
(...) Tudo era mentira; tudo fedor; tudo recendia a falsidade, tudo criava a ilusão de significado, felicidade, beleza e, todavia, não passava de putrefação oculta. Amargo era o sabor do mundo. A vida era um tormento. Um único objetivo surgia diante de Sidarta; o objetivo de tornar-se vazio, vazio de sede, vazio de desejos, vazio de sonhos, vazio de alegria e de pesar. Exterminar-se distanciando-se de si mesmo; cessar de ser um eu; encontrar sossego, após ter evacuado o coração; abrir-se ao milagre, com o pensamento desinvidualizado – eis o que era o seu propósito. (...)
Herman Hesse, “Sidarta” (1922)

4 comentários:
Gilberto, preciso de mais informações sobre show do Club 8.
tem como conseguir informações mais concretas sobre isso? e quem está trazendo eles? Urgente... abração.
é fixe a puta do livro.
Sabe aquela "Tutto Vuoto"? Uma das ultimas gravadas pelo Magic Crayon (com letra em italiano)...
Pois entao, a letra é total esse trecho do teu post, e olha que eu nem li Sidarta ainda...
É um dos livros que acabei de reler alguns dias destes(e em questão de clássicos é sempre bom revisitá-los pois com o tempo ficam mais fantásticos). Foi curioso lê-lo, devido a minha profunda mania de comparar literáriamente as coisas a um outro livro sobre a vida de Buddha(lançado recentemente pela editora Sextante)- mas esse, porém, na visão romanciada de Deepak Chopra; li meio que com um pé atrás. Tenho um certo atrito com esses autores de "auto-desajuda", até que achei muito interessante. Mas Hesse é Hesse, meu caro.
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