sexta-feira, 23 de março de 2007

Lô Borges

Lô Borges | Lô Borges | EMI Odeon | CD

Uma das coisas que mais gosto na música brasileira de antigamente são os diversos movimentos musicais que, além de facilitar a vida dos críticos, serviam de aglutinadores de grandes talentos. Temos a Tropicália, Bossa Nova, Jovem Guarda, Black Rio e diversos outros. Mas o melhor movimento é indiscutivelmente o Clube da Esquina, formado por músicos de Minas Gerais. É impressionante a quantidade de bons discos que são associados ao movimento. E de todos esses discos, meu predileto é o primeiro do Lô Borges, lançado em 1972.

O mundo tomou conhecimento desse então garoto, na época com apenas 20 anos de idade, ao ver o nome dele em destaque na contracapa do clássico “Clube da Esquina” de Milton Nascimento. O nome em destaque indicava uma parceria com o mestre. Mas o mais impressionante é que no mesmo ano ele lança um disco solo com as “sobras”, com as canções que não entraram no “Clube da Esquina” (que já é um álbum extenso, na época lançado em vinil duplo). Fala sério, vai ter talento assim lá pras bandas de Belo Horizonte. Esse disco solo, com 15 faixas, algumas instrumentais (como a minha predileta, “Toda Essa Água”, que fecha o disco), todas muito boas, é facilmente um dos meus 5 discos nacionais predileto de todos os tempos.

Poderia ficar tecendo elogios para cada uma das canções presentes nesse álbum, mas prefiro apenas dizer que se você tem algum apreço por folk inglês dos anos 60 tipo Fairport Convention, a fase psicodélica dos Beatles, o pós-rock de Chicago como Sea and Cake, mestres hippongas tipo Fleetwood Mac e o coletivo Elephant 6, não deixe de ouvir essa obra-prima, que ao meu ver é subestimada até hoje (no Brasil, porque fora do país é bastante conceituado). Para quem quiser se aprofundar sobre o movimento mineiro, indico o livro “Os Sonhos Não Envelhecem” do Márcio Borges e o site Museu Clube da Esquina.

(192 kbps com contracapa)

4 comentários:

Fernando Niero disse...

depois desse album até queria um tenis igual ao da capa

lô Borges é um dos grandes injustiçados da música brasileira, o Clube da Esquina é um album que tem mais a marca dele do que a do Milton Falecimento

Fernando Niero disse...

e hey! proposta tentadora: quer escrever no meu futuro Zine?

:)

Cláudio Silvano disse...

Como um bom mineiro, tem um apreço muito grande pelo Clube da Esquina. Discão!

Alessandro disse...

Porque parou? Parou porque?