quarta-feira, 27 de maio de 2009

Pausa.


Camaradas, como já devem ter percebido, dei uma parada nas atualizações do blog. O principal motivo é que estou passando mal com alguns outros blogs e num esquema download descontrol. Estou ouvindo muita coisa, basicamente só indiepop. Também estou botando a leitura em dia e meio ocupado com minha monografia. Dentre outras coisas agradáveis, como acompanhar (bem acompanhado) os jogos do Corinthians em algum bar da cidade ou assistir algum bom show ao vivo.

A festa Splashdown também deu uma parada, pois o Asobi Pub fechou devido à problemas com a prefeitura. Eles não liberam alvará e ficam ameaçando com multas. Então os proprietários decidiram fechar o espaço. Uma pena. Mas aguardem novidades! A festa vai continuar, afinal deu bastante certo reunir fãs de indiepop para ouvir música, trocar idéia e bebericar alguma coisa. A última edição foi memorável, com a Camila da WeePOP! tocando vários sons legais e um ótimo bate papo entre algumas pessoas chaves da cena, no que deverá render em alguns 7"s, fanzines e coisas do tipo.

Enfim, comentei que estou passando mal com alguns blogs. Então nada mais justo do que divulgá-los aqui. O que mais me impressionou foi o I Wish I Was a Flexidisc, pois além do conceito ser sensacional, o blog reúne alguns flexis que são tão raros que eu sempre os considerei lenda urbana. Tem coisas que eu pensei nunca encontrar, como por exemplo a coleção completa dos flexis da Sha-La-La (algo como a pré-Sarah Records). Dentre muitas outras coisas. Para completar, os flexis são todos do "CEO" Brian, que ripa tudo numa qualidade excelente e também escaneia a capa e os encartes. Agradeço muito ao leitor e amigo Alex, que foi quem me passou a dica desse blog. Quase chorei quando vi alguns dos flexis, sério.

Outro blog sensacional é o My Dreams Never End. Diariamente o "CEO" Boo Radley atualiza com um monte de discos legais. Esse é mais centrado na cena indiepop dos anos 90. Tem muita coisa boa, é difícil até saber por onde começar. Por último destaco o There and Back Again Lane. Esse é legal pois Exnihilo escreve um pequeno texto sobre tudo que ele coloca e também tem algumas boas raridades em 7"s e LPs. Ao que parece todos esses blogs são feito por pessoas que ripam os próprios discos, portanto a qualidade é sempre boa. Sem contar que todos eles obviamente entendem bastante sobre o espírito da cena indiepop. Podem notar similariedades no jeitão do nome, no visual anti-designer, no aprofundamento insano dentro da cena indiepop, enfim, algo que lembra os antigos e saudosos fanzines.

Por fim, vou linkar um artigo sobre flexis publicado na revista virtual Stylus, daonde destaco o trecho abaixo:

"By the end of the ’80s, fanzines and flexis were intricately linked, thanks largely to the efforts of Sha-La-La, the brainchild of Are You Scared to Get Happy? founder (and later, Sarah Records head) Matt Haynes. Sha-La-La was a kinship of like-minded fanzines herded together for one purpose: to release flexis. With fellow ’zine writers Jim Kavanagh (founder of Simply Thrilled), Pete Williams (Baby Honey), and David Payne (Trout Fishing in Leytonstone) joining Haynes, the first of eight Sha-La-La flexis was released in 1987: a double single from the Clouds (“Jenny Nowhere”) and Mighty Mighty (“Throwaway”). Others members of the scissors-typewriters-and-pritstick denizens joined the flexi fray, issuing their own releases: It All Sounded the Same, Turn!, What’s it Like to Be Scottish?, and Pure Popcorn, to name a few.

According to Haynes, everything from Sha-La-La’s name to the catalog numbers (listed as Ba Ba Ba-Ba Ba 001, for example; taken from the coda to Hurrah’s “Hip Hip”) was meant to elicit a reaction. “It was an attack on pretentiousness, self-indulgence, capitalism,” Haynes said. “But it was also simply a way for people without too much money to put out records. Rather than just criticize what others were doing, we’d do it properly ourselves.” The key, though, was maintaining the sense that Sha-La-La was a label more than anything else. And it was this approach that gave the format a prepotency it never previously enjoyed. “The general idea with choosing the bands was that the four of us should be in agreement on each release,” Haynes explained, “rather than anyone going it alone, even if the flexi wasn’t coming out with our own fanzine. They were basically all bands we’d come across through gigs or through being sent demos—same as with a real label.” "

Desculpem não traduzir... leia o restante aqui.

5 comentários:

Rodrigo Maceira disse...

Vamos ficar no aguardo!

Anônimo disse...

bom já que citou blogs legais entra nesse aqui

http://pyrolysebred.blogspot.com/

Anônimo disse...

putz, mas 2 blogs legais pra acompanhar: there and black again lane e pyrolyse bred :P

tem o ihangsuspended.blogspot.com tb - do mesmo cara do my dreams never end - parece q ele parou de postar la e ta colocando td no outro blog agora.

fora os daqui né, lazerguided, takethepills...

:)

andré disse...

Valeu pelas dicas, começarei a acompanhar! Que saco que a Splashdown vai parar, em julho eu vou estar em SP pro show do Fellini, tava animado pra ir na SD no dia seguinte... =/

Mario Bross, Wry disse...

Giba, otimas dicas!!!
adorei!