quinta-feira, 24 de abril de 2008

Harper Lee.


Harper Lee | Train Not Stopping EP | CD-single | Matinée | 2001

A melhor descrição do Harper Lee encontrei numa resenha da Pop Matters, aonde as canções são descritas como "devastatingly pure". Tirei de ouvido (me perdoe qualquer erro e me corriga se estiver errado) o começo de "I Could Be There For You", o b-side que é uma das melhores e uma das mais tocantes canções indiepop já feita:

It seems
I have these foolish dreams
I know
There is nothing there to hold
But I could be so right for you
But he can too

I know
I've got to realise
It's hard
But drowning in your eyes
I could be so good for you
But he can too

So if you feel afraid
I could confort you
I could be there for you
(...)

Aí nas entrevistas você encontra isso:

"I'd love to write stuff as complicated and clever as Radiohead, but I'm too dumb."
-- Keris Howard, Dagger Magazine (2001)

Ele tocava no Brighter antes. Sim, a banda mais triste da Sarah Records, gravadora famosa por lançar pérolas de pop melancólico. No Harper Lee essa tristeza é quase anestesiante, algo que ao invés de sufocar, alivia, um sentimento tão constante dentro de uma pessoa que ela se torna conformada. Ela se acostuma. E vai vivendo. Afinal, todos nós temos que seguir em frente.

Um comentário:

Marco Stecz disse...

Putz...eu tenho o álbum "All things can be mended" de 2004, é maravilhoso. abração.