quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Lois.


Lois | Butterfly Kiss | K | 1992

Lois Maffeo chegou em Olympia para estudar na Evergreen State College em 1981. Teve destaque na cena musical da cidade devido ao seu programa na rádio local KAOS, chamado “Your Dream Girl”, dedicado as P.U.N.K. Girls. Em 87 formou uma banda chamada Cradle Robbers com Rebecca Gates (que depois viria a formar o Spinames). Pouco depois, com Pat Maley (da YoYo), formou um duo chamado Courtney Love, que lançou três singles em 7”. Violões em prol do punk rock e alguns clássicos como “Hey! Antoinette” e “Uncrushworthy”. Todos esses singles foram lançados pela K Records.

Lois saiu em carreira solo logo depois e pela mesma K lançou “Butterfly Kiss” em 92. Seguindo a mesma linha dos singles de Courtney Love, só que com canções ainda mais cativantes e adoráveis, considero esse álbum o ponto alto da carreira de Lois. Canções simples e de roupagem lo-fi, nem tanto pela produção, mas pelo jeito minimalista de ser – diversas faixas são só violão, voz e bateria. Mas não espere baladas! Longe disso! Lois bate nas cordas de seu violão com força e lança acordes rápidos, um atrás do outro, criando algo extremamente punk rock dentro de um contexto onde gritos e guitarras distorcidas é o esperado pelo senso comum.

Produzido por Stuart Moxham do Young Marble Giants (clássica banda pós-punk minimalista e calma, quase etérea) e tendo participações de Molly Neuman (do Bratmobile) na bateria, “Butterfly Kiss” é bom do começo ao fim, mas durante a audição cruzamos com alguns clássicos, notoriamente “Valentine” e “Press Play and Record”, canções que até hoje, de tão boas, sempre marcam presença em minhas mix tapes.

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Esse artigo publiquei na 1a e única edição do Candy Grrrls, um zine que fiz e assinei com o pseudônimo Daniela Tracy (uma referência ao TV Personalities), sei lá que época. Um fanzine muito bonito e Esquizofrenia-style, tenho muito orgulho dele. Desculpa para todos q sempre quizeram cópias. Sempre fiz o zine pra mim (e mais alguma outra pessoa que gostaria de impressionar) e tirava poucas cópias. Esse artigo ainda tem mais 3 parágrafos, aonde contava toda história da Lois. Uma garota tão importante como Calvin Johnson... OK, nem tanto... quase.

E aqui inicio um especial da K Records, gravadora da qual colecionei discos.

Eu tinha desencanado do blog, admito.

Lucianetti, vc estará sempre entre nós.

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