terça-feira, 12 de maio de 2009

Stellar.



Stellar | Thrumming Soothingly | Midsummer Madness | 1995


Continuando a homenagem ao Fábio Leopoldino, disponibilizo no blog a primeira K7 do Stellar. Essa fitinha está bem gasta de tanto que ouvi na época. Nossa, como ouvi! Vivia com ela pra cima e pra baixo no walkman. Ela veio nessa embalagem de papelão, uma coisa bem chique numa época onde o padrão das fitinhas era capa em xerox. Quando a Midsummer Madness relançou ela em CDr, comprei novamente e é essa cópia que ripei, em 192 kbps, além de ter arrumado todas tags. Então meus queridos amantes do lo-fi, do maravilhoso "tape hiss", da adorável tosqueira, infelizmente hoje em dia só dá para ouvir essas canções em formato digital.

Eu fico na esperança que algum dia um indie velho dessa época se torne diretor de multinacional ou qualquer coisa parecida, ganhe bastante dinheiro e relance essa fitinha em CD, com encarte cheio de fotos, textos e tudo que tem direito. Sei que é difícil, já que essa nossa geração só tem slacker vagabundo ou artista ou os dois juntos, mas não custa sonhar né? Brincadeira. Coloquei desse jeito para mostrar a importância que essa fita tem para a coisa toda. É essencial e infelizmente um pouco subestimada. É só ouvir para perceber isso claramente.

No site da Midsummer Madness tem uma história bem legal da banda, leia aqui. Também dá para fazer download de tudo que a banda lançou, apesar de que em mp3 de 128 kbps. Som metálico de mp3 muito compressado não em atrai, prefiro "tape hiss". ;-)

6 comentários:

arjoona disse...

Compartilho a tristeza com a perda deste grande amigo. Foi uma época maravilhosa que gerou essa fitinha aí. O Fábio, bem mais experiente, mas com toda humildade, se juntou a uma garotada, amigos e fãs do Second Come. Era uma responsa estar com ele neste papel mas ele sempre se colocou numa posição de igualdade e isso deixava todos à vontade de dar sua contribuição, levando letras, adicionando uma frase de guitarra aqui, outra ali. Muito da criação foi no meu quarto onde nos reuníamos sentados no chão, quase ritualisticamente, com três violões e um bongô para criar as tramas de guitarra que vieram a ser registradas nesta fita. Recordo que primeiramente consagrávamos uma erva e depois, a partir do silêncio, íamos, tímida e respeitosamente, introduzindo sons e criando teias sonoras, que muitas vezes acabavam por se cristalizar. Apesar do potencial de improvisação da banda este foi o trabalho mais fechado em termos de arranjo e o que teve uma criação coletiva mais equilibrada ao longo de todas as músicas. Era uma energia e união muito saudável. Uma amizade forte mesmo entre todos. Fico satisfeito de ver essa caixinha tão gasta, foi com certeza meu primeiro trabalho no photoshop.
Saudades dessa força toda e desse amigo que se vai, mas ninguém esquecerá.
RIP

arjoona disse...

Acabo de lembrar que fomos todos catar cogus em Itaipuaçu e foi fraco, voltamos só com um, que foi fotografado e virou esta capinha aí. Tenho quase certeza que tínhamos imagens deste dia no pasto em vídeo, mas as que eu tinha digitalizado perdi. Não lembro de quem era a câmera mas se alguém achasse seria genial. Seria para um clipe de "Mountain Meadows".
Namaste

Gilberto Custódio Junior disse...

Você é o Leandro? Poxa rapaz, que bonito seu comentário. Eu sempre desconfiei que as belíssimas linhas de guitarra presentes nessa fitinha tinha uma influência... digamos que psicodélica hehe. Parabéns, sou muito fã! Abraços.

sol_moras_segabinaze disse...

Mais um textinho:

http://sol-moras-segabinaze.blogspot.com/2009/05/fabio-leopoldino-maia-2.html

Bia disse...

Bonita sua homenagem Gibelto. Leandro resumiu lindamente aqueles dias, foi sempre uma honra conviver com o Fábio, trocar idéias com ele, um privilégio mesmo. É uma pena o que aconteceu, fico tristíssima. E aqueles dias foram especiais, estão guardados no meu coração.

Bruno Orsini disse...

Massa, Gilberto. Linkei lá no Indierock.

Abs