sábado, 31 de julho de 2010

Hierofante Púrpura @ Serralheria.


Avisando de última hora: hoje vou discotecar nessa festa bacana na Serralheria, lugar novo em São Paulo. Apareçam!

E vamos ver se essa semana animo para atualizar com mais freqüência o blog! :-)

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Fireworks @ Café Elétrico.


Galera, o blog anda sem muitas atualizações, pois esses últimos dias tem sido uma correria. Semana que vem prometo atualizar todo dia, com discos e boas dicas. Mas por enquanto fique com essa dica para um bom programa no final de semana. Nesse sábado agora vou colocar um som lá no ótimo Café Elétrico. Sem compromisso com pista, só mesmo com a boa música! A festa é a Fireworks, da Bárbara e do Klaus, mestres nas novas tendências e novidades sonoras. Eu devo tocar cedo, a partir das 20 horas, depois quem comanda a festinha são eles. Apareçam!

domingo, 11 de julho de 2010

The Blue Aeroplanes.


The Blue Aeroplanes | Swagger | Ensign | 1989

Esse é o quinto álbum do Blue Aeroplanes, banda que sempre ouvi falar muito bem, mas nunca tinha dado a devida atenção até semana passada. Desde então iniciei uma verdadeira obsessão por esses ingleses, que fazem um som remanescente do movimento norte-americano paisley underground, mas com fortes influências oitentistas inglesas. Portanto se você gosta de bandas como Rain Parade, The Church, The Might Lemon Drops, The Wild Swans, pode cair de cabeça nesse disco.

Esse quinto álbum me pareceu o melhor, ao menos a princípio é o mais acessível, sendo o primeiro por uma grande gravadora (Ensign é uma subdisiária da Chrysalis) e que gerou alguns hits, como a excelente "Jacket Hangs", um primoroso guitar pop com o característico vocal "falado". O vídeo também é ótimo, as danças são empolgantes e os óculos escuros estilosos. Tem também a "And Stones", que tem um dedilhado de guitarra em delay que arrepia qualquer um. Fala sério, que coisa linda. O disco ainda tem muito mais, altamente recomendado!

Agradeço ao amigo espanhol que disponibilizou esse disco num de seus antigos blogs. Hoje em dia ele está fazendo o ótimo At The Indie Disco. The Blue Aeroplanes realmente bateu em meu coração, essa semana só deu eles em meu Last.fm. É bem o tipo de som que eu gosto. Esse disco ganhou uma edição dupla deluxe em 2006. Para esse ano é aguardado um novo álbum, o que pelas minhas pesquisas deve ser o 13o ou 14o da banda.

Foggy Glasses # 4.


Aí está o flyer da próxima Foggy Glasses. Vai acontecer somente no final de agosto, mas será uma sexta-feira muito especial! O Pale Sunday vai tocar ao vivo depois de uma temporada na Inglaterra, aonde vão tocar no festival Indie Tracks. E o Lê Almeida vai fazer o segundo show em São Paulo, aonde deverá comemorar lançamento de um EP pela WeePOP! Records. Na mesma noite quem vai abrir tudo será a Stephanie Toth e os DJs serão Fabiane e Junior, que atualmente comendam um projeto indiepop no Café Elétrico. Mais informações em breve! Aguardem também um texto sobre as duas últimas festas Foggy Glasses. Até.

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Vídeo da Semana # 69.


The Pains of Being Pure at Heart, "Contender"

Sim galera, mais um vídeo do Pains! Fala sério, quase toda semana tem um vídeo novo deles, mas que delícia! Que fez o vídeo foi a menina do blog Ringo, Have a Banana! e ficou muito bacana. Mais informaçõe, clique aqui (tem fotos e o vídeo em alta resolução).

Lembrando que o vídeo do ano é esse aqui.

Foggy Glasses # 77 - é hoje!!


FOGGY GLASSES apresenta:

THE SOUNDSCAPES
Formada há alguns anos, já lançaram um excelente álbum de estreia, intitulado "Freestyle Family". Também já passaram uma temporada em Nova Iorque, aonde esculpiram uma sonoridade indie rock que em nada fica a dever para clássicas bandas da região, como Yo La Tengo, Versus e até mesmo os momentos mais facilmente digeríveis do Sonic Youth. Uma banda altamente recomendada!

JAIR NAVES
Com o final do Ludovic, Jair Naves saiu em carreira solo e agora acaba de lançar "Araguari", o EP de estreia, que estará sendo lançado no show. As letras, num português sempre à flor da pele, continuam sendo o destaque, mas a sonoridade, um pouco mais calma que no Ludovic, também impressiona. Espere belíssimas paisagens melódicas, sonoridades oitentistas e uma atitude dilacerante.

DJs: Gilberto Custódio Jr., Rafael Faria e Fernando Kaida.

Dia 08/07 - quinta-feira - 22 h - R$ 10.

Livraria da Esquina
Rua do Bosque, 1254 - Barra Funda

Flyer por Gilberto Custódio Jr.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Anton Tchékhov: "A Corista".


Acabei de ler esse conto pela primeira vez e adorei, gostaria de dividir com vocês. Um verdadeiro clássico que provavelmente muito de vocês já conhecem. Se esse for o caso, saberão que vale a pena ler de novo.

TCHEKCOV, Anton.

A corista

Certo dia, quando ela ainda era mais jovem e mais bonita, e sua voz era melhor, Nikolai Petróvitch Kolpakov, seu adorador, estava sentado na sala de sua datcha. O calor era abafado e insuportável. Kolpakov acabara de almoçar e de tomar uma garrafa inteira de mau vinho do Porto, e sentia-se indisposto e mal-humorado. Ambos se aborreciam e esperavam que o calor amainasse, para poderem sair a passear.

Súbito, inesperadamente, soou a campainha do vestíbulo. Kolpakov, que estava sem paletó e de chinelos, pôs-se de pé num salto e lançou a Pacha um olhar interrogador.

- Deve ser o carteiro ou, quem sabe, uma amiga - disse a cantora.

Kolpakov não se acanhava nem diante das amigas de Pacha, nem diante dos carteiros, mas, em todo caso, agarrou sua roupa e entrou no aposento vizinho, enquanto Pacha correu para abrir a porta. Para seu grande espanto, na soleira estava, não o carteiro e não uma amiga, mas uma senhora desconhecida, jovem, bonita, trajada com distinção e, por todos os indícios, uma mulher das decentes.

A desconhecida estava pálida e tinha a respiração ofegante, como quem acabasse de galgar uma escada alta.

- O que deseja a senhora? - perguntou Pacha.

A senhora não respondeu logo. Ela deu um passo para diante, examinou o aposento lentamente e sentou-se com um ar tal como se não pudesse ficar de pé, de cansaço ou doença. Depois, ficou longamente movendo os lábios exangues, tentando articular alguma coisa.

- Meu marido está aqui? - perguntou ela, afinal, erguendo para Pacha seus grandes olhos de pálpebras inchadas de chorar.

- Que marido? - balbuciou Pa- cha, e súbito sentiu um susto tão gran- de, que lhe gelou as mãos e os pés.

- O meu marido... Nikolai Petróvitch Kolpakov.

- Não... não, minha senhora... Eu... eu não conheço nenhum marido.

Um minuto transcorreu em silêncio. A desconhecida passou o lenço algumas vezes pelos lábios pálidos e, para vencer o tremor inter- no, prendeu a respiração, enquanto Pacha permanecia diante dela, imóvel, como petrificada, e fitava-a, cheia de perplexidade e medo.

- A senhora diz, então, que ele não está aqui? - perguntou a senhora com voz firme, e sorriu de um modo estranho.

- Eu... eu não sei por quem a senhora pergunta.

- Nojenta que a senhora é, baixa, ignóbil... - balbuciou a desconhecida, envolvendo Pacha num olhar de ódio e repugnância. - Sim, sim, a senhora é nojenta. Estou muito, muito contente por poder, finalmente, dizer-lhe isso!

Pacha sentiu que, àquela senhora distinta, vestida de negro, de olhos irados e longos dedos alvos, ela causava a impressão de algo asquero- so, disforme, e sentiu vergonha de suas faces vermelhas e rechonchudas, das sardas no nariz e da franjinha na testa, que não se deixava pentear para cima de jeito nenhum. E parecia-lhe que, se fosse magra, estivesse sem pó e não usasse franjinha, seria possível esconder que não era séria, e não seria tão terrível e vergonhoso estar diante daquela senhora misteriosa e desconhecida.

- Onde está meu marido? - continuou a senhora. Entretanto, se ele está aqui ou não, é-me indiferente, mas devo dizer-lhe que foi descoberto um desfalque e Nikolai Petróvitch está sendo procurando... Querem prendê-lo. Eis aí o que a senhora fez!

A senhora levantou-se e come- çou a andar pela sala, presa de grande agitação. Pacha olhava para ela e, de terror, não compreendia nada.

- Hoje mesmo ele será encontrado e detido - disse a senhora, e soluçou, e nesse som ouvia-se insulto e desgosto.

- Eu sei o que o levou até este terror! Nojenta, asquerosa! Criatura vendida, repugnante! - Os lábios da senhora se torceram e o nariz se contraiu de nojo. - Eu estou impotente... Ouça aqui, mulher baixa! Eu estou impotente, a senhora é mais forte do que eu, mas existe quem me defenda, a mim e aos meus filhos! Deus vê tudo! Ele é justo! Ele lhe pedirá contas por cada lágrima pequenina, por todas as noites insones! Chegará o dia, a senhora se lembrará de mim!

Novamente fez-se um silêncio. A senhora andava pela sala e torcia as mãos, e Pacha continuava a fitá-la estupidamente, perplexa; não compreendia e esperava dela alguma coisa terrível.

- Eu, senhora, não sei de nada! - articulou ela, e de repente desatou a chorar.

- Mente! - gritou a senhora, e lançou-lhe um olhar faiscante de raiva.

- Eu sei de tudo! Há muito tempo que eu sei de tudo! Eu a conheço de longa data! Eu sei que, neste último mês, ele passa aqui na sua casa todos os dias!

- Sim. E então? Que é que tem isso? Recebo muitas visitas, mas não obrigo ninguém. Aos livres a liberdade.

- Eu lhe digo: foi descoberto um desfalque! Ele gastou dinheiro alheio, na repartição! Por uma... uma como a senhora, por sua causa, ele cometeu um crime. Escute - disse a senhora em tom decidido, parando diante de Pacha -, a senhora não pode ter princípios, a senhora só vive para causar mal, esse é o seu escopo, mas não é possível pensar que tenha caído tão baixo que não lhe sobre nem um resquício de sentimento humano! Ele tem esposa, filhos... Se for condenado e deportado, eu e meus filhos morreremos de fome... Compreenda isso! E no entanto existe um meio de salvá-lo, e a nós, da miséria e da desonra. Se eu depositar hoje novecentos rublos, deixá-lo-ão em paz. Apenas novecentos rublos!

- Que novecentos rublos? - perguntou Pacha baixinho. - Eu... eu não sei... Eu não tomei...

- Eu não lhe peço novecentos rublos... A senhora não tem dinheiro, nem eu quereria do seu. Peço outra coisa... Os homens costumam dar a essas... a mulheres como a senhora, presentes de objetos de valor. Devolva-me apenas aquelas coisas com que meu marido a presenteou!

- Madame, ele não me deu presente algum! - guinchou Pacha, começando a compreender.

- Onde está então o dinheiro? Ele esbanjou tudo, o meu e o alheio... Onde foi parar tudo isso? Escute, eu lhe peço! Eu estava indignada e disse-lhe coisas desagradáveis, mas peço desculpas. A senhora deve odiar-me, eu sei, mas, se é capaz de compaixão, procure colocar-se no meu lugar! Imploro-lhe, devolva-me os objetos!

- Hum - disse Pacha, e encolheu os ombros. - Eu teria muito prazer, mas, que Deus me castigue, ele nunca me deu nada. Creia na minha consiên- cia. Entretanto a senhora tem razão - encabulou a cantora -, uma vez ele me trouxe duas coisinhas. Pois não, eu devolvo, se a senhora deseja...

Pacha abriu uma gaveta e tirou uma pulseira de ouro chapeado e um anelzinho ralo com um rubi.

- Aqui tem! - disse ela, estendendo essas coisas a visitante.

A senhora enrubesceu, seu rosto começou a tremer. Ela sentiu-se insultada.

- Que é que a senhora está me dando? - disse ela. Não lhe peço esmola, e sim aquilo que não pertence à senhora... aquilo que a senhora, aproveitando-se da situação, extorquiu do meu marido... desse homem fraco e infeliz... Quinta-feira, quando eu a vi com o meu marido no cais, a senhora usava pulseiras e broches caros. Portanto, não adianta representar diante de mim o cordeirinho inocente! É pela última vez que lhe peço: vai dar-me as jóias ou não?

- Como a senhora é esquisita, palavra - disse Pacha, começando a ficar ofendida. - Asseguro-lhe que do seu Nikolai Petróvitch, além desta pul- seira e do anelzinho, eu nunca vi nada. Ele só me trazia pasteizinhos doces.

- Pasteizinhos doces... - sorriu a desconhecida com ironia. - Em casa as crianças não têm o que comer, mas, aqui, pasteizinhos doces. A senhora recusa definitivamente devolver as jóias?

Não tendo recebido resposta, a senhora sentou-se e, pondo-se a pensar, fixou os olhos num ponto qualquer.

- Que fazer agora? - articulou ela. - Se eu não conseguir novecentos rublos, ele está perdido, e eu com os meus filhos também estamos perdidos. Matar esta canalha ou cair de joelhos diante dela, quem sabe?

A senhora apertou o lenço contra o rosto e desatou a soluçar.

- Eu lhe peço! - ouvia-se através dos soluços. - Foi a senhora que arruinou e destruiu meu marido, salve-o... A senhora não tem compaixão dele, mas as crianças... as crianças... que culpa têm as crianças?

Pacha imaginou criancinhas pequenas, jogadas na rua e chorando de fome, e ela mesma debulhou-se em lágrimas.

- Que é que eu posso fazer, madame? - disse ela. - A senhora diz que eu sou uma canalha e arruinei Nikolai Petróvitch, mas eu lhe digo, como diante do próprio Deus... Asseguro-lhe que nunca tirei proveito nenhum do seu, marido... No nosso coro só a Mótia tem um amante rico, mas todas nós, as outras, vivemos da mão para a boca. Nikolai Petróvitch é um senhor instruído e delicado, está aí, e eu o recebia. Nós não podemos deixar de receber.

- Eu peço as jóias! Dê-me as jóias! Estou chorando... me rebaixando... Se quiser, eu ficarei de joelhos! Pronto!

Pacha deu um grito e começou a agitar as mãos, de susto. Ela sentia que aquela senhora pálida e bonita, que se exprimia com tanta nobreza, como no teatro, podia de fato cair de joelhos diante dela, justamente por orgulho, por nobreza, para se elevar ainda mais e para humilhar a corista.

- Está bem, eu lhe darei as jóias! - afligia-se Pacha, enxugando os olhos. - Pois não. Só que elas não são de Nikolai Petróvitch... Eu as ganhei de outros visitantes. Como quiser, senhora...

Pacha abriu a gaveta de cima da cômoda, tirou dela um broche com uma esmeralda, um fio de coral, alguns anéis, uma pulseira, e estendeu tudo à senhora.

- Leve, se deseja, só que de seu marido eu nunca tive proveito nenhum. Tome, fique rica - continuava Pacha, insultada pela ameaça de cair de joelhos. - Mas se a senhora é tão distinta... sua esposa legítima, devia segurá-lo junto de si. Está aí! Eu não o chamei para a minha casa, ele veio sozinho...

Através das lágrimas, a senhora examinou as jóias recebidas e disse:

- Isto não é tudo... Aqui não há nem para quinhentos rublos.

Impulsivamente, Pacha arrancou da cômoda mais um relógio de ouro, uma cigarreira e abotoaduras e disse, abrindo os braços:

- Além disso não me ficou mais nada... Pode dar busca!

A visitante suspirou, embrulhou as jóias, com mãos trêmulas, no seu lencinho e, sem dizer uma palavra, sem mesmo acenar com a cabeça, saiu.

Abriu-se a porta do aposento vizinho e entrou Kolpakov. Ele estava pálido e sacudia nervosamente a cabeça, como se acabasse de engolir algo muito amargo; nos seus olhos brilhavam lágrimas.

- Que coisas o senhor já me trouxe? - atirou-se Pacha sobre ele. - Quanto, permita-me que lhe pergunte?

- Coisas... Ninharias, isso - coisas! - articulou Kolpakov, e sacudiu a cabeça. - Deus meu! Ela chorou diante de ti, ela se humilhou...

- Eu lhe pergunto: que jóias o senhor me trouxe? - gritou Pacha.

- Deus meu, ela, decente, altiva, pura... quis até cair de joelhos diante... desta rameira! E fui eu que a levei a isso! Fui eu que o permiti!

Ele apertou a cabeça com as mãos e gemeu:

- Não, jamais me perdoarei por isso! Não perdoarei! Afasta-te de mim... vagabunda! - bradou ele com repugnância, recuando diante de Pacha e afastando-a de si com mãos trêmulas. - Ela quis cair de joelhos e... diante de quem? Diante de ti! Oh, meu Deus!

Ele vestiu-se depressa e, desviando-se de Pacha com nojo, dirigiu-se para a porta e saiu.

Pacha deitou-se e começou a chorar alto. Ela já estava com pena das suas jóias, que entregara num impulso, e estava ofendida. Lembrou-se de como três anos atrás, sem motivo algum, um comerciante lhe dera uma surra, e chorou mais alto ainda.

terça-feira, 6 de julho de 2010

Caminhadas # 8.


Fazia tempo que não postava fotos de minhas caminhadas. Tem algumas razões. Uma que a máquina fotográfica que costumava usar quebrou. Outra que meu iPod está com uma mania irritante de travar sem maiores explicações (e quando isso acontece eu tenho que esperar a bateria acabar para ele funcionar novamente, o que significa ficar sem música na metade de uma caminhada). Sem trilha sonora, fica difícil encontrar motivação para caminhar por aí. É a triste realidade. Mas hoje resolvi sair. Peguei uma máquina fotográfica emprestada e tirei algumas fotos do subúrbio paulista aonde moro, no caso o Butantã, bairro da zona oeste da cidade.


A trilha sonora foi "Tolerance", segundo álbum dos grandes, mas muito grandes The Blue Aeroplanes. Muito bom esse disco de 1986. Ainda não tinha ouvido direito e gostei bastante. Na foto você encontra um pedaço da Rodovia Raposo Tavares, que cruza o bairro.


O final de tarde estava lindo, apesar de que eu desconfio que esse amarelado do céu seja poluição. Será?


Piada que encontrei numa revista Mad recentemente e dei risada. Hoje o iPod travou depois de uns 50 minutos. Que ódio.

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Foggy Glasses # 3.


FOGGY GLASSES apresenta:

THE SOUNDSCAPES
Formada há alguns anos, já lançaram um excelente álbum de estreia, intitulado "Freestyle Family". Também já passaram uma temporada em Nova Iorque, aonde esculpiram uma sonoridade indie rock que em nada fica a dever para clássicas bandas da região, como Yo La Tengo, Versus e até mesmo os momentos mais facilmente digeríveis do Sonic Youth. Uma banda altamente recomendada!

JAIR NAVES
Com o final do Ludovic, Jair Naves saiu em carreira solo e agora acaba de lançar "Araguari", o EP de estreia, que estará sendo lançado no show. As letras, num português sempre à flor da pele, continuam sendo o destaque, mas a sonoridade, um pouco mais calma que no Ludovic, também impressiona. Espere belíssimas paisagens melódicas, sonoridades oitentistas e uma atitude dilacerante.

DJs: Gilberto Custódio Jr. e Rafael Faria.

Dia 08/07 - quinta-feira - 22 h - R$ 10.

Livraria da Esquina
Rua do Bosque, 1254 - Barra Funda

Flyer por Gilberto Custódio Jr.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Foggy Glasses # 76 - é hoje!!


FOGGY GLASSES apresenta:

TWINPINE(S)
Ótima banda paulista que acaba de lançar o álbum de estreia "Niagara Falls". Canções que lembram clássicas guitar bands americanas dos anos 80 e 90, como Sunny Day Real Estate, Hüsker Dü e Superchunk.

REPENTINA
Projeto solo de Eliane (Hats / Las Dirces). Aqui ela escancara sentimentos e mistura influências que vão do folk ao riot grrrl para produzir simples canções aonde o forte é sua marcante voz e suaves melodias.

DJs: Gilberto Custódio e Alexandre Vianna (editor da revista 100% Skate e idealizador do projeto Questionable Party no Tapas Club).

Dia 01/07 - quinta-feira - 22 h - R$ 5

Livraria da Esquina
Rua do Bosque, 1254 - Barra Funda

Flyer por Silvia.

Evento no Facebook aqui.

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Vacaciones.


Vacaciones | Un Año De... EP | Elefant | 2000

Esse é o segundo EP do excelente combo twee punk Vacaciones (o primeiro postei aqui). Contém 5 faixas e nem tem muito o que falar, só peço que assistam o vídeo abaixo. Essa é a segunda faixa do EP. Muito, muito, muito legal!


La Pequeña Suiza.


La Pequeña Suiza | Simpático EP | Elefant | 2000

Outro EPzinho bem legal é esse do La Pequeña Suiza, que contem 5 faixas (existe uma sexta "escondida" no CD) e abre com "Vente Conmigo", que contém um vídeo que pode ser visto aqui. Engraçado que considero essa a pior canção do EP. O grande destaque fica por conta de "Pontevedra", que na época foi até incluída em "Picnic Basket", clássica compilação indiepop lançada pela gravadora norte-americana Shelflife Records.


Esse é o segundo EP da banda, que depois acabou. Se alguém quiser, posso postar o primeiro.

Niza.


Niza | Topolino EP | Elefant | 2000

Semana passada postei alguns EPs da Vinyl Japan, essa semana vamos de Elefant, ótima gravadora espanhola que ano passado completou 20 anos, com direito a palco exclusivo no festival inglês Indie Tracks e tudo mais.

Começando por "Topolino" do Niza, que contém três canções, abrindo com o hit indiepop "Por Las Tardes", cujo charmoso vídeo pode ser encontrado aqui.

Já foram descritos como "classy, sophisticated pop influenced by Brazil and France sixties. Featuring the soft, breathy vocals of Silvia. Recommended for fans of Astrud Gilberto and Claudine Longet".

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Anne Briggs.


Anne Briggs | The Time Has Come | CBS | 1971

Cantora de folk inglês, lançou apenas dois álbuns e sumiu do mapa. Esse é o segundo. Dizem que ela odiava a própria voz, apesar de que é influência confessa de diversas cantoras do gênero, incluindo Sandy Denny. Na época do lançamento desse disco ela namorava Bert Jansch, que participa do álbum, se bem que de maneira discreta. Prato cheio para quem curte british folk.

Posts relacionados: a melhor compilação do estilo é "Gather in the Mushrooms", já ouviram? Muito boa. Em 2008 a dupla Rusalnaia lançou um ótimo álbum do gênero, ouço até hoje. E claro, não podemos nos esquecer dos três clássicos álbuns (1, 2 e 3) que Bert Jansch lançou no meio dos anos 70.

terça-feira, 22 de junho de 2010

Foggy Glasses # 2.


FOGGY GLASSES apresenta:

TWINPINE(S)
Ótima banda paulista que acaba de lançar o álbum de estreia "Niagara Falls". Canções que lembram clássicas guitar bands americanas dos anos 80 e 90, como Sunny Day Real Estate, Hüsker Dü e Superchunk.

REPENTINA
Projeto solo de Eliane (Hats / Las Dirces). Aqui ela escancara sentimentos e mistura influências que vão do folk ao riot grrrl para produzir simples canções aonde o forte é sua marcante voz e suaves melodias.

DJs: Gilberto Custódio e Alexandre Vianna (editor da revista 100% Skate e idealizador do projeto Questionable Party no Tapas Club).

Dia 01/07 - quinta-feira - 22 h - R$ 5

Livraria da Esquina
Rua do Bosque, 1254 - Barra Funda

Flyer por Silvia.

Evento no Facebook aqui.

segunda-feira, 14 de junho de 2010

The Bartlebees.


The Bartlebees | Twen Beat EP | Vinyl Japan | 1995

Continuando essa série de EPs da Vinyl Japan, temos esse do Bartlebees, minha banda predileta da Alemanha. Considero essas canções o começo da melhor fase da banda, que viria a ter seu ápice no álbum "Urban Folk Legends" de 1998, que já até postei no blog.

Post relacionado: The Bartlebees, "Urban Folk Legends".

McTells.


McTells | Break Up EP | Vinyl Japan | 1994

Clássica banda lo-fi indiepop. Esse EP já abre com "Clearly", uma de minhas prediletas do grande, mas muito grande McTells. Altamente recomendado. Teve uma época nos anos 90 que eu era totalmente fanático por essa banda, comprava tudo que via pela frente. Tem um LP chamado "Smash Up" que saiu pela Little Teddy que é MUITO clássico.

Bugbear.


Bugbear | Four Twee Songs EP | Vinyl Japan | 1993

Apesar do título, as quatro canções desse EP não tem nada de twee pop. É um tipo de punk rock que poderia estar no catálogo da Kill Rock Stars, lembra The Peechees, Huggy Bear e coisas do tipo. Eu gosto bastante. Contém cover de "The This Many Boyfriends Club" do Beat Happening e uma canção chamada "Half Japanese".


Essa é a banda de Matthew Fletcher, irmão da Amelia e baterista do Talulah Gosh e Heavenly. No Bugbear ele toca guitarra e canta. Infelizmente ele cometeu suicídio em 1996. Essa é a foto que está na contra capa do EPzinho.

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Homiepie 2.


Homiepie | Is a Wiener... | Self-Released CDr | 2009

Esse é o segundo EP do Homiepie e mostra a banda buscando novos caminhos para uma sonoridade que já era bastante peculiar. A formação simples (dois guitarristas, sendo que um deles canta e uma tecladista, que canta também) poderia limitar um pouco, mas o que ouvimos são infinitas possibilidades criativas, alcançadas pela força das melodias e um senso de harmonia fantástico, pouco encontrado nas bandas nacionais.


O nome do EP é enorme: "Is A Wiener, Dufus, Poindexter, Peanut, Dude, Bro, Homey, Rapmaster and Funklord", uma alusão a um jogo de vídeo game que desconheço (nunca me liguei em vídeo games). O CDzinho estava sendo vendido por apenas 5 reais no bazar que aconteceu domingo na Casa do Mancha. Comprei e ainda pedi permissão para poder colocar no blog. Também perguntei se tinha algum show marcado e o Six me disse que "a ideia é parar de tocar pra poder se concentrar no disco. Ainda não tenho nada de músicas novas, mas vamos começar do zero, não vamos usar nada dos EPs. Vamos compor coisas novas e gravar com mais qualidade, mas sem perder a essência".


Letra da melhor música do EP, presente no encarte.

Post relacionado: Homiepie.

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Stars of the Lid.


Stars of the Lid | The Ballasted Orchestra | Kranky | 1997

Um dos melhores discos de drone já lançados, o terceiro álbum do Stars of the Lid (o primeiro pela Kranky Records) é a trilha sonora perfeita para os sonhos mais surreais do mundo. Nesse frio, é irresistível colocar ele para tocar e deitar numa cama, debaixo de cobertores, no escuro. A sensação de transe, do sono leve, de estar sonhando acordado, é uma experiência e tanto. Vicia.


É desse disco uma das melhores canções da banda, a hipnótica "Sun Drugs". O clima geral de tudo pode ser resumido num título de canção: "Fucked Up (3 57 am)". Você também encontra a ótima "Music For Twin Peaks Episode # 30 Pt. 1 & 2". Altamente recomendado.

Post relacionado: The Dead Texan.

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Joyce & Nelson Angelo.


Joyce & Nelson Angelo | Joyce & Nelson Angelo | Odeon | 1972

Não sou muito fã de MPB, confesso que raramente ouço esse tipo de música. Poucos discos me tocam realmente. Esse da Joyce & Nelson Angelo é um que gosto bastante. É folk psicodélico com aquele sotaque mineiro do Clube da Esquina. Gosto bastante. Essa é uma cópia que ripei do CD relançado alguns anos atrás.


Segue alguns comentários que encontrei no blog Loronix: "In my opinion, this is a seminal piece of music and should be in everyone's library even if this is the only Brazilian recording they own. A hauntingly gorgeous recording that blows my mind every time I hear it and gives me chills". "Thanks for posting this truly lovely album -- definitely reminiscent of Milton's *Clube...* but unique too, a bit more jazzy, a bit less Beatlesque."

PS.: Tenho a impressão que já postei esse disco antes...

terça-feira, 8 de junho de 2010

Rose McDowall.


Rose McDowall | Cut With The Cakeknife | Bad Fairy Productions | 2004

A Rose McDowall tocou no Strawberry Switchblade nos anos 80, mas no final da década saiu em carreira solo, lançando apenas uns singles. Esse CD reúne demos de um disco nunca lançado, gravado entre 1986-88. Destaque para o hit indiepop "Crystal Nights".


O disco do Strawberry Switchblade saiu em vinil no Brasil e até hoje pode ser encontrado por um bom preço, veja no Mercado Livre.


O Strawberry Switchblade tem um site excelente feito por um fã. Muito texto, muitas fotos, canções raras. Destaco esse artigo escrito pelo mestre Alistair Fitchett.

segunda-feira, 7 de junho de 2010

The Pains Of Being Pure At Heart - Remixes.


The Pains Of Being Pure At Heart | Remixes | Fortuna Pop | 2009

Esse CDzinho quem me deu foi o Sean da Fortuna Pop!, contém todos os remixes para o último single do Pains. Particularmente adoro o do Saint Etienne e passei a curtir bastante o do Skanfrom. Até para escolher os artistas que vão remixas as faixas os caras mandam muito bem.

Mudando de assunto... já ouviram o single novo? Clique aqui e se delicie. Está muito bom! A Mariana Tramontina, jornalista musical da UOL, ouviu e disse: "Cacete, vou chorar de emoção. Essas duas músicas são lindas demais! Já valem por todo o disco anterior. "Lost Saint" é muita linda, nunca ouvi eles tão limpinhos assim!". Essa sabe das coisas. Aliás, esse novo single é a tal música nova que eu filmei ao vivo no show do Scala.

Vídeo da Semana # 68.



The Pains of Being Pure at Heart, "This Love Is Fucking Right"

Esse aí é o vídeo do ano e não só da semana. Eu devo ter dito algo parecido sobre alguns dos vídeos anteriores do Pains, mas o que posso fazer se a cada vídeo eles se superam? Pois esse é o novo clássico. É difícil segurar a extrema felicidade e empolgação que rola quando assisto esse vídeo. Uma que foi filmado em Londres. Aparece vários lugares que eu cansei de andar, como a margem do Thames, por exemplo. Fora isso o show que aparece em vários momentos do vídeo é o do Scala, o mesmo show que eu assisti no final do ano passado (e inclusive fiz um vídeo). Fora isso encontramos meninas se beijando, coraçãozinho com a mão, disco do Field Mice na Rough Trade, meninas experimentando roupas em brechó, um poster do Bikini Kill na parede do quarto... ah fala sério, esses aí não brincam em serviço mesmo. Coisa linda! Espero que um dia lancem um DVD com todos os vídeos, shows ao vivo e tudo mais. Seria tudo de bom!

domingo, 6 de junho de 2010

Bazar na Casa do Mancha: Disko.


Segue a seleção das músicas que toquei ontem, enquanto ocorria o bazar no quintal da Casa do Mancha. Segue também algumas fotos da noite.

teenage fanclub - the concept
volcano choir - island, is
ui - august song
color filter - lullaby
pipas - barbapapa
saint etienne - people get real
10,000 maniacs - candy everybody wants
stars - my favorite song
harper lee - train not stopping
cats on fire - i am the white-mantled king
teenage fanclub - everything flows
bmx bandits - cast a shadow
holiday - everything you say
comet gain - say yes!
would be goods - the camera loves me
snowblind - easy girl
ivy - digging your scene
amanda applewood - pretend (we're in love)
talulah gosh - beatnik boy
beat happening - our secret
pastels - yoga
cats on fire - higher grounds
happydeadman - silent sigh city
sea urchins - pristine christine
teenage fanclub - baby lee
mirafiori - en la luna
alex bleeker - these days
lali puna - the daily match
pelvs - even if the sun goes down
astromato - nao sei jogar
beat happening - bewitched
teenage fanclub - god now it's true
brian - understand
harper lee - stupid
digable planets - black ego
byrds - so you want to be a rock'n'roll star
apples in stereo - shine a light


Bazar foi sucesso!


Suppaduppa! Eles estavam vendendo a camiseta do Panda por apenas 10 reais! O EP do Homiepie estava por 5 reais. Pechincha.


As leggings da Es.Love.nia.


Muffins! Pão de mel!


Olha a parede verde.


O quintal ficou pequeno.


"Hmmm... acho que vou tocar outra do Teenage Fanclub"


A Paula e eu mesmo no bar São Cristovão, que fica ali pertinho da Casa do Mancha e foi aonde fomos depois do Bazar, para jantar.


Minha irmã Aline e a Carol.


Outra foto da minha irmã e Carol. A dupla Es.Love.Nia é Paula & Carol, mas isso todo mundo já sabe. São Cristovão é um dos bares mais legais da Vila Madalena, isso todo mundo já sabe também. O que nem todo mundo sabe é que um dos melhores itens do cardápio é a alheira.


Um dos muitos quadrinhos do São Cristovão é esse aí, do Gilberto Sorriso, que poderia ser eu, mas não é.


A minha irmã. That's all folks!

Show do Lê Almeida na Livraria da Esquina.


Queria agradecer todo mundo que foi na Livraria da Esquina na última sexta-feira. Apesar do show ter acontecido no meio de um feriado prolongado, num dia frio e com muita chuva, até que o público estava de bom tamanho. Acima você vê a maravilhosa banquinha da Transfusão Noise Records. A Jennifer da Colour Me Pop comentou a foto: "Wow, whole table of cute handmade stuff. I like it!". Realmente muito bacana, lembra banquinhas parecidas da Slag, Ordinary, Midsummer Madness e outros selos que já entraram para a história da produção DIY nacional. A Transfusão Noise segue o mesmo caminho e ainda vai dar muito o que falar.


Aí está o grande Lê Almeida (que é grande mesmo, ele tem quase dois metros!) ao lado do Luiz Claudio, do Fotograma. Todos os shows foram ótimos, em breve devo subir alguns vídeos no YouTube.

Your Favourite Songs fez um show diferente do que eu tinha visto ano passado, tocaram com um baterista, o que deixou o som um pouco embaralhado. Prefiro a banda como um duo semi-acústico. O Fotograma fez um ótimo show, como já é de costume. As músicas novas estão ótimas, distanciando a sonoridade da MPB e caindo de vez numa mistura de folk rock com indiepop. O Lê Almeida superou as minhas expectativas. Ao vivo é ainda mais barulhento e o destaque são as canções curtinhas, é o maior barato ver a banda no ápice da empolgação terminar uma canção de repente. Não me aguentava e dava altas risadas, de tão legal. Felicidade pura.


Aí está uma das DJs, a Bárbara, e o Danilo, namorado dela. Quinzenalmente era faz o Fireworks no Café Elétrico junto com o Klaus. Segue abaixo a seleção das músicas que ela escolheu, fora de ordem:

beulah - a good man is easy to kill
the like - hes not a boy
beat happening - hot chocolate boy
the flatmates - i could be in
helen love - beat him up
generationals - when they fight, they fight
jens lekman - you are the light (by wich i travel to)
velocity girl - nothing
olivia tremor control - jumping fences
teenage fanclub - sparky's dream
boo radleys - wake up boo!
camera obscura - san francisco song
kinks - picture book
lucky soul - woah billy!
flaming lips - hit me like you did the first time

Queria agradecer também a todo mundo que tocou, especialmente ao Paulo, que de última hora trouxe um amplificador Marshall que salvou a noite e a Mari e Luiz Claudio, que ajudaram no contato com a Denise, dona da Livraria da Esquina, que é muito simpática. Aguardem mais shows para julho e agosto.


Lê Almeida e banda na banquinha Transfusão.

Segue os vídeos que fiz com uma câmera fotográfica:

Fotograma 1
Fotograma 2
Lê Almeida 1
Lê Almeida 2
Lê Almeida 3