão: o frescor da sonoridade, algo que nunca ouvi antes. Lógico que aliado ao clima melancólico. Mais ou menos como quando ouvi “Dummy” do Portishead em 94 e resolvi colocá-los na capa do meu zine. Na época só ouvia guitar bands, mas o frescor da novidade desse disco me venceu por inteiro. Aventure-se.

Pete & The Pirates.


Pete & The Pirates | Little Death | Stolen | CD | 2008

Eles são da mesma gravadora que lançou o EP do Let’s Wrestle, mas o que me chamou atenção foi a resenha que li na Plan B de fevereiro, escrita pelo mestre Everett True. É tão empolgante que resolvi escanear e publicar aqui no blog. É tão empolgante que no meio da leitura eu já estava tentando baixar o disco. É tão empolgante que no fim, quando fui ouvir a banda, ela nem me pareceu tão empolgante assim. Mas vale o download. Dessas novas bandas inglesas, essa é uma das melhores. Mas que a resenha é melhor que o disco, ah, isso é!


(Clique para aumentar ou aqui em alta definição)

sexta-feira, 14 de março de 2008

Let's Wrestle.



Let’s Wrestle | In Loving Memory Of… | Stolen | CD-EP | 2008

Esse é o mais novo lançamento do Let’s Wrestle, um EP com seis faixas para a nova gravadora Stolen Recordings. O som deles é lo-fi e cheio de referências aos grandes ícones do gênero, como Sebadoh, Milky Wimpshake e Television Personalities. Eles são de Londres e “I Won’t Lie To You”, a faixa que abre esse EP, é simplesmente a coisa mais cativante e adorável que ouvi em 2008. Dá vontade de sair pulando pelo quarto! Ano passado eles lançaram um vinil 7” com outro hit: “Song For Abba Tribute”. Prediletos da casa!

quinta-feira, 13 de março de 2008

Bowery Electric III.



Bowery Electric | Lushlife | Beggars Banquet | CD | 1999

Aqui a banda deixa de lado a mistura de Portishead com My Bloody Valentine do disco anterior e aprofunda os estudos de batidas, os aproximando de artistas da Morr Music, Mo’ Wax e Ninja Tune. Sai o andamento arrastado, as linhas monocórdicas do baixo, a distorção da guitarra e entra um som mais... err, “dançante”. O clima atmosférico, noturno e etéreo ainda continua, o que faz do Bowery Electric um dos grandes nomes do dream pop.

Bowery Electric II.



Bowery Electric | Beat | Kranky | CD | 1996

Esse é o grande clássico, aonde a banda atinge o ápice. Como o próprio nome indica, nesse álbum eles inserem loops e mais loops de monótonos beats que flertam bastante com o trip hop e a música ambiente. Em cima de tudo está um oceano de distorções que deixariam Kevin Shields orgulhoso. Curiosidade: esse é o disco que mais ouvi no meu i-Pod desde que comprei o bichinho (playlists / top 25). E olha que tem disco pra caramba nele. Realmente, é um dos meus prediletos pra andar por aí.

Bowery Electric.



Bowery Electric | Bowery Electric | Kranky | CD | 1995

Banda de Manhatan, NY, que na segunda metade da década de 90 lançou três discos muito bons. Nesse primeiro o som ainda é predominantemente shoegaze, mas com diversas passagens repetitivas que formam um delicioso drone caleidoscópico de guitarras distorcidas. Acrescente linhas de baixo melódicas e vocais sussurrados e fica difícil não derreter a cada audição mais profunda e atenta. Hipnótico.

sábado, 8 de março de 2008

Low III.



Low | The Curtain Hits The Cast | CD | Vernon Yard | 1996

Esse é o terceiro disco do Low. Não tem muito que dizer. Um clássico da melancolia profunda. Sadcore. Ouço direto. Parte três.

Low II.



Low | Long Division | CD | Vernon Yard | 1995

Esse é o segundo disco do Low. Não tem muito que dizer. Um clássico da melancolia profunda. Sadcore. Ouço direto. Parte dois.

sexta-feira, 7 de março de 2008

Low.



Low | I Could Live in Hope | CD | Vernon Yard | 1994

Esse é o primeiro disco do Low. Não tem muito que dizer. Um clássico da melancolia profunda. Sadcore. Ouço direto.

quinta-feira, 6 de março de 2008

Laika.



Laika | Antenna EP | Too Pure | 1994

Outra boa banda que fazia parte da família Too Pure na primeira metade dos anos 90 era o Laika. “Antenna EP” é o primeiro lançamento e já mostrava uma banda que claramente buscava uma identidade própria. Claro que conseguiram atingir o objetivo misturando... é indescritível! Numa tradução livre do All Music Guide, o Laika “viajava por caminhos espaciais (n.do.e: numa referência ao primeiro cachorro lançado no espaço, daí o nome da banda), forjando uma distinta e louca fusão experimental de hip-hop, jazz, electronica, dub e krautrock, sem precedentes terrestres”. Um adendo: até hoje não existe nada que soe como Laika.

Pram.




Pram | Helium | CD | Too Pure | 1995


Pra quem curtiu o EP “Iron Lung”, que eu coloquei no blog uns dias atrás, segue aí o álbum “Helium”, lançado na mesma época. Ouça a música “Dancing on a Star” e derreta um pouco dos neurônios que ainda lhe restam. Brilhante!

terça-feira, 4 de março de 2008

Americana 2004.



Vários Artistas | Americana 2004 | Uncut | 2004

Por falar em compilações encartadas em revistas, aí está a melhor compilação da Uncut que já ouvi. É excelente do começo ao fim. Ouço-a direto até hoje. E na época me revelou diversas bandas que nunca tinha ouvido falar, como por exemplo, o National. Mas têm vários tesouros relativamente desconhecidos no meio, como Richmond Fontaine, Jesse Malin e outros. Se você curte Wilco, Bob Dylan, Jayhawks e outros nessa linha folk / alt-country, vai fundo que é prato cheio.

Beloved.




Vários Artistas | Beloved | Mojo | 2008


Aí está a compilação que veio encartada na Mojo desse mês. Que tem Smiths na capa e um artigo enorme sobre música indie inglesa dos anos 80. Imperdível, o artigo é delicioso, cheio de fotos inéditas sensacionais e um top 50 das músicas mais indie de todos os tempos. Divertidíssimo. Fora que Mojo é a melhor revista de música do mundo, né? Eu acho. Usualmente ela só bota clássicos dos anos 60 e 70 em suas páginas, essa é a primeira vez que a Mojo aborda o indie UK 80’s tão profundamente. O estilo está se tornando oficialmente clássico, hein? Por aqui é desde sempre. A revista já pode ser encontrada na FNAC. Vale ir lá e dar uma folheada. E nem precisa dizer que a compilação é excelente, né?

Julee Cruise.



Julee Cruise | Floating Into The Night | Warner | 1989

Se a música do Dead Texan nos remete à Paris, Texas, esse primeiro disco da Julee Cruise lembra Twin Peaks e Veludo Azul, mesmo porque é quase trilha sonora oficial de ambos, hehe. Mais do que isso, o próprio David Lynch foi quem escreveu as letras de todo o álbum e Angelo Badalamenti foi quem compôs as músicas. Julee Cruise só botou a voz, o que dá todo o diferencial: etérea e angelical, a voz cria o clima esfumaçado que permeia durante todo o disco, repleto de canções suaves e confortantes, que nos lembram os primeiros pingos de chuva no começo de uma noite solitária. Um verdadeiro clássico.

segunda-feira, 3 de março de 2008

The Dead Texan.



The Dead Texan | The Dead Texan | Kranky | 2004

Aí está um dos melhores discos dessa década, certamente um dos que eu mais ouvi. Minha hora predileta para ouvir ele é antes de dormir. Acalma. Relaxa. E dá sono, hehe. Mas ouvir o disco caminhando por ruas desertas também é uma excelente pedida. Ou como trilha de fundo para uma boa leitura. Enfim, deu para sacar o clima né? Música ambiente, mas regado a uma melancolia infinita e muitos detalhes minimalistas como belas melodias de piano, ótimos momentos drone shoegaze, texturas instigantes e melodias vocais que surgem e vão como uma nuvem num dia de ventania. Uma coisa meio Paris, Texas. Deleite-se.

domingo, 2 de março de 2008

Pram.



Pram | Iron Lung EP | Too Pure | 1993

Esse é o meu disco predileto do Pram. Lançado em 1993, na verdade é um EP com 4 faixas, que junto com o álbum “Helium”, lançado no ano seguinte, mostrou para o mundo dos freaks que a banda não estava para brincadeira. Um som muito esquisito e para lá de original, nesse EP atinge o ápice de uma saudável loucura. Sério, as músicas soam sobrenaturais de tão singulares e estranhas, mas sempre com um irresistível apelo pop. Na época causou um tremendo frisson, principalmente porque marcou a estréia deles na Too Pure, que no começo dos anos 90 lançava um disco clássico atrás do outro (Stereolab, Laika, Mouse on Mars etc). Confira.

Ah sim, a banda existe até hoje, no final do ano passado lançaram pela Domino o nono álbum, intitulado “The Moving Frontier”.

Voltei.

Voltarei a postar discos. Tinha parado porque não encontrava um bom site para hospedar os discos por um tempo razoável, mas agora que tenho acesso a uma conta no Rapidshare as coisas ficaram mais fáceis. Se alguém estiver interessado em algum disco do arquivo, favor deixar especificado nos comentários que tentarei postar o link no blog.

segunda-feira, 8 de outubro de 2007

Ride.



Ride | Waves - BBC Recordings | Ignition | CD

Esse CD foi uma das maiores surpresas dos últimos anos. O que nem deveria ser afinal estamos falando de Ride. E pensar que eu fiquei pensando mil vezes se deveria ou não comprá-lo, afinal já tinha quase todas as músicas em suas versões originais. Pois afirmo que não deveria sequer ter vacilado. O CD é excelente e valeu cada centavo. Hoje em dia é o disco que mais ouço de Ride – e eu ouço bastante, pode apostar.

Algumas versões são até superiores do que as originais, como é o caso das canções de “Carnival of Light”. Outras se não são melhores, são tão boas quanto – o que felizmente é o caso da maioria das músicas desse disco. Ainda tem cover de Pale Saints e um encarte cheio das impressões de cada um sobre as ‘BBC sessions’, além de fotos exclusivas.

E nesse arquivo que botei on-line você encontrará uma pastinha com três canções que só não entraram na versão final do CD para não ultrapassar os 74 minutos. Quem divulgou essas músicas foi o próprio manager da banda. Encontrei-as no site de torrents OiNK e quase caí pra trás, pois nem sabia da existência das mesmas. Enjoy it!

brincando de deus.



brincando de deus | Better When You Love (Me) | Self Records | CD

Solicitaram que eu fizesse upload desse disco na Poplist mailing-list e nem pensei duas vezes, afinal não é sempre que surge alguém interessado em conhecer um dos meus discos nacionais prediletos. Esse é o primeiro álbum do brincando de deus, banda de Salvador, BA, da qual eu tenho enorme carinho (inclusive já trouxe a banda duas vezes para fazer shows em São Paulo). "Better When You Love (Me)" foi lançado em 96 e pode ter certeza que marcou época.

Eu ouvi muito esse disco durante os anos 90, mas muito mesmo. Fui ouvir agora e pude perceber que ele envelheceu muito bem. O som é shoegaze pop, com destaques para os frágeis e melancólicos vocais de Messias e a precisão milimétrica do baterista. E o disco é cheio de hits, perfeito do começo ao fim (só tem uma música que eu não gosto). Não deixa nada a dever para qualquer artista semelhante inglês ou norte-americano da época. Inclusive arrisco dizer que são melhores que a maioria. Ouça e veja se não estou certo. Tanto é que a gravadora Quiddity de Michigan, USA, lançou esse compacto abaixo com duas músicas desse disco. Esse 7" foi muito elogiado e comentado na indiepop-list na época.



Abaixo você fica com o clip da música que está presente no lado A desse single, a perfeita e triste "An Evening Out". É de chorar de tão boa.

quarta-feira, 3 de outubro de 2007

Popsong # 4: Strawberry Alarm Clock.


Essa pérola de psychedelic pop pertence ao debut álbum "Incense and Peppermints", de 67, um clássico cheio de canções no mesmo estilo. Inclusive foi uma dificuldade escolher uma só, pois temos a faixa título, "Tomorrow" e tantas outras que são tão boas quando "Sit With The Guru". Apesar de ter durado pouco, o Strawberry Alarm Clock é uma de minhas bandas prediletas dos 60s e recomendo para qualquer um que goste de él Records, Saint Etienne, Biff Bang Pow!, The Sea Urchins e bandas afins. Se alguém quiser, posso botar o disco inteiro no blog.

Popsong # 4: Strawberry Alarm Clock, "Sit With The Guru".






terça-feira, 2 de outubro de 2007

Popsong # 3: Snowblind.


Lançado em 2002, "Easy Girl" do Snowblind é o melhor single daquele ano e um dos melhores de toda a década até o momento. Teve uma época que eu ouvia essa música umas dez vezes por dia, uma obsessão! Mas não tinha como ser diferente, é uma canção pop perfeita, grandiosa e dançante, além de ter ótimas referências. O twee.net os descreve perfeitamente: early Postarcard (Aztec Camera / Orange Juice) com vintage New Order. Eu ainda acrescentaria Saint Etienne. Snowblind é uma dupla de Manchester que apareceu e sumiu como um raio: fora esse single, lançaram outro, um disco (ambos ótimos) e pronto. Uma carreira perfeita. Curiosidade: toda vez que eu tocava essa música no finado Atari Club a pista ficava cheia e não raramente alguém perguntava o que era.

Popsong # 3: Snowblind, "Easy Girl"

segunda-feira, 1 de outubro de 2007

Girlfrendo.


Girlfrendo | Surprise! Surprise! It's Girlfrendo | Bambini | CD

Durante o espetacular show do Love Is All na Invasão Sueca @ Studio SP, uma outra banda não saia da minha cabeça: Girlfrendo. Chegando em casa fui pesquisar e qual não foi minha surpresa ao descobrir que uma banda surgiu das cinzas da outra. Inclusive considerei uma falha enorme não saber disso antes, mas a verdade é que eu nunca fui muito com a cara do disco e singles do Love Is All (mas mudei de opinião depois do show).

Teve uma época entre 97 e 98 que o Girlfrendo era a banda mais legal e cool do mundo. Eu mesmo lutei bastante para adquirir os tão falados singles 7” da banda e infelizmente nunca consegui nenhum até hoje... mas felizmente o disco, lançado em 98, eu consegui. E ouvia ele sem parar! Certamente um dos melhores daquele ano, cheio de popsongs deliciosas que soavam como uma mistura da sonoridade él de Would-Be-Goods e Bad Dream Fancy Dress com a atitude riot grrrl de Huggy Bear e Heavenly.

Uma pena que depois desse disco a banda desandou e só lançou chatices. Teve mais um single em 99 e um segundo disco em 2001. Dispensáveis. Tanto que a própria banda resolveu botar um ponto final, descontente com a própria sonoridade (daí surgiu o Love Is All), muito provavelmente por causa da saída de uma das vocalistas. O grande triunfo do Girlfrendo nesse disco é o dueto tresloucado de duas vocalistas chamadas J. Pepita Frendo e Safari, além de algumas participações vocais de Golden Boy. É muito divertido, um discão de swedish P!O!P! - e o arquivo conta com os encartes.



Popsong # 2: Buffalo Springfield.


"I am a Child" está no terceiro e último disco do Buffalo Springfield, de 1968, o "Last Time Around", que muitos consideram o pior da banda. E essa canção está perdida no meio do lado B do vinil. Então espero que vocês peguem essa música, ouçam e pensem junto comigo: "nossa, se isso é considerado o pior da banda, então imagina o melhor". Mas é lógico que a maioria de vocês já conhecem tudo de Buffalo Springfield e também vão sacar que essa pérola em particular brilha muito mais pelo fato de ser composição de Neil Young, cantada pelo próprio. Um clássico e que eu só fui conhecer recentemente. Antes só tinha o primeiro disco da banda - discografia básica.

Popsong # 2: Buffalo Springfield, "I'm a Child".


sexta-feira, 28 de setembro de 2007

The Hermit Crabs.


Finalmente hoje encontrei o disco do Hermit Crabs, nova banda de Glasgow contratada pela Matinée Records. E pude confirmar que eles realmente são ótimos. Já vi dois shows deles, o primeiro no Buffalo Bar em Londres, abrindo pro Strange Idols. O segundo foi no festival IndieTracks, aonde tirei essa foto acima. É indiepop puro e ao vivo fica ainda melhor, a menina do violino dá um toque todo especial. As músicas mais upbeat são o grande destaque.

Eu pensei em colocar o disco aqui, mas como ele acabou de ser lançado por uma gravadora que admiro bastante, decidi que não é justo. Vai contra os princípios desse blog, então quem quiser ouvir vai ter procurar em outros lugares. Ficaria muito chateado se o Jimmy da Matinée deixasse um comentário aqui, pedindo para tirar o link. Isso ia acabar com meu dia. Mas que o disco é ótimo, isso é. Vale a pena dar uma procurada. Na Pop Polar tem. ;-)

Enfim, ouça duas músicas deles no MySpace, a "Friend's Folk Festival" e "Feel Good Factor". São duas das minhas prediletas da banda.

http://www.myspace.com/thehermitcrabsband

No You Tube tem um bom vídeo deles ao vivo, dá pra ter uma idéia de como foi o show. Tava lendo ums coisas e descobri que o Francis MacDonald é fã e inclusive produziu algumas músicas da banda. Faz sentido. :-)





Popsong # 1: Treebound Story.


Atendendo ao pedido que o Tiago deixou nos comentários, vou postar a canção “Swimming in the Heart of Jane” do Treebound Story. Eu ia enviar direto pro e-mail dele, mas quando ouvi a música de novo pela 3ª vez seguida, resolvi que valia a pena postá-la aqui pra todo mundo que não conhece ouvir tamanha pérola indiepop.

Quem postou essa música originalmente foi o excelente blog Lost & Found (infelizmente meio abandonado). Aqui você encontra uma pequena história sobre a banda. É tudo o que eu sei sobre eles. Um verdadeiro tesouro perdido, e agora parcialmente (re)encontrado. Queria ouvir mais coisa deles.

Ah, aproveitei e criei a seção "Popsong", aonde vou postar algumas dessas belezas. Quando chegar na vigésima vai dar pra montar uma bela compilação. ;-)

Popsong # 1: Treebond Story, “Swimming in the Heart of Jane”



terça-feira, 25 de setembro de 2007

Versus.


Versus | The Stars Are Insane | Teenbeat | CD

Por falar em Nova Iorque (veja post anterior), vou postar um dos meus discos nova-iorquinos prediletos dos anos 90, o primeiro do Versus, intitulado “The Stars Are Insane”, de 1994. Incrível a freqüência com que pego esse CD na estante pra ouvir por aí. E é um disquinho subestimado, já que pouco ouço falar dele entre os “iniciados” (curtiram o termo? Hehe).

O som é bem típico das bandas da redondeza, como referência cito dois discos irmãos, dois clássicos de NY, o “Painful” do Yo La Tengo e o “Goo” do Sonic Youth. Já deu pra sacar, né? Então acrescente duetos vocais femininos e masculinos e certa apatia típica da geração X (quem é da época vai lembrar). Guitar pop clássico e excelente. As cinco músicas que abrem o disco são de chorar, em especial “River”.

Atualização: dá para ouvir "River" aqui.



The Pains Of Being Pure At Heart.


The Pains Of Being Pure At Heart | The Pains Of Being Pure At Heart | Painbow | CD-EP


Outra banda bem nova que me impressionou bastante foi
The Pains of Being Pure at Heart. Dica do camarada Cláudio, do blog Anorak in Summer. Pense numa mistura das músicas mais agitadas do Field Mice, Black Tambourine, The Pastels e "Paint a Rainbow" do My Bloody Valentine (essa última roubei do próprio My Space da banda - vê se pode!). Com essas referências, não tinha como não ser no mínimo ótimo. Nossa sorte é que as duas primeiras músicas do EP são ESPETACULARES. O restante se torna mais do mesmo, é verdade, mas quem precisa delas se você pode voltar pro começo e ouvir as duas primeiras DE NOVO? Depois de fazer isso umas SETENTA vezes num período de uma semana e tiver enjoado, passe a ouvir as outras três músicas restantes do EP. Inevitavelmente você irá começar a pensar em colocar a banda no centro do tão desejado pódio das grandes revelações de 2007. Cheguei a falar que são de Nova Iorque? Nem parece.