sábado, 14 de junho de 2008

Mário Bortolotto.


Eu sou muito fã do Mário Bortolotto. Muito mesmo. Queria ser mais, ver todas as peças aonde ele está envolvido. Mas é foda, são muitas... enfim, até que já vi bastante. E na última Trip tem um artigo delicioso que ele escreveu, aonde ele reencontra algumas de suas ex-mulheres. E descreve o que aconteceu, com algumas reflexões.

"Então o editor me disse: “Você leva umas flores pra elas”. Retruquei de imediato: “Nem fodendo”. Ele pareceu não entender: “Mas é o lance da matéria, no filme o Bill Murray...”. Fui enfaticamente pragmático: “Eu não levo flores. Nunca dei flor pra mulher nenhuma. Não vou começar aos 45. Não acredito em flores. Se eu chegar com um ramalhete de flores na porta da casa delas, vai ser um choque. Elas vão me mandar embora, vão me chamar de impostor e o caralho”. Resolvi comprar CD. Este sim era um presente verdadeiro. Ia comprar Van Morrison pra elas. Seria uma espécie de teste. Se elas não ficassem estupidamente felizes com o presente, então eu já ia entender por que terminou."

"Fiquei pensando no quanto as relações naturalmente se deterioram, mas cheguei à conclusão de que as pessoas não. As pessoas se mantêm íntegras e dignas. Então entendi que as relações, tal como as idealizamos, podem até acabar, como inevitavelmente acabam, mas o amor pelas pessoas não acaba nunca. Se for de verdade, é pra sempre."

Leia o artigo na íntegra aqui.

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