terça-feira, 30 de junho de 2009

Superstar.


Superstar | Superstar | SBK | 1994

Conforme prometido no post do Groovy Little Numbers, aqui está a banda posterior de Joe McAlinden, o infelizmente esquecido Superstar, em seu álbum de estréia, de 1994. Aliás, que ano para o guitar pop, não? Talvez seja essa a razão desse álbum ter sido ignorado, existem tantos discos bons lançados nessa época que é difícil dar conta de todos até hoje. Mas aos poucos a gente chega lá.

Nem lembro a razão de ter comprado esse disco na época, mas lembro que faz tempo que sou do seguinte pensamento: quando o assunto é pop escocês dos anos 90, não tem aonde errar. Fui atrás da resenha do All Music Guide e achei a seguinte pérola: "Scottish pop in the early 1990s was known for vocal harmony, Big Star chord changes, and rocked-out guitars. Think Teenage Fanclub or Eugenius, and please don't forget Superstar. They were largely ignored at the time, but looking back, the band stacks up rather well against the top power-pop groups."

Ouvindo esse disco hoje em dia, afirmo que ele é melhor que os dois do Eugenius (conforme comparado acima), ele ficou menos datado, é um tipo de guitar pop mais clássico e atemporal, com fortes influencias de Big Star, tanto que Alex Chilton participa desse disco tocando guitarra na faixa "Don't Wanna Die" (que por acaso é a que menos gosto do disco). Esse disco me lembra mesmo é o excelente "Life Goes On" do BMX Bandits.

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Evie Sands.


Evie Sands | Any Way That You Want Me | Rev-Ola | 1969

Esse é o disco que mais ouço ultimamente. De uma semana para cá, ouvi ele umas quatro vezes por dia, foi uma coisa intensa mesmo. Apaixonei. Já fui pesquisar o melhor preço para adquirir a versão original que a ótima Rev-Ola relançou, com encarte de luxo e tudo mais. Mas quem é Evie Sands? Além de ser a cantora predileta de Dusty Springfield, participar de alguns shows do Belle and Sebastian (que faz cover da já clássica "Take Me For A Little While"), quem é Evie Sands?

I've been trying to make you love me
But everything I try just takes you further from me
You don't love me no no
So you treat me cruel
But no matter how you hurt me
I'll always be your fool

Sonic Boom do Spacemen 3 é fã declarado, inclusive ele incluiu uma música dela num recente CD intitulado "Spacelines", aonde ele compila uma seleção de suas influências e canções favoritas. Aliás, depois de ouvir Evie Sands, descobri que "Any Way That You Want Me" não é dos Troggs como sempre pensei (todos sabem que a melhor versão dessa música quem gravou foi o Spiritualized né?), mas sim de um cara chamado Chip Taylor, que era parceiro de Evie Sands nessa época, em 1969. A versão dela, presente nesse disco, também é muito bonita, considerada por muitos a melhor.


Mas quem é Evie Sands? Não importa. Para que saber? Ouça esse disco e saiba a razão pela qual todo mundo ama a voz dela, o jeito dela, as canções dela. Depois comece a digitar o nome dela no Google para conhecer um pouquinho mais sobre ela. Finalizo dizendo que esse disco é cheio de bons momentos, mas a seqüência de "It's This I Am" e "Shadow of the Evening" é de arrepiar, coisa linda mesmo.

PS.: Fui navegar dentro do MySpace dela e na parte do blog ela escreve sobre uma viagem que fez para Glasgow (tocou até com MBX Bandits) e na lista de agradecimentos olha só quem ela agradece: "Just back from an amazing trip to Scotland ... so fantastic, I'm motivated to post my first blog! Reason for going was to do some recording with my friend, the tremendously talented Isobel Campbell.A loving 'thank you' to: Isobel, Alison Campbell, Duglas Stewart, Joe Foster, Norman Blake, Jim McCulloch, David Scott, Stuart Kidd, Rachel McKenzie, Dave McGowan, Dave Patterson, BMX Bandits Jamie and Bryan, Steph, Alyn Cosker, Yasu, Ally Kerr, Euan, Jason, Bill Wells ... and everyone. Working, playing and hanging with you was a total joy!". FALA SÉRIO!

quinta-feira, 18 de junho de 2009

The Groovy Little Numbers.


The Groovy Little Numbers | The 53rd & 3rd Singles | Avalanche | 1998

Taí o disco que o Glaidson pediu num comentário. Também publico a resenha que escrevi na época, que saiu no fanzine Sete Polegadas # 1.

***

O Groovy Little Numbers foi uma banda da metade dos anos 80 formada em Glasgow, por um casal, Joe e Catherine, que teve um período curto de duração, somente um ano. Nesse período a banda lançou 2 singles em 12" com 3 músicas cada. Os singles foram lançados pela legendária gravadora de Stephen Pastel, a 53rd & 3rd Records e tiveram tiragem limitada, se tornando raríssimos. Qual não é a surpresa quando no começo de 99 é lançado um CD que junta esses dois singles! Estamos falando de uma banda que fez "Happy Like Yesterday", um dos pops mais belos que já ouvi em toda minha vida. Como se não bastasse, ainda me fazendo algo como "You Make My Head Explode" e "Windy", que não ficam atrás da outra canção já citada. O que impressiona é o senso de melodia que os dois tinham, a perfeita harmonia dos vocais e instrumentos, a inclusão de sax, flautas e trompetes no momento certo, dando um toque especialíssimo à banda. É impressionante a capacidade do Groovy Little Numbers em criar pop songs perfeitas, que dão a impressão de estarem deslizando suavemente por algum tubo lisinho, sem solavancos ou sustos. Depois dessa banda, Joe partiu para formar o Superstar, que existe até hoje. Bandas afins: Teenage Fanclub, Pastels, BMX Bandits, Superstar, Belle and Sebastian.

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Vídeo da Semana # 38.



God Help the Girl, "Come Monday Night"

Uma das coisas mais legais do Facebook é se tornar amigo virtual de uns figuras que são importantes para a cena indiepop mundial como um todo. De uns tempos para cá estou trocando idéias com pessoas que nunca imaginei caso não existisse o Facebook. Uma delas é o Duglas, do BMX Bandits. Ele posta mensagens o dia todo, com pensamentos, sugestões e ótimas dicas e textos graciosos, como esse abaixo, sobre o novo projeto de Stuart Murdoch, chamado God Help the Girl.

Com a palavra, Mr. Duglas: "I've posted this before but today I was at a very low key launch event Stuart Murdoch had put together for this project. Sitting on the floor of a chuch hall in the West End of Glasgow eating home made cupcakes and drinking tea while watching (and listening) to the ladies in the video and house band perform 6 very fine songs from 'God Help the Girl' was a lovely way to pass an hour on a rainy afternoon. The band were swell, the cakes were beyond yummy and the girls sang so sweetly together and looked so happy while singing that you just had to share in their smiling. Also The cakes were amazing, butter icing, light and moist with fresh blueberries in the middle of them."

Resolvi não traduzir para não tirar... nah, esquece, na verdade estou super ocupado com minha monografia e já enrolo suficientemente o dia inteiro, então melhor não traduzir. Dá pra entender, é fácil.

terça-feira, 16 de junho de 2009

Trecho # 9.


Sou muito fã de Rubem Fonseca, ele tem um certo humor irônico cheio de peculiaridades que me atrai bastante. Ontem, antes de dormir, li esse conto dele pela primeira vez, presente no livro "Contos Reunidos", no capítulo intitulado Lúcia McCartney. Eu dei risada. Fala sério, fiquei imaginando a cena e só conseguia sorrir. Esse é um típico texto de Rubem Fonseca. Coloco aqui o conto na íntegra, vale a pena.

Relato de Ocorrência

Na madrugada do dia 3 de maio, uma vaca marrom caminha na ponte do rio Coroado, no quilômetro 53, em direção ao Rio de Janeiro.

Um ônibus de passageiros da empresa Única Auto Ônibus, chapa RF 80-07-83 e JR 81-12-27, trafega na ponte do rio Coroado em direção a São Paulo.

Quando vê a vaca, o motorista Plínio Sérgio tenta se desviar. Bate na baça, bate no muro da ponte, o ônibus se precipita no rio.

Em cima da ponte, a vaca está morta.

Debaixo da ponte estão mortos: uma mulher vestida de calça comprida e blusa amarela, de vinte anos presumíveis e que nunca será identificada; Ovídia Monteiro, de trinta anos; Manuel dos Santos Pinhal, português, de trinta e cinco anos, que usava carteira de sócio do Sindicato de Empregados em Fábricas de Bebidas; o menino Reinaldo de um ano, filho de Manuel; Eduardo Varela, casado, quarenta e três anos.

O desastre foi presenciado por Elias Gentil dos Santos e sua mulher Lucília, residentes nas cercanias. Elias manda a mulher apanhar um facão em casa. Um facão? Pergunta Lucília. Um facão depressa sua besta, diz Elias. Ele está preocupado. Ah! Percebe Lucília. Lucília corre.

Surge Marcílio da Conceição. Elias olha com ódio para ele. Aparece também Ivonildo de Moura Júnior. E aquela besta que não traz o facão!, pensa Elias. Ele está com raiva de todo mundo, suas mãos tremem. Elias cospe no chão várias vezes, com força, até que a sua boca seca.

Bom dia, seu Elias, diz Marcílio. Bom dia, diz Elias entre os dentes, olhando pros lados. Esse mulato!, pensa Elias.

Que coisa, diz Ivonildo, depois de se debruçar na amurada da ponte e olhar os bombeiros e os policiais embaixo. Em cima da ponte, além do motorista de um carro da Polícia Rodoviária, estão apenas Elias, Marcílio e Ivonildo.

A coisa não anda boa não, diz Elias olhando para a vaca. Ele não consegue tirar os olhos da vaca.

É verdade, diz Marcílio.

Os três olham para a vaca.

Ao longe vê-se o vulto de Lucília, correndo.

Elias recomeçou a cuspir. Se eu pudesse eu também era rico, diz Elias. Marcílio e Ivonildo balançam a cabeça, olham para a vaca e para Lucília, que se aproxima correndo. Lucília também não gosta de ver os dois homens. Bom dia dona Lucília, diz Marcílio. Lucília responde balançando a cabeça. Demorei muito?, pergunta, sem fôlego, ao marido.

Elias segura o facão na mão, como se fosse um punhal; olha com ódio para Marcílio e Ivonildo. Cospe no chão. Corre para cima da vaca.

No lombo é onde fica o filé, diz Lucília. Elias corta a vaca.

Marcílio se aproxima. O senhor depois me empresta a sua faca, seu Elias?, pergunta Marcilio. Não, responde Elias.

Marcílio se afasta, andando apressadamente. Ivonildo corre em grande velocidade.

Eles vão apanhar facas, diz Elias com raiva, aquele mulato, aquele corno. Suas mãos, sua camisa e sua calça estão cheias de sangue. Você devia ter trazido uma bolsa, uma saca, duas sacas, imbecil. Vai buscar duas sacas, ordena Elias.

Lucília corre.

Elias já cortou dois pedaços grandes de carne quando surgem, correndo, Marcílio e sua mulher Dalva, Ivonildo e sua sogra Aurélia e Erandir Medrado com seu irmão Valfrido Medrado. Todos carregam facas e facões. Atiram-se sobre a vaca.

Lucília chega correndo. Ela mal pode falar. Está grávida de oito meses, sofre de verminose e sua casa fica no alto de um morro, a ponte no alto de outro morro. Lucília trouxe uma segunda faca com ela. Lucília corta a vaca.

Alguém me empresta uma faca senão eu apreendo tudo, diz o motorista do carro da polícia. Os irmãos Medrado, que trouxeram vários facões, emprestam um ao motorista.

Com uma serra, um facão e uma machadinha aparece João Leitão, o açougueiro, acompanhado de dois ajudantes.

O senhor não pode, grita Elias.

João Leitão se ajoelha perto da vaca.

Não pode, diz Elias dando um empurrão em João. João cai sentado.

Não pode, gritam os irmãos Medrado.

Não pode, gritam todos, com exceção do motorista da polícia.

João se afasta; a dez metros de distância, pára; com os seus ajudantes, fica observando.

A vaca está semidescarnada. Não foi fácil cortar o rabo. A cabeça e as patas ninguém conseguiu cortas. As tripas ninguém quis.

Elias encheu as duas sacas. Ou outros homens usam as camisas como se fossem sacos.

Quem primeiro se retira é Elias com a mulher. Faz um bifão para mim, diz ele sorrindo para Lucília. Vou pedir umas batatas a dona Dalva, vou fazer também umas batatas fritas para você, responde Lucília.

Os despojos da vaca estão estendidos numa poça de sangue. João chama com um assobio os seus dois auxiliares. Um deles traz um carrinho de mão. Os restos da vaca são colocados no carro. Na ponte fica apenas a poça de sangue.

***

Adquira esse livro aqui.

domingo, 14 de junho de 2009

Tanto Faz.


Não é todo dia que sai artigo no jornal do meu livro nacional predileto. Isso é de sexta, no Estado de São Paulo. Não leu Tanto Faz? Adquira aqui.

terça-feira, 9 de junho de 2009

Fotograma na Livraria da Esquina.


Essa quinta-feira vai ter mais um show do Fotograma, mas esse será especial: uma que será o pré-lançamento do primeiro álbum propriamente dito, intitulado "Trilha Sonora Intuitiva". Ele vai estar rolando nas caixas de som antes do show. Já ouvi e sei que é coisa fina! Outra que o show acontecerá no melhor palco da cidade hoje em dia. Assistir um show na Livraria da Esquina é delícia pura, eu mesmo vivo pegando uns bons shows por lá, o últimoo inclusive foram ótimos, do Milocovik e Copacabana Club semana retrasada. Saí de lá bastante impressionado.

Mas o lance agora é Fotograma! Canções influenciadas por folk rock, indiepop e música brasileira (em especial a mineira dos 70's), quem gosta de algum desses estilos sempre fica impressionado com a banda em cima do palco. Eles já fizeram bastante shows nos palcos da cidade, um melhor que o outro, a banda está super afiada e eu sou a melhor pessoa para afirmar isso, pois vi todos os shows do Fotograma! Gosto mesmo! Ajuda o fato de todos da banda serem meus amigos de longa data, mas podem confiar: isso não influencia em nada. Se fosse ruim eu não teria ido em todos os shows né? Sofrer não é comigo hehe.

É isso aí, espero todos vocês lá!

Visitem o MySpace da banda. Essa foto do flyer é do meu irmão Renato.

Dronesssssszzzzzzz.

Federico Durand, em São Paulo

Conforme anunciei aqui, o argentino Federico Durand tocou em São Paulo. O show foi numa pomposa galeria de arte no Itaim Bibi e o patrão Rodrigo Maceira filmou tudo, no que resultou nesse singelo documentário acima. No show todo mundo estava sentado no chão, relaxando ao som de drones, que numa rápida consulta ao dicionário, caso não saiba, significa "continuous low humming sound". Eu gosto bastante e ouço direto canções drone.

National - Ensaio 07.06.09 II

Coincidentemente ontem o camarada Glauco me enviou vídeos do último ensaio do National. Os ensaios são verdadeiros acontecimentos, pois só para montar toda a parafernália de equipamentos eles demoram um bom tempo. O resultado é um som único, com timbres esquisitos e batidas imaginárias. Já tinha colocado outro trecho de um ensaio da banda, aqui.

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Trecho # 8.

Clique p/ aumentar

Estou devorando "Retalhos", sensacional graphic novel de Craig Thompson, um calhamaço com quase 600 páginas. Desenhos lindos, história mais ainda. Vencedora de vários prêmios, acaba de ser lançado no Brasil. Sábado passado saiu um artigo de página inteira no Estado de São Paulo, mas on-line é só para assinantes... felizmente dá para encontrar mais informações da Folha de São Paulo e d'O Globo. Recomendo!

domingo, 7 de junho de 2009

Trecho # 7.



(...)

- Nós todos nos divertimos – Shealy disse. – Todos os vagabundos, todos os desastres. Nós chegamos num ponto em que gostamos desse passeio decadente. Para o fundo, onde é macio, onde está a lama.

Cassidy não se voltou. Continuava a olhar para a porta do roupeiro.

- Isso é o que você disse outro dia. Não acredito em você.
- Acredita em mim agora?

O quarto estava calmo, exceto pelo som sibilante de Cassidy respirando forte por entre os dentes. Bem no fundo de si mesmo ele estava chorando. Virou-se muito lentamente e viu Shealy em pé próximo a janela, sorrindo para ele. Era um sorriso de conhecimento, e era gentil e triste.

Os olhos de Cassidy atravessaram Shealy, passaram pela persiana da janela, das paredes dos prédios e da imunda escuridão cinza do cais.

- Não sei no que acredito. Há uma parte de mim que diz que não deveria acreditar em coisa alguma.

- Esta é a maneira sensata – Shealy disse. – Apenas desperte a cada manhã e seja o que for que aconteça, deixe acontecer. Porque não importa o que você faça, acontecerá de qualquer modo. Entre nela. Deixe que ela o leve.

- Pra baixo – Cassidy murmurou.

- Sim, pra baixo. Eis por que é fácil. Nenhum esforço. Nenhuma subida. Apenas deslize para baixo e curta a viagem.

- Claro – Cassidy disse e transformou seus lábios numa careta. – Por que eu não deveria curti-la?

(...)

Página 193, “A Garota de Cassidy”, David Goodis.

sábado, 6 de junho de 2009

Vídeo da Semana # 37.



Shop Assistants, "All Day Long" (BBC Scotland version)

Nossa, meu queixo foi ali embaixo com essa versão ao vivo de "All Day Long"! Vi o link no Facebook do Roque Cloudberry e um dos comentários achei engraçadado: "Sara Carr says oh wowwwwwy wow! .. that's it im buying some drums. haha." Shop Assistants é demais!

Como escrevi no último parágrafo desse artigo da banda que publiquei no Esquizofrenia # 9, de 2002: "Quem pensa que indiepop é sinônimo de presilhas em formato de coração, acessórios da Hello-Kitty e roupas com florzinhas estampadas, devia ouvir Shop Assistants para sacar que a coisa não é bem assim. Porque punk pode ser kitsch. E vice-versa."


Em 2009 a banda continua influenciando o povo, conforme pode ser ouvido em Mayfair Set, Dum Dum Girls e o novo do Legends. Mas ninguém chega perto da maravilha que é Shop Assistants!

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Pausa.


Camaradas, como já devem ter percebido, dei uma parada nas atualizações do blog. O principal motivo é que estou passando mal com alguns outros blogs e num esquema download descontrol. Estou ouvindo muita coisa, basicamente só indiepop. Também estou botando a leitura em dia e meio ocupado com minha monografia. Dentre outras coisas agradáveis, como acompanhar (bem acompanhado) os jogos do Corinthians em algum bar da cidade ou assistir algum bom show ao vivo.

A festa Splashdown também deu uma parada, pois o Asobi Pub fechou devido à problemas com a prefeitura. Eles não liberam alvará e ficam ameaçando com multas. Então os proprietários decidiram fechar o espaço. Uma pena. Mas aguardem novidades! A festa vai continuar, afinal deu bastante certo reunir fãs de indiepop para ouvir música, trocar idéia e bebericar alguma coisa. A última edição foi memorável, com a Camila da WeePOP! tocando vários sons legais e um ótimo bate papo entre algumas pessoas chaves da cena, no que deverá render em alguns 7"s, fanzines e coisas do tipo.

Enfim, comentei que estou passando mal com alguns blogs. Então nada mais justo do que divulgá-los aqui. O que mais me impressionou foi o I Wish I Was a Flexidisc, pois além do conceito ser sensacional, o blog reúne alguns flexis que são tão raros que eu sempre os considerei lenda urbana. Tem coisas que eu pensei nunca encontrar, como por exemplo a coleção completa dos flexis da Sha-La-La (algo como a pré-Sarah Records). Dentre muitas outras coisas. Para completar, os flexis são todos do "CEO" Brian, que ripa tudo numa qualidade excelente e também escaneia a capa e os encartes. Agradeço muito ao leitor e amigo Alex, que foi quem me passou a dica desse blog. Quase chorei quando vi alguns dos flexis, sério.

Outro blog sensacional é o My Dreams Never End. Diariamente o "CEO" Boo Radley atualiza com um monte de discos legais. Esse é mais centrado na cena indiepop dos anos 90. Tem muita coisa boa, é difícil até saber por onde começar. Por último destaco o There and Back Again Lane. Esse é legal pois Exnihilo escreve um pequeno texto sobre tudo que ele coloca e também tem algumas boas raridades em 7"s e LPs. Ao que parece todos esses blogs são feito por pessoas que ripam os próprios discos, portanto a qualidade é sempre boa. Sem contar que todos eles obviamente entendem bastante sobre o espírito da cena indiepop. Podem notar similariedades no jeitão do nome, no visual anti-designer, no aprofundamento insano dentro da cena indiepop, enfim, algo que lembra os antigos e saudosos fanzines.

Por fim, vou linkar um artigo sobre flexis publicado na revista virtual Stylus, daonde destaco o trecho abaixo:

"By the end of the ’80s, fanzines and flexis were intricately linked, thanks largely to the efforts of Sha-La-La, the brainchild of Are You Scared to Get Happy? founder (and later, Sarah Records head) Matt Haynes. Sha-La-La was a kinship of like-minded fanzines herded together for one purpose: to release flexis. With fellow ’zine writers Jim Kavanagh (founder of Simply Thrilled), Pete Williams (Baby Honey), and David Payne (Trout Fishing in Leytonstone) joining Haynes, the first of eight Sha-La-La flexis was released in 1987: a double single from the Clouds (“Jenny Nowhere”) and Mighty Mighty (“Throwaway”). Others members of the scissors-typewriters-and-pritstick denizens joined the flexi fray, issuing their own releases: It All Sounded the Same, Turn!, What’s it Like to Be Scottish?, and Pure Popcorn, to name a few.

According to Haynes, everything from Sha-La-La’s name to the catalog numbers (listed as Ba Ba Ba-Ba Ba 001, for example; taken from the coda to Hurrah’s “Hip Hip”) was meant to elicit a reaction. “It was an attack on pretentiousness, self-indulgence, capitalism,” Haynes said. “But it was also simply a way for people without too much money to put out records. Rather than just criticize what others were doing, we’d do it properly ourselves.” The key, though, was maintaining the sense that Sha-La-La was a label more than anything else. And it was this approach that gave the format a prepotency it never previously enjoyed. “The general idea with choosing the bands was that the four of us should be in agreement on each release,” Haynes explained, “rather than anyone going it alone, even if the flexi wasn’t coming out with our own fanzine. They were basically all bands we’d come across through gigs or through being sent demos—same as with a real label.” "

Desculpem não traduzir... leia o restante aqui.

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Federico Durand.


Show do Federico Durand amanhã

Quase esqueço de avisar aqui sobre esse show do argentino Federico, que deverá ser bem legal e interessante. Não é sempre que temos um músico que aborda drones e música de vanguarda na cidade.

Serviço:
Federico Durand
23 de maio de 2009, às 16h.
Estúdio Buck. Rua Lopes Amaral, 123 - Itaim Bibi
Entrada gratuita.
Capacidade limitada: 50 pessoas.

Quem tá organizando tudo é o Rodrigo Maceira, do selo Si No Puedo Bailar. Certeza de encontrar bastante amigos no local, então chegue mais e diga "olá!".

terça-feira, 19 de maio de 2009

Television Personalities.


Television Personalities | I Was A Mod Before You Was a Mod [Easy Mix] | Overground | 1996

Todo esse papo sobre os mods me lembrou desse CD single de uma de minhas bandas prediletas, o grande, mas muito grande Television Personalities. Todo sarcasmo e bom humor de Dan Treacy presente, da ótima capa ao título do EP. A faixa título é daquelas upbeats e com certo ar ingênuo, mas é um dos b-sides que gosto mais, a "She Lives For The Moment", que é bastante triste e lembra as canções de uma de minhas fases prediletas da banda, a do EP "Far Away & Lost in Joy". Enjoy.

segunda-feira, 18 de maio de 2009

This Is The Modern World.


VA | This Is the Modern World | Universal | 2004

Compilação dupla de sons mod. Um monte de clássicos e no meio algumas obscuridades. É bem legal, dá para ouvir numa boa sem precisar pular nenhuma faixa. Ela pega tanto as bandas mod originais, quanto as do mod revival do fim dos anos 70, além de hits da soul music. Lembro que quando comprei, foi com a intenção de usar em alguma discotecagem. Nas lojas de discos inglesas tem um monte de compilações mod, todas por um preço bem acessível. Essa foi a que mais me agradou. Olhem a relação das faixas (clique para aumentar):


Quem quiser ir a fundo nas bandas de mod revival, postei um tempo atrás os quatro volumes da série "This is Mod" da Cherry Red. O blog irmão Take The Pills também já postou um monte de discos do estilo, clique aqui e passe mal!

Vale citar um trecho do encarte desse CD duplo:

"A cena Mod foi, senão o primeiro, então certamente o movimento juvenil definitivo. Rock and roll pode ter "inventado" a revolta juvenil, mas o Mod deu estilo a todos eles e também atitude".

Edgard Scandurra.


Hoje no Caderno Cidades do Estado de São Paulo foi publicada essa foto do Edgard Scandurra que o Eduardo Nicolau tirou. Fala sério, meu olhinho até brilhou hahaha! Que foto LINDA! Estilo é isso aí, não tem o que inventar: terno em cima de uma camiseta com o símbolo da cena Mod e ao fundo a calçada da cidade, que mostra o formato do Estado estilizado em preto e branco. Não faz muito tempo que fui numa exposição de arte moderna e tinha essa calçada exposta e o nome de quem criou o desenho, mas agora no momento não lembro quem foi. Enfim, quem souber coloque nos comentários.

Tenho essa mania de recortar artigos e fotos dos jornais desde que me entendo por gente, com essa foto aí não foi diferente. Guardei na pastinha e é com enorme prazer que divido com vocês. Amanhã vou postar uma compilação dupla só com sons mods. Enquanto isso podem pegar o ótimo disco da Gloria Scott, pois soul é mod até dizer chega! Isso me lembra que precisamos de uma festinha desse tipo na cidade hein? Aposto que lota. Se bem que vira e mexe temos algumas festas esporádicas, além de DJs fixos que sempre tocam som mod, como por exemplo o Serginho Barbo, que toca no Matrix, Astronete e outros.

PS.: Clique na foto para aumentar. No jornal ela ocupa metade de uma página!

domingo, 17 de maio de 2009

Gloria Scott.


Gloria Scott | What Am I Gonna Do | Casablanca | 1974

Faz tempo que peguei a mixtape "The Trip", feita nada menos que pelo pessoal do Saint Etienne, uma das bandas que mais gosto de todos os tempos e tem um integrante em particular, o Bob Stanley, que eu admiro bastante e considero um de meus gurus musicais. Ele quem criou a Caff Corporation nos 80's e desde essa época escreve belíssimos artigos de música para os semanários musicais britânicos, a revista Mojo, além de sempre encontrar textinhos dele nos encartes de clássicos álbuns relançados em CD.

Pois então, no meio dessa mixtape encontranos "(A Case Of) Too Much Lovemakin'", um hit northern soul da obscura cantora Gloria Scott que me fez, logo na primeira audição, voltar pro começo d a música e ouvir de novo. E de novo e de novo... fazia muito tempo que eu não ficava tão apaixonado e obcecado por uma música. Acho que na última semana eu devo ter ouvido ela tipo... umas dez vezes por dia. Ontem finalmente achei o álbum inteiro numa boa qualidade (ele será relançado num formato luxo em julho, olha que coincidência).

A loja Dustry Groove exagera um pouco, mas olha só o que foi escrito sobre o disco: "One of the greatest soul records of all time -- and an album that we'd never part with! Gloria Scott only ever recorded this one full LP -- but that's more than enough, as the whole thing's a masterpiece". Eles descrevem a música dela como deep soul, mellow soul, com leves traços de funk - deve ser por isso que gostei tanto hehe. Então aí está.

Caso vocês queiram ouvir antes o hino "(A Case Of) Too Much Lovemakin'", cliquem aqui. Espero que gostem dela o tanto que eu gostei. Caso queiram ler mais sobre northern soul, tem esse artigo super especial aqui.

sábado, 16 de maio de 2009

The Softies.


The Softies | Loveseat 7" | Slumberland | 1992

Esse é o segundo single das Softies e o meu predileto. O primeiro foi lançado pela K Records, a mesma gravadora que Rose Melberg lançou o álbum do Tiger Trap. Nesse, que saiu pela hoje famosa Slumberland, encontramos quatro canções que dispensam o uso da bateria. Não é acústico, folk, nada disso. São duas guitarras sem efeitos, duas vozes femininas e é incrível o que elas fazem somente com isso. Influência de muita gente boa até hoje.

Abaixo uma entrevista que Rose deu para o fanzine Twee as Fuck, aonde ela faz um resumo da própria carreira (ela já tocou em várias bandas), com um devido destaque aos Softies. Trecho: "até hoje, diz Melberg, quando os fãs chegam nela para parabenizá-la por sua música, os Softies é a banda mais lembrada". Essa entrevista ficou ótima, por falar nisso.

Vídeo da Semana # 36.



The Dynamics, "Before I Was Born"

Essa foi dica do Pedro, do blog Shoegazer Alive (que aliás, vai comemorar um ano de existência do blog semana que vem, na festa Splashdown, mais detalhes em breve). The Dynamics consegue a proeza de misturar Sisters of Mercy com Acid House Kings. É exatamente isso que você ouve nas duas canções que a banda disponibilizou aqui. Inclusive hoje teve o boato de que o vocalista do Sisters of Mercy toca na banda, haha! Seja como for, adorei essa novidade chamada The Dynamics! Essa música em especial tem um "quezinho" de Felt também. A outra, chamada "My Time Will Come", tem uma pegada mais... er, gótica hehehe. E por isso mesmo é minha predileta. ;-)

Jarvis Cocker na Rough Trade hoje.


Meu irmão mandou essa foto e escreveu "Hoje o Jarvis trabalhou a tarde toda atrás do balcão da Rough Trade, vendendo discos." Como a gente é fanático pelo Pulp e pela figura que Jarvis Cocker representa, resolvi publicar essa foto aqui. Se bobear ele deve estar lá ainda. Na mesma loja hoje cedo teve show do Pains of Being Pure at Heart, que inclusive teve um destaque bem grande na NME dessa semana. Legal, né?

sexta-feira, 15 de maio de 2009

The Cigarettes.



"oi, Gilberto. Finalmente ficou pronto o vídeo com o Marcelo Colares! A gente postou no FizTV... Se gostar, ajude a divulgar – quem sabe ele é selecionado para passar na MTV de madrugada.... Pra assistir numa qualidade decente tem q clicar em HQ!". Quem mandou essa mensagem foi o Eduardo, do blog Last Splash.

Bom, o que posso falar? Que um dia saí de São Paulo pro Rio de Janeiro para ver a "volta!" do Cigarettes aos palcos? E era um show acústico do Colares? E que eu chego ali na casinha aonde o grande, mas muito grande The Cigarettes ia fazer o show e encontro o Eugênio Cosko e o André Takeda? Que, senão me engano, tavam na mesma situação? Celebrar algo que a gente ouviu muito muito muito e sabia até as letras de cor e tudo mais?

Eu só estou esperando o Pelvs fazer um show em final de semana pra fazer a mesma coisa. A grande desculpa pra viajar pra cidade mais bonita do país hehe. Para não parecer herói indie sei-lá-o-que, nesse dia do show o Luciano Vianna tinha me marcado pra discotecar em algum lugar. Eu nem lembro o que aconteceu. É um fog essa viagem, mas eu lembro do show do Colares, show q adiantou a paradinha Folk This Town uns... 10 anos?

Estou esperando... O disco novo dele só perde pro novo do My Bloody Valentine em questão de ansiedade. Podem rir a vontade, aposto que não cresceram ouvindo as demos...


Bons tempos.

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Splashdown # 7.


Amanhã acontece mais uma edição da festa Splashdown no Asobi Pub. Dessa vez será muito especial, pois teremos o prazer de ouvir Camila da WeePOP! Records escolher uns sonzinhos indiepop pra gente escutar, dançar, comentar! O flyer acima foi ela quem fez.

Como já foi divulgado aqui: "Woaah! This thursday I'll be playing some records at Splashdown, an indiepop night in Sao Paulo (Brazil) that started about a month ago. It seems that new bands, new nights, new festivals and new labels have been popping up all over the place in the past couple of years. It feels great to be a little part of this, and it's even nicer to travel and get to meet people who share the same ideas and are doing similar things, miles and miles away."

A WeePOP! acredita em tudo aquilo que eu também acredito e defendo há tempos: "WeePOP! is a DIY indiepop record label based in London. We're dedicated to limited run, lovingly hand crafted, assembled and numbered, wee tactile packets of lo-fi POP! Powered by bedroom diy ethics, this is our love for music and bands and our love of being music fans, doing something for the bands of whom we adore their music. This is about us giving something back, and about having fun doing it."

(vou traduzir tudo mais tarde)


Portanto é um prazer tê-los conosco. Estamos todo mundo em casa! Vai ser uma boa noite celerando aquilo que realmente gostamos. Além disso, vamos fazer homenagem ao Fábio Leopoldino, com muito Second Come e Stellar no decorrer da noite. Abaixo segue foto de um dos dois compactos que a WeePOP! já lançou. Um belíssimo artefato pop, como vocês podem ver!


Veja a discografia do selo aqui.

terça-feira, 12 de maio de 2009

Stellar.



Stellar | Thrumming Soothingly | Midsummer Madness | 1995


Continuando a homenagem ao Fábio Leopoldino, disponibilizo no blog a primeira K7 do Stellar. Essa fitinha está bem gasta de tanto que ouvi na época. Nossa, como ouvi! Vivia com ela pra cima e pra baixo no walkman. Ela veio nessa embalagem de papelão, uma coisa bem chique numa época onde o padrão das fitinhas era capa em xerox. Quando a Midsummer Madness relançou ela em CDr, comprei novamente e é essa cópia que ripei, em 192 kbps, além de ter arrumado todas tags. Então meus queridos amantes do lo-fi, do maravilhoso "tape hiss", da adorável tosqueira, infelizmente hoje em dia só dá para ouvir essas canções em formato digital.

Eu fico na esperança que algum dia um indie velho dessa época se torne diretor de multinacional ou qualquer coisa parecida, ganhe bastante dinheiro e relance essa fitinha em CD, com encarte cheio de fotos, textos e tudo que tem direito. Sei que é difícil, já que essa nossa geração só tem slacker vagabundo ou artista ou os dois juntos, mas não custa sonhar né? Brincadeira. Coloquei desse jeito para mostrar a importância que essa fita tem para a coisa toda. É essencial e infelizmente um pouco subestimada. É só ouvir para perceber isso claramente.

No site da Midsummer Madness tem uma história bem legal da banda, leia aqui. Também dá para fazer download de tudo que a banda lançou, apesar de que em mp3 de 128 kbps. Som metálico de mp3 muito compressado não em atrai, prefiro "tape hiss". ;-)

Fábio Leopoldino, descanse em paz.


Fábio Leopoldino, vocalista e guitarrista do Second Come, uma das melhores guitar bands do Brasil, faleceu na segunda-feira, dia 11/05, vítima de um infarto fulminante. Ele tinha 46 anos. Além do Second Come, ele também tocou no brilhante Stellar, além do Eterno Grito e Polystyrene. Como pequena homenagem, quinta-feira, na Splashdown, vou tocar várias do Second Come. Tenho certeza que ele ia adorar a proposta da festa e ia ficar feliz em saber disso. Descanse em paz.

O Rodrigo Lariú disponibilizou toda a discografia do Second Come aqui.

Segue meu top 5 Second Come:

1. Violent Kiss (versão do CD No Majors Babes)
2. I Feel Like I Don't Know What I'm Doing
3. Run, Run
4. Perfidiousness
5. Shoes

Baixe essas 5 aqui.

Só vi eles ao vivo uma vez, naquele espaço do Columbia aonde acontecia o Hell's Club. Não lembro de quase nada, mas tenho certeza que foi ótimo. Uma coisa que eu lembro claramente foi a resenha do LP "You" na revista Bizz, aonde eles elogiaram o disco, mas meteram o pau na capa. Eu olhava pra capa do meu disco e pensava: "mas essa capa é a coisa mais LINDA QUE JÁ VI!!". A capa é a coisa mais DIY do rock nacional disparada. E realmente é linda. Acho até que foi o Fábio quem fez.

O Alexandre Matias escreveu um texto legal aqui.

O Fábio Bianchini disponibiliza uma raridade, o acústico que a banda fez para o programa College Radio, do Rio de Janeiro, em 1991 ou 1992. Alguém ripou da fitinha K7 (Yan quem passou pra ele) e a relação das faixas é:

1. Wait
2. ?????? (talvez Splinters)
3. Ten Fingers
4. Bring On The Dancing Horses (do Echo)
5. I Feel Like I Don't Know What I'm Doing

Faça o download aqui (amanhã arrumo as tags).

Mais homenagens aparecendo na rede: o Sol, que tocou com ele no Stellar e outras bandas, escreveu um depoimento aqui. Nessa eu abro uns parênteses: admito que fui um dos que torceu o nariz quando ouvi pela primeira vez o "Transmigrations" do Stellar. Na época eu não entendia e nem assimilava muito bem a guinada que uma guitar band dava para sons mais experimentais (tanto que sai da Comespace). Isso só prova o talento e a visão do Fábio, pois hoje em dia essa fase "pós-rock" do Stellar é a minha predileta.

O mesmo aconteceu com o Main, aonde a pessoa que comprou meu CD escreveu num comentário: "Olá Gilberto, fui no site do Sol e vi este post. Sim sou eu o Marcello, de Niterói, que comprou o seu CD do Main. Fiquei surpreso pois na época eu me lembro que você disse coisas como "Main era um lixo" e "como você pode gostar dessa merda", o que não me pareceu muito simpático, mas tudo bem. Estou bolado com a morte do Fabio, belo post sobre o Second Come. Um abraço "

Pois é, antes tarde do que nunca. ;-)

Ah, o Mitkus manda avisar que vai tocar várias do Second Come na R-Evolution @ Funhouse, sexta-feira agora.

E o Dodô escolheu uma seleção ÓTIMA de canções do Fábio, já ouvi umas 3 vezes seguidas. Ouça aqui.

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Vídeo da semana # 35.



Baskervilles, "A Little More Time"

Novo vídeo dos Baskervilles, banda de Nova Iorque. Essa música abre o último álbum deles, "Twilight", lançado ano passado. Eu gosto dos Bakervilles e eles sempre vão ter meu respeito, pois no começo de carreira lembro que eles prestavam tributo ao grande, mas muito grande Television Personalities.

Por falar em Dan Treacy, vocês leram o que Alan McGee escreveu no último post do blog? "Dan Treacy me inspirou a começar a Creation Records". É meus amigos, aos poucos o mestre vai tendo o reconhecimento que merece.

Mas voltando ao vídeo, eu acho muito legal esses vídeos indiepop caseiros. Esses sim capturam o verdadeiro espírito e a essência do que é indiepop. Inclusive já postei dois vídeos lançados recentemente que seguem a mesma linha: Little My, "Sellotape my Hands" e Just Joans, "Hey Boy...... Your Oh So Sensitive".

Ah isso me lembra que tanto o Just Joans quanto o Little My são artistas da WeePOP! Records e olha só que legal: nessa quinta-feira, na sétima edição da festa Splashdown, teremos uma DJ convidada: nada mais, nada menos que a Mrs. WeePOP em pessoa! Maiores novidades no decorrer da semana. :-)

PS.: Dois detalhes legais desse vídeo: a bandeira do Brasil na bateria e no final, quando o cara nem aguenta esperar o "corta!" e já pega uma cervejinha na estante hehehe. Esse batera deve ser gente boa haha!

domingo, 10 de maio de 2009

Main.


Main | Motion Pool | Beggars Banquet | 1994

Formado por ex-integrantes do Loop, o Main é uma das melhores bandas do post-rock britânico. "Motion Pool" é o segundo disco e é espetacular do começo ao fim. Hipnótico como poucos discos conseguem ser, mostra uma banda buscando novos caminhos e apostando numa peculiar sonoridade que certamente marcou uma época e influenciou muita gente boa, como Labradford, Bark Psychosis e a última fase do Slowdive.

Se no primeiro disco a banda ainda guardava resquícios do Loop, em "Motion Pool" eles abandonam de vez as batidas repetitivas da bateria e mergulham profundamente num mar de loops de guitarras anestesiantes, efeitos drone e linhas de baixo que pulsam melodias que nos levam ao paraíso dos melhores son(h)os. Esse definitivamente é um de meus discos prediletos de todos os tempos. Não é a toa que o Main está em terceiro lugar no meu Last.fm. Gosto muito.

Vale lembrar que em meados dos anos 90 eu tinha esse disco e vendi para alguém da Indie-Brasil mailing-list. Acho que foi pro Sol, de Niterói-RJ. Nunca me arrependi tanto por ter vendido um disco. Na época poucos entendiam realmente qual era a proposta do Main. É um disco que demora bastante para fazer sentido, eu mesmo demorei anos. Ainda bem que fui insistente. Por falar em Sol, ouçam a banda dele, Enseada Espacial. Carrega boas influências do Main.


Welcome to our drumless space.

Dicas do Marcio # 3.


William Fitzsimmons

Marcio disse que esse cara é, disparado, o cantor-compositor dele favorito no momento. Eu gostei bastante da barba do sujeito, tenho até uma meta de ter uma igual qualquer dia no futuro. Também adorei a biografia que ele colocou no MySpace, aonde ele fala que é filho de pais cegos e tal. É legal também ele colocar entre seus melhores amigos o Nick Drake, Elliott Smith, Bon Iver e José Gonzalez.

Aliás, isso em lembra que da última vez que o Gonzalez tocou no SESC eu *esqueci* de ir hehehe. Tava com ingresso na mão... fui lembrar só quando uma amiga perguntou aonde eu estava, dia seguinte no MSN. Tava no cinema, foi a resposta. Nesse dia fui ver Juno com uma pretendente, esqueci completamente do show. Admito que nem me arrependi, se é que vocês me entendem. ;-)

E fica aqui mais uma dica do Marcio. Ah, o Marcio é meu irmão, para quem não sabe. Ele organiza a noite Goonite no Bardens Boudoir em Londres e nessa próxima sexta, dia 15/05, vai ter show do William Fitzsimmons. Se eu estivesse na cidade, não ia perder de forma alguma. Quer dizer, só se...

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Blog recomendado # 2.


I Hang Suspended


Um colecionador de discos e leitor do Lazer Guided Melodies criou um blog só com singles indiepop. É impressionante, muita coisa boa, muita coisa rara. O legal é que ele ripa tudo de sua própria coleção, sempre com uma qualidade boa e scan das capas. Vale até fazer uma assinatura do Rapidshare! A mesma pessoa tem outro blog, o My Dreams Will Never End, aonde posta bons discos de indiepop. Fica a dica!

Vídeo da semana # 34.



Bettie Serveert, "Tom Boy"

Tocou ontem na Splashdown @ Asobi Pub e foi bastante celebrada! Sabe o mais legal? Foi escolha dela. :-)

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Splashdown # 6.


Hoje tem mais uma edição da Splashdown no Asobi Pub. Estou com problemas no scanner e não deu para fazer um flyer decente, então para ilustrar peguei essa linda obra da artista gaúcha Carla Barth. Adoro ela.

Então é isso, a sexta edição da festa Splashdown:

07/05
Asobi Pub
Rua Matias Aires, 100. Esquina com a Rua Augusta.
Das 19:00 hs às 00:00 hs
Música por Gilberto Custódio
Grátis

Apareça e diga olá!

Ah queria agradecer todos que foram no Tapas Club terça-feira! Foi uma festinha bem bacana e várias pessoas queridas apareceram. A partir do mês que vem vou tocar lá com mais freqüência, aguardem novidades!

quarta-feira, 6 de maio de 2009

LGM Mixtape # 3.


VA | LGM Mixtape # 3 | 2009

Terminei mais uma mixtape. A capa é uma obra que Roberto Magalhães fez em 2004. Segue relação das músicas, mais tarde faço alguns comentários.

1. Davy Graham, "Both Sides Now"

Essa música abre o quinto disco desse grande nome do british folk. É de 1968 e a música é cover da Joni Mitchell, mas essa versão dele é bem melhor. Veja o que o All Music Guide publicou: "The raga-jazz interpretation of Joni Mitchell's "Both Sides Now," which moves from meditative opening drones into a freewheeling explosion of modal folk-rock is one of the highlights of Graham's career on record and one of the best expressions of his ability to make a standard his own."

2. Richmond Fontaine, "Western Skyline"

Ótima banda de alt-country na ativa desde o final dos 90's. Essa música fecha o quarto disco, lançado em 2002. É uma canção bem triste.

3. The Hang Ups, "Parkway"

Já escrevi sobre o Hang Ups aqui. Tenho um carinho super especial por essa banda de Minneapolis.

4. Lush, "Lit Up"

Esses dias estava lembrando o quanto escutei o álbum "Split", do Lush, lançado em 1994. Na época só tinha ele em K7 e trabalhava de office-boy. Dá-lhe walkman! Foi trilha sonora de muitas filas de banco e longas caminhadas a pé pelo centro da cidade. Definitivamente um dos discos que mais ouvi na vida e "Lit Up" é uma de minhas prediletas.

5. Always, "Love and Death In Metroland"

Já escrevi sobre o Always aqui. Banda top da él Records.

6. Brian, "Understand"

Melancólica canção que abre o debut álbum do Brian. Os dedilhados e a bateria eletrônica me fazem lembrar bastante do Brighter e da Sarah Records, inclusive a gravadora ia lançar essa música num single, mas na época ele acabou fechando com a Setanta Records.

7. Japan Air, "Claire"

Um dos meus singles favoritos da Cloudberry Records é o do Japan Air, um dia tenho a esperança de que o Roque vai lançá-los em vinil.

8. Moscow Olympics, "No Winter, No Autumn"

Para lembrar do melhor disco de 2008. Escrevi sobre eles aqui.

9. Liechtenstein, "The End of the World"

Essa música está presente do EP "Everything's For Sale", que foi lançado recentemente em CDr. Em junho elas lançam o álbum de estréia pela renomada Slumberland.

10. Endless Bob Brown, "Take Your Time"

Um dos meus blogs prediletos é o Please Rain Fall. Muitas histórias da época de ouro do indiepop e um entendimento perfeito do idealismo da cena toda. Quem escreve é Stephen, que já tocou nos Proctors e The Cudgels. Ele também era muito próximo dessa desconhecida banda chamada Endless Bob Brown, que na época só lançou demos em K7. Impressionante saber que pop nuggets do nível de uma "Take Your Time" ficou renegada durante anos a poucos sortudos. O blog está disponilizando as demos em mp3 com autorização da banda. Vale ir atrás. Stephen também criou a Please Rain Fall Records, aonde ele promete enviar o CDr de estréia para qualquer lugar do mundo em troca de uma carta, um poema, coisas assim. Fanástico né? Ele envia mesmo, umas semanas atrás recebi minha cópia e fiquei super feliz.

11. The Mayfields, "Feels Like Yesterday"

Outra desconhecida e fantástica banda. Lançaram somente um single em 7" em 1989 pela Bus Stop Label.

PS.: Citei o Roberto Magalhães, a capa é um quadro dele. Está acontecendo uma exposição no Instituto Tomie Othake em São Paulo. Vale a visita e é de graça.

Twee via Plan B.




Tá que tá o maior papo entre fanzines, fóruns de internet, listas de discussões e revistas (como a Plab B) sobre essa história de twee, se você odeia ou gosta ou simpatiza ou até ignora (vc deve ser emo)... Então vamos ver esse papo né? Pq meu fanzine sempre abordou bandas twee. Admito. Eu sei que é o único fanzine desse país que aborda bandas twee desde o começo dessa brincadeira. Aí nesses anos dois mill surgem umas bandas twee nesse nosso país que (espero!) amamos tanto. Eu quero abraçar todas elas.

Eu li esse artigo e quero destacar umas coisas numa tradução livre de minha parte (hehehe):

"Todo mundo que manjava de Sarah Records ou Field Mice ou sei lá o que na universidade ou segundo grau era total tarado. Eu nem falo sobre necrofilia ou sadomasoquismo, mas a respeito de gente, homens ou mulheres, desculpa, garotos e garotas. Sexo selvagem. Mas talvez isso só ocorrese em Widnes, St Helens e Hull. (AL)

"Na Vila Mariana acontecia coisas bem piores entre fãs de Blueboy e estudantes do cursinho Etapa". ~ ah o nosso twee...

"Todas que se acham fãs - ou acham q entendem - o riot grrrl em sua forma original, e não manjam suas maravilhosas pontes com o twee dos anos 80 não sabem de porra nenhuma. Em parte porque era a preferência musical das "prime movers" (preguiça de traduzir isso)... bebi demais, só amanhã, mas é drama: "and partly because cutie was one of the few places one could go outside..." eu sei que ninguém vai ler mesmo, então dane-se. Everett True escreve muito bem, viu. Só isso. Eu leio.

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Splashdown # 5.


Já que semana passada não teve a festa Splashdown, excepcionalmente essa semana ela foi transferida para terça-feira, no Tapas Club. Quem conhece a casa e gosta dos bons sons sabe que esse é o melhor dia para ouvir aquilo que realmente gostamos. Acontece a Questionable Party, onde podemos ouvir "crossover, indie, old-school" e um dos DJs é o Alexandre Vianna, editor da revista 100% Skate. O grande lance é que na casa tem ótimas pick-ups, então amanhã vou fazer um set aonde só vou tocar vinil (compactos e alguns LPs).

O horário é aquele esquema cedo, estilo happy hour, devo tocar das 22:00 até umas 23:30 e o esquema da casa é o seguinte:

Com nome na lista é R$ 5. Mas se chegar antes das 21h não paga nada. A casa abre as 20h.

> para nome na lista: lista@tapasclub.com.br (assunto: data do evento - 05/05/09)

Tapas Club:

A casa fica na Rua Augusta, 1246. Perto do Asobi Pub, perto do Ibotirama, por ali. Essa "Brighter" do Railway Children eu vou tocar com certeza!

domingo, 3 de maio de 2009

Vídeo da semana # 33.



The Railway Children, "Brighter"

Primeira vez que ouvi essa música tava numa casa noturna aonde rolava um som gótico. Dá para contar nos dedos as vezes em que fui perguntar pro DJ que música tava tocando. Essa foi uma delas. Lembro que até anotei. Logo depois achei o LP "Reunion Wilderness" num sebo, disco da Factory que saiu no Brasil na época, em 1987. É o primeiro disco da banda e é muito bom. Até hoje dá para encontrar ele facilmente por um bom preço. Eu mesmo tenho umas 3 cópias extras que guardo para dar de presente para pessoas que gosto.

Virada Cultural 2009.



Z/O representando sempre.

sábado, 2 de maio de 2009

Meia Palavra Basta # 7.


Mais uma edição da festejada coluna Meia Palavra Basta. Então vamos lá... Comentei sobre os slackers e a geração X aqui, aí estava pensando quem seria o maior representante da geração no quesito quadrinhos. Oras, nem precisei pensar muito. É óbvio que o Peter Bagge ganha disparado. Quer sujeitinho mais slacker que o querido Buddy, de Hate? Até comecei a reler minha coleção, quando me deparo com essa pérola da mãe e da namorada de Buddy. Fiquei imaginando numa versão em português para história hahaha.

Fiquei feliz em saber que o próximo 7" que a Twee as Fuck vai lançar será o do Bobby McGee's. Muito bom! Também estou sabendo que o próximo 7" da Atomic Beat será um split do Garlands com Sugarplums, sendo essa última a nova banda de Roger Gunnarsson, do Nixon, Free Loan Investment etc. Por falar em suecos...

Mandaram na indiepop-list uma mensagem sobre a popularidade do indiepop nos últimos anos, que segundo esse relatório do Google, abaixou. Até aí, tudo bem. NO quesito qualidade a cena vive uma ótima fase. O interessante mesmo é ver o quão popular o indiepop é na Suécia. Eu já sabia. Inclusive recentemente li algumas curiosidades da cena sueca que gostaria de compartilhar.

Na entrevista do Pains of Being Pure at Heart para a revista Plan B, a tecladista Peggy comenta: "Você conhece aquele blog sobre estilo de rua 'Facehunter'? Pois é assim que todo popkid em Estocolmo se parece, todo o tempo. Lá eles dançam Orange Juice do jeito que aqui as pessoas dançam Justice. É tipo um universo paralelo que eu gostaria de estar o tempo todo!".

Em outra entrevista, dessa vez do Liechtenstein (que vai lançar um 10" pela Slumberland!) para o fanzine Iconoclastic Cardies, Renee destaca a importância do clube Starke Adolf para a cena indiepop sueca: "tudo começou em torno de 2001, quando o clube Starke Adolf começou em Gotenburgo. Eu ia todo mês dançar os melhores hits do indiepop. Os DJs competiam entre si tocando os mais obscuros 7"s que eles achavam no eBay, e na maioria do tempo a pista estava cheia com direito a passos de dança, roupas e cortes de cabelo estilosos, cerveja e maravilhosas bandas no palco. É uma era muito importante para a história do indiepop sueco".

A gravadora Cloudberry, sabendo disso, anuncia para o final do ano a compilação "The Sound of Starke Adolf", que vai compilar a maioria das bandas dessa cena. Tem muita coisa, aconteceu nessa época uma verdadeira explosão, fato que documentei ao lançar em 2002 uma edição especial "indiepop sueco" do meu fanzine Esquizofrenia, que inclusive já enviei ao Roque Cloudberry para ele usar como mais um intrumento de pesquisa.

Popkids of the world, unite!

É isso aí, até a próxima. Gostaria de comentar mais sobre as bandas nacionais, gostaria de ser mais ágil em relação a essa coluna, até penso em públicá-la no Twitter, mas acredito que vai perder a graça. Vamos ver se escrevo mais por aqui mesmo.

Earwig.


Earwig | Under My Skin I Am Laughing | La-Di-Da | 1992

Esse ótimo disco passou batido na época e só fui descobrí-lo recentemente. Estou ouvindo direto, acho que das coisas que descobri em 2009, o Earwig é a melhor. Segue essa linha da música melódica, mas arrastada e repetitiva, que tanto adoro. Algo que poderia ser descrito como ambient pop. Sem contar que essa vocalista é linda. Esse é o único disco do Earwig, antes a banda só tinha lançado alguns singles em 12". Em 1993 o Earwig passou a se chamar Insides e lançou dois ótimos discos pela 4AD.


Oi, meu nome é Kirsty Yates, prazer em conhecê-lo.

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Slowdive.


Slowdive | Pygmalion | Creation | 1995

Hoje em dia esse é meu álbum predileto do Slowdive, mas na época que foi lançado sofri um verdadeiro choque e confesso que foi difícil engolir as abstratas composições. Não é um disco fácil, que bate de primeira, ainda mais na época, quando esse tipo de música era realmente uma novidade. Mas a partir do momento que se acostuma com a sonoridade exparsa e o ritmo lento & arrastado, a coisa toda toma proporções de "disco clássico".

No All Music Guide eles explicam mais ou menos isso (não vou traduzir, hoje é feriado hehe): "The album is not for those seeking a direct and solid song under the surface -- but for anyone who appreciates the indirect and intangible, it's a stylistic masterpiece." (...) "There seem to be two prevailing opinions of the album, among Slowdive fans: either (a) it's disappointingly "out there," since it doesn't work with the conventional pop underlying the sounds of Souvlaki, or (b) it's absolutely brilliant, taking their sound into the realms it was always destined to go. The second opinion seems a little more reasonable".

Essa versão que posto é a original. Ano retrasado foi lançada uma remasterizada, essa infelizmente nunca ouvi. Aliás, preciso ir atrás dela. Ah sim, inclui uma música desse CD na minha mixtape # 2.

quinta-feira, 30 de abril de 2009

Northern Soul.


O Gustavo do blog Take The Pills postou o CD "A Complete Introduction To Northern Soul" e eu lembrei o quanto já fui obcecado pelo estilo. Nada mais natural, afinal indiepop e soul tem tudo a ver. Na festa How Does It Feel To Be Loved? em Londres as pessoas dançam os dois estilos como se não houvesse amanhã. Eu mesmo já me acabei nessa festa, é uma delícia dançar soul (mas ainda melhor é dançar hits do indiepop, é lógico!). Mas então... o fato é que lembrei que foi publicado no fanzine Esquizofrenia esse belíssimo artigo sobre northern soul. Eu não achei ele em formato texto, então resolvi escanear e publicar aqui, espero que vocês consigam ler. É só clicar. Dá para salvar também!

Esse artigo na verdade é uma tradução que meu irmão Marcio fez do capítulo dedicado a northern soul no livro "Last Night a DJ Saved My Life: The History of the Disc Jockey". Lembro quando ele leu, ficou totalmente transtornado e resolveu traduzir só pelo prazer de ter ele em português. É bem empolgante mesmo. A imagem acima é do filme Quadrophenia, aonde dá para sentir o que era quando os mods dançavam northern soul e a importância das drogas pro estilo. As imagens que acompanham o artigo eu tirei do livro "Mods!". Eu gosto muito de mods, no meio dos anos 90 eu até tentei ser um, mas não deu muito certo hehehe. É isso ae, espero que leiam o artigo, vale muito a pena.

Quem preferir, pode fazer o download das páginas aqui.