sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Girls Against Boys.


Girls Against Boys | Venus Luxure no. 1 Baby | Touch & Go | 1993

Esse é clássico de tudo, arrisco a dizer que é o meu disco de música pesada predileto. Todas as músicas são muito boas, eles conseguem fazer um rock de macho, mas claramente muito sexy também. A pegada concisa e barulhenta deixa qualquer um de boca aberta. Ouvir isso alto no carro é um perigo, dá vontade de acelerar cada vez mais. Hiper recomendado. Leia os comentários dos clientes da Amazon americana e veja que não estou exagerando. Primeiro e clássico álbum dos "grandes, mas muito grandes" Girls Against Boys.

Vídeo da semana # 21.



The Waterboys, "The Whole of the Moon"

Lembro quando comprei o LP "This Is The Sea", já faz um bom tempo, conhecia Waterboys só de nome, aí logo na primeira faixa surge "The Whole of the Moon", com todo seu esplendor gigantesco, meu queixo caiu na hora. Já conhecia essa música e nem sabia que era deles. Nesse mesmo dia a ouvi umas dez vezes.

Recentemente descobri esse vídeo, essa versão ao vivo que, fala sério, vai ser perfeito assim lá na Inglaterra! (OK, essa foi péssima haha). Na hora veio em minha cabeça a primeira vez que vi o Echo and the Bunnymen tocando "Killing Moon" ao vivo na Via Funchal, que também foi de uma perfeição sem tamanho. Essas canções tipo hino do rock inglês sempre me impressionam quando são executadas ao vivo.

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Pia Fraus Remixes.


Pia Fraus | Ten Remixes Of Yenissey | Seksound | 2008

Esse disco consiste, como o próprio nome já diz, em dez remixes para a canção "Yenissey", do ótimo álbum "After Summers" que o Pia Fraus lançou ano passado. Apesar de parecer uma coisa chata, afinal remix por si só já é um porre, esse disco consegue se sobressair pela escolha dos artistas e pela interessante releitura que cada um fez da citada canção. Temos remixes de nomes conhecidos como Teenage Fanclub, International Airport e His Name Is Alive, e outros mais desconhecidos, como o do Galaktlan (que fez a minha versão preferida), que pelo que descobri, são conterrâneos da Estônia.

Ensaio do National.



National, "Ensaio".

O amigo Glauco me enviou esse vídeo hoje, um trecho de um ensaio do National, uma de minhas bandas nacionais prediletas. Fiquei fascinado com esse instrumento indiano que gera drones no melhor estilo Stars of the Lid. Perguntei para ele o nome do bichão, mas ele respondeu que não lembra haha. Fiquem aí com essa aula de como fazer drones usando sampler, sintetizador e esse instrumento pouco usual, o que já é marca registrada do National - no último show deles que vi, usaram umas calculadoras que geravam sons de números em diversas línguas. Genial.

Link direto para o vídeo no Vimeo.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

ISAN.


ISAN | Trois Gymnopedies 7" | A Number Of Small Things | 2006

Esse compacto do ISAN tem três versões de pérolas do Erik Satie, compositor e pianista francês do começo do século que tem belíssimas e melancólicas canções que são influências básicas para um monte de gente que eu - e provavelmente você - gosta. No lado A tem uma de minhas composições favoritas de Satie, uma beleza. O ISAN é uma ótima banda alemã que geralmente lança seus discos pela Morr Music. Poderiam ser rotulados de indietrônica, caso esse não fosse um rótulo tão infame.

PS.: Para quem estava esperando, a tradução da resenha do Tim Hecker ficou pronta. Recomendo ouvir as faixas 3, 4, 5 e 6 em seguida, são minhas prediletas.

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Tim Hecker.


Tim Hecker | Harmony In Ultraviolet | Kranky | 2006

Resolvi traduzir esse texto que descreve como ninguém esse belíssimo disco, o quarto de Tim Hecker, o melhor da carreira dele. NO futuro devo escrever mais alguma coisa, pois eu também sinto vontade de me expressar quando o ouço.

"'Harmony In Ultraviolet' tem a consciência da exploração e tristeza e entendimento da infinidade e incerteza e extensão do mundo. Temas são introduzidos – um arpejo em loop, um riff de guitarra distorcido, notas únicas de teclado – mas nada é inteiramente desenvolvido, nada é completamente exposto a si mesmo. Em vez disso, existe uma sugestão do que é construído e sobreposto, porém nunca completamente resolvido, longas notas que puxam elas mesmas para dentro e fora de foco são favorecidas sobre melodias, deixando um tipo de agitação no ouvinte que lembra o desassossego de uma cidade industrial.

Três notas fazem um acorde, mas de alguma forma as de Hecker não, elas são tão diferentes em textura e escopo; na realidade, elas parecem tranqüilamente em divergência uma com outra, sabendo da existência da outra, mas contentando-se em ignorá-la.

É a música do horizonte urbano cinzento, do tipo de solidão que vem quando se está ao redor de muita gente, de cercas enferrujadas e janelas vazias geladas e a distância, música que incha e vai crescendo e se desenrolando, mas nunca chega no clímax; sua paciência sem fim ávida para progredir. Notas úmidas de baixo e guitarras elétricas emagrecidas, inundadas com distorção, esmagadas juntas com ruídos e drones programados, sons que eclodem e são liberados, cinqüenta minutos de questões e intimações, de resignação e aceites, mas nunca – definitivamente nunca – de respostas. Nós vamos ter que descobrir essas por nós mesmos."


Originalmente em inglês no All Music Guide. Eu que traduzi, sem revisão.

PS.: No começo desse ano, Tim Hecker lançou mais um disco pela Kranky. É muito bom também.

Pan•American.


Pan•American | 360 Business / 360 Bypass | Kranky | 2000

Aqui está um de meus discos prediletos da minha gravadora predileta, o segundo álbum do Pan•American, projeto solo de Mark Nelson, uma das metades do "grande, mas muito grande" Labradford. Esse disco tem vocais do casal Low numa música e trompete cortesia do quase paulista Rob Mazurek em outras duas. É música calma, ambiente, com alguns beats & drones e uma leve influência do dub espacial. Adoro.

PS.: Agora em 2009 a banda lança "White Bird Release" pela própria Kranky.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Valet.


Valet | Naked City | Kranky | 2008

Esse disco tem duas músicas que eu gosto bastante: a psicodelia experimental de "Fuck It" e a calma melancolia de "Fire". Valet é a alcunha de Honey Owens e esse é o segundo disco que ela lança pela Kranky, gravadora que ano passado lançou quase 20 discos, então esse "Naked City" passou meio desapercebido por todos, mas é um discão, pode apostar. Por falar em Kranky, já foram ler a ótima entrevista que os fundadores deram para Pitchforkmedia? Leitura essencial.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Vídeo da semana # 20.



Annemarie, "Apple"

Música que abre o primeiro e único disco dessa banda indiepop da Indonésia. Adoro, principalmente quando entra o vocal feminino depois de um minuto ouvindo o cara cantar meio desafinado. O vídeo em si é uma pérola, com a garota usando uma camiseta aonde se lê "indie" e um carinha usando outra do Echobelly. Nossa, quem lembra dessa banda britpop? Eu curtia bastante na época!

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

DAT-Music II - drum'n'bass.


VA | DAT-MUSIC II 2CD | Soul:r | 2008

Quem se lembra da mania drum'n'bass em meados dos anos 90? Quem se lembra quando o estilo era conhecido como jungle? Na época era uma verdadeira mania, muita gente adorava, inclusives os "indies", que foram perdendo preconceitos e migrando em cada vez em maior número para a música eletrônica. Lembro que na indiepop-list rolou uma discussão muito séria na época, sobre os músicos e fãs de indiepop que estavam caindo de cabeça na eletrônica, em especial o drum'n'bass.

Como eu tenho um coração muito grande (gostaram dessa?), fui absorvendo tudo e ouvindo sem muitos preconceitos ambos os estilos. Em minha vida, o ápice do drum'n'bass foi quando o Everything But The Girl, banda que adorava, resolveu lançar um disco bastante influenciado pelo estilo, o "Walking Wounded", de 1996. Aí a casa caiu e me vi comprando CD duplo do LTJ Bukem, o "Logical Progression, Level 1" (acho que até hoje nunca ouvi inteiro), também peguei o "Timeless" do Goldie e pirei com o primeiro CD do Lamb e o single "Cotton Wool", que tinha uns remixes absurdamente bons.

A "moda drum'n'bass" passou (ficou repetitivo e quando domesticaram tudo, tipo a mistura com MPB, esso foi a gota d'água) e vieram outros estilos de música eletrônica que passei a venerar. Mas o meu carinho pelo gênero continua (assim como o de muita gente que curtiu na época, creio) e quando descobri essa compilação "DAT-Music", um CD duplo muito elogiado, que traz o melhor do estilo em 2008, resolvi arriscar para saber o que andam fazendo atualmente em drum'n'bass. A surpresa? Continua a mesma coisa de sempre, acreditam? Quer dizer, tem uma coisinha nova aqui, outra acolá. Mas no geral... aí hoje lendo uma entrevista no Rraurl do Zinc, ele diz "Para mim o d'n'b tem a maior energia de toda a dance music, mas não tem as possibilidades de outros gêneros. No dubstep, por exemplo, eu ouço várias faixas que não soam como dubstep, mas são dubstep, sabe?".

Sim, eu sei.

Skream!


Skream! | Skream! | Tempa | 2006

O artigo "Grávidade Máxima" continua reverberando por aqui. Nele está escrito que os grandes nomes de 2008, para a cena dubstep, foi do "predileto da casa" Benga e do Skream! (clique aqui para ler e ouvir as melhores do rapaz em outro ótimo artigo do Rraurl), ambos da gravadora Tempa. Conhecia Skream! só de faixas soltas, mas ontem mesmo resolvi ir atrás do álbum que ele lançou em 2006. O amigo Fabinho me passou.

Nem precisei terminar de ouvir o disco inteiro e já comecei a fazer upload para disponibilizá-lo no blog. É um som que escancara ainda mais as influências do dub e dancehall, mas ainda assim agressiva no uso do grave psicodélico e batidas quebradas, sempre aliado a muito peso e um clima urbano que, mesmo não sendo tão soturno e industrial como o Benga, pega muito bem como trilha sonora para percorrer os pedaços sinistros da cidade.

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

I Love Dubstep.


VA | I Love Dubstep | Rinse | 2008

Hoje eu li essa excelente retrospectiva sobre dubstep que o Bruno Belluomini escreveu para o site Rraurl e entrei em curto-circuito. Na hora já peguei todos os discos que tenho do estilo no meu HD, aumentei o grave do meu som para +11 e foi foda, as janelas tremeram, alguns CDs caíram da estante e eu fiquei como um mongol no meu quarto dançando muito empolgado as batidas mais pulsantes do momento.

Essa compilação apresenta uma pedrada atrás da outra, é uma ótima retrospectiva e introdução para esse estilo musical que em 2009 só tende a crescer mais ainda. Disponibilizo os dois CDs num só arquivo, com as canções numa só faixa e ainda num outro arquivo *.cue aonde é só você jogar no seu player que vai aparecer toda a relação dos artistas bem bonitinha.

Ouça e leia o artigo "Gravidade Máxima", que realmente ficou muito bom. Agradeço ao Fabinho do Fórum Volume I que me deu a dica desse artigo. Em breve todo mundo na festa Tranquera, hein? No mais, fiquem com uma foto minha que tirei na época que o grime surgiu e o Richard D. James lançou essa coleta em vinil triplo pelo selo Rephlex (e que pode ser considerada o marco zero do dubstep em disco). Essa máscara foi distribuída no show do Aphex Twin em São Paulo uns anos atrás.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

A Young Person's Guide to Compact.


VA | A Young Person's Guide to Compact | The Compact Organization | 1982

A gravadora inglesa Compact Organization, apesar de pouco conhecida, foi bastante influente ao unir estilo e elegância com um certo mistério envolto em ares blasé, mas ao mesmo tempo kitsch. Pense no Pizzicato Five, na él Records, no Momus, na Le Grand Magistery etc etc.

Essa compilação, lançada originalmente em 82 num vinil duplo embalado numa box-set que imitava uma caixa de chocolate, dá uma idéia geral sobre a Compact e seus artistas. Temos a atriz sueca 'young & hip' Virna Lindt, a cantora influenciada por northern soul Mari Wilson, a new wave a la B52's de Shake/Shake e muitos outros.

Relançado em CD pela primeira vez uns dois anos atrás pela LTM, com encarte generososo, fotos e uma boa remasterização, disponibilizo essa versão no blog. Hoje em dia os discos originais (diversos compactos e alguns LPs) custam uma fortuna. Abaixo a capa de alguns 7"s lançados pela Compact no início dos anos 80.


Capa de um dos melhores singles da Virna Lindt, presente na coleta.


Essa capa do 7" da Mari Wilson é linda, não?

sábado, 17 de janeiro de 2009

From Brussels with Love.


VA | From Brussels with Love | Les Disques du Crépuscule | 1980

Lançado originalmente no formato fita-cassete em 1980, essa é outra das compilações clássicas que todo mundo interessado em boa música deveria ter na coleção. Les Disques du Crépuscule é uma gravadora belga, estabelecida em Bruxelas, que começou lançando discos da Factory no país, mas durante os anos 80 e 90 revelou e lançou diversas pérolas da vertente mais sombria e gelada da música experimental / pós-punk e até algumas coisas mais pop também. Nesse link dá para ler toda a história.

Recentemente a LTM lançou a compilação em CD remasterizado e é essa versão que disponibilizo no blog. O CD tem um encarte que mais parece um livrinho (como todas as reedições da LTM), com fotos, arte e um texto que eu descobri ter on-line aqui. Ouvir algumas músicas de "From Brussels with Love" me deixa com uma vontade irresistível de me perder numa pista de dança escura com bastante fumaça e luz estroboscópica intermitente... ah que saudades.

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Pillows & Prayers.


VA | Pillows & Prayers Volumes 1 & 2 | Cherry Red | 1982-1984

Lançada em 1982, "Pillows & Prayers" é uma das compilações mais clássicas do indiepop inglês dos anos 80, ao lado de "Doing It For The Kids", "Air Balloon Road" e "London Pavillion". Representando o crème de la crème da Cherry Red, com faixas escolhidas a dedo por ninguém menos que Mike Alway, o LP ficou 19 semanas em primeiro lugar na parada independente britânica e vendeu em torno de 120.000 cópias na época. Um estouro. Mas o responsável pelo sucesso nem foi tanto a qualidade da compilação (tem umas bombas no meio que eu sempre pulo), mas sim um golpe de marketing: o preço sugerido era de apenas 99 centavos.

Dois anos depois foi lançado o segundo volume, mas apenas no Japão e somente em vinil. Recentemente a Cherry Red lançou um CD duplo que compila os dois volumes e é essa edição que disponibilizo no blog. Veja a relação das faixas aqui. Monochrome Set, Felt, Everything But The Girl... todos prediletos da casa e ainda tem pérolas obscuras como Five Or Six, Jane e o tão comentado Fantastic Something. Existe no mercado uma versão tripla da "Pillows & Prayers", que tem um DVD como terceiro item. Se alguém tiver esse DVD e puder me enviar uma cópia, agradeço!

Fantastic Something


Fantastic Something | If She Doesn't Smile (It'll Rain) 7" | Cherry Red | 1984

Banda formada em Atenas, na Grécia, pelos irmãos Constantin e Alex Veis. Logo no começo foram apadrinhados por Mike Alway, que na época era A&R da renomada Cherry Red e os contratou. Esse single foi o primeiro lançamento, um folk pop que lembra Simon & Garfunkel e Belle and Sebastian. O lado B "The Thousand Guitars Of St Dominiques" é uma verão instrumental e um pouco modificada do lado A. Belíssima!

Em 1985 lançaram um álbum, mas numa espécie de auto-sabotagem, deixaram esse impressionante single de fora, tornando-o ainda mais raro e valioso. No mesmo ano a banda finaliza suas atividades, voltando em 2001 com um EP em vinil 10" lançado pela gravadora espanhola Siesta. Mas nada superou "If She Doesn't Smile (It'll Rain)", que é uma de minhas músicas prediletas de todos os tempos. Deixa qualquer um de queixo caído.

Em seguida os irmãos saíram em carreira solo. Constantin Veis tem um ótimo álbum, lançado em 2002 pela Siesta, e Alex Veis formou o The Waving Tree, que também debutou em 2002 com o álbum "A Sunday Afternoon". Em seguida retornaram à quietude, que dura até os dias de hoje.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Vídeo da semana # 19.



Fantastic Something, "If She Doesn't Smile (It'll Rain)"

Estou ensaiando o que escrever já vai fazer uns três minutos... realmente essa música me deixa sem palavras. Não tem o que dizer, é simplesmente espetacular, uma das melhores músicas de todos os tempos e nem sou eu quem acha isso, o cara que colocou o clip escreveu "Indie band from the early 80's, I think this was their only single. This song is one of my all time favourites and i still have the vinyl single". Nesse link dá para ouvir o áudio em melhor qualidade e sem o barulho dos carros. Amanhã vou colocar o single para download, assim como escrever tudo que sei sobre o Fantastic Something.

The Sky-Blue Smiles Above The Roof.


VA | The Sky-Blue Smiles Above The Roof EP | Cloudberry | 2008

Essa é a mais nova compilação da Cloudberry, que veio encartada no fanzine # 4. Qual não foi minha surpresa ao descobrir que esse cara aí da capa é o Garrincha? Achei o máximo! O Roque da Cloudberry já morou em São Paulo durante um bom tempo, inclusive entende português e lê esse blog hehe. Ele me disse que costumava ir bastante com o pai nos estádios do Morumbi e Pacaembu. Estou programando uma entrevista com ele, boas histórias é o que não vai faltar. Essa compilação tem 5 bandas, de Astrolab a The Sunny Street, tudo coisa fina.

Japan Air.


Japan Air | Claire EP | Cloudberry | 2008

Ah esses suecos! Como se já não bastasse o maravilhoso Air France, eis que surge o Japan Air! O mais inacreditável é que não dá pra saber quem é melhor... Japan Air surge com um indiepop sueco clássico remanescente do Acid House Kings ou Club 8, mas com o acréscimo de um forte apelo melódico nas linhas de baixo, que lembram o Ride em "Going Blank Again" (!). Ouça "Claire" e "Stars" no MySpace, dá até vontade de chorar de tão bom. Esse EP fecha com "September", faixa instrumental que você também pode ouvir no MySpace. Não vou colocar o disco para download pois ele ainda não está esgotado. Ouça em streaming mesmo! Muito recomendado para os popkids que acompanham esse blog. ;-)

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Postal Blue.


Postal Blue | Laughing And Crying EP | Cloudberry | 2008

Ano passado o Postal Blue, de Brasília, ressurgiu com um EP na respeitada Cloudberry depois de um hiato, com uma sonoridade mais voltada ao guitar pop e uma mudança radical na formação: agora a banda é só Adriano Ribeiro, que toca todos instrumentos acompanhado de uma bateria eletrônica. As novidades não ficam por aí, em 2009 o Postal Blue deverá lançar um disco e um single em vinil. Confira mais detalhes na entrevista que fiz com Adriano uns dias atrás:

No site da Plastilina Records está anunciado que vocês vão lançar um disco pelo selo e que a banda tomou novos rumos na sonoridade. Você poderia nos explicar mais sobre tudo isso? Será um álbum cheio? Qual o rumo que a banda tomou?

É um álbum cheio. Estou planejando colocar o máximo número de músicas que eu puder, desde que não exceda 40 minutos. O rumo que a banda tomou foi virar uma banda de um homem só. Mas basicamente o som está menos twee, com mais guitarras, alguns sintetizadores, como no último EP pela Cloudberry.

Anos atrás, na compilação “Hey! Where'd The Summer Go?” do selo Humblebee, foi lançado a faixa “Still Blue” do Adelie, que era um projeto solo seu. Depois disso nunca mais ouvimos nada sobre o Adelie. Que fim levou? Lembro que você tinha mais algumas músicas gravadas... elas serão lançadas?

Não. Esse projeto não vai sair do papel. As músicas que eu gravei nesse período vão ser regravadas e lançadas como Postal Blue.

Vocês pretendem tocar ao vivo em São Paulo algum dia?

Não.

O que precisa para que tal raro acontecimento se concretize?

Preciso de uma banda.

O Postal Blue nunca lançou nada em vinil, que é um formato que nos últimos anos ganhou uma força renovada. Existe alguma razão?

Na verdade há um 7" planejado para este ano pela Plastilina.

Novos selos como a Cloudberry, WeePOP!, Plastilina e mesmo a volta de já consagrados como Slumberland, Shelflife e Magic Marker marcaram um renascimento do indiepop nos últimos dois anos. Você vê da mesma forma? O que acha disso tudo? Quais suas novas bandas prediletas?

Não acho que o indiepop renasceu. Mesmo porque não tinha morrido. A impressão que eu tenho é de que as coisas estão na mesma. Há selos novos, mas outros selos fecharam. Há bandas novas (muitas ruins, como antes), mas outras bandas mais velhas acabaram.
Não tenho ouvido muita coisa nova. Gosto de algumas coisas, como Annemarie, mas os selos estão enfatizando muito o lado mais radicalmente twee do indiepop e eu não suporto essa vertente.

Discografia:

Postal Blue (K7) Slag 1998
Postal Blue (CDr EP) Demo Self-Released 1998
Postal Blue (CD EP) Drive-In 1999
Weather Sensitive (CD EP) Shelflife 2001
International Breeze (CD) Shelflife 2004
Road to Happiness (CD EP) Humblebee 2004
Laughing And Crying (CDr EP) Cloudberry 2008

The Parallelograms


The Parallelograms | 1 2 3 Go! EP | Cloudberry | 2008

A melhor banda twee punk da atualidade, como já disse aqui e aqui. Nesse EP eles regravaram algumas músicas e acrescentaram um vigor juvenil, guitarras distorcidas e um certo humor que só quem aprecia o bom indiepop deve sacar. Na última edição do fanzine da Cloudberry tem uma entrevista com a vocalista, aonde ela revela que a banda surgiu como um tributo aos Rosehips. Fico na esperança que em 2009 eles lancem mais alguma coisa. One, two, three, go!!

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Flavor Crystals.


Flavor Crystals | Ambergris | Second Shimmy | 2008

Se você gosta da fase mais calminha do Yo La Tengo e dos momentos mais hipnóticos do Neu!, essa banda foi feita para você, pois eles conseguiram misturar isso e ainda acrescentar a melancolia onipresente do Galaxie 500 e a psicodelia paisley-underground do Rain Parade. Duvida? Parece muito bom pra ser verdade? Então ouça-os no MySpace, meu amigo. Esse disco só saiu em vinil e foi produzido pelo Kramer (não aquele do Seinfeld, mas esse gênio aqui).

Auburn Lull.


Auburn Lull | Begin Civil Twilight | Darla | 2008

Peguei esse disco no meio do ano passado e desde então ouço ele aos poucos. A princício houve uma pequena decepção, pois em comparação com os discos anteriores, esse é inferior. Mas depois de conviver alguns meses e com audições mais atentas, essa primeira impressão passou e hoje afirmo que esse é um dos grandes discos de 2008 e no mesmo nível dos dois discos que Auburn Lull já lançou.

Tem duas músicas em particular que eu gosto bastante e ando ouvindo direto: "Axis Nears", com seu clima Factory na linha de Section 25 com doses de Cocteau Twins, e "November's Long Shadows", que soa como o encontro de Flying Saucer Attack com Slowdive. Fantásticas! Esse disco foi uma das grandes dúvidas quando fiz meu top 15 de 2008.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Trecho # 3.


Ainda se mata e bate bastante por motivos cornológicos no Brasil, mas a verdade é que se trata de prática cada vez mais démodé, politicamente incorreta e inconcebível para uma pessoa realmente moderna. (...) Tanto assim que até mesmo no Nordeste, onde, quando eu era menino, chamar alguém de corno rendia invariavelmente peixeirada e provável absolvição do peixerador por um júri popular, a maneira de encarar o tema mudou muito, tanto assim que há notícias de acalorados concursos de cornos em Pernambuco, além de clubes de outras entidades da categoria. Na praia do Forte, na Bahia, onde estive faz alguns anos, me informaram, garantindo absoluta veracidade, sobre o disputadíssimo troféu Corno do Ano. Estavam até estudando uma reformulação do regulamento, para evitar problemas como o ocorrido no ano anterior, em que o irresignado segundo colocado fez um discurso de protesto, devolveu o diploma (o troféu principal é um chapéu com dois vistosos chifres de zebi a ornamentá-lo) e quase quebra tudo.

- Ele de fato era e ainda é um grande corno - me disse meu informante - Não se pode negar o valor a ele, é corno há muitos anos, tem uma grande tradição. Mas deu azar dde pegar um concorrente imbatível, um coroa viúvo, pai de três filhos grandes, que casou com uma moça uns quarenta anos mais nova, que não só começou a dar corno nele com toda a vizinhança em menos de um mês como não poupou nem os três enteados, passou os três nas armas! Aí você tem de admitir que não tinha competidor à altura, é caso de Guinness. Este ano eu acho que vão criar um troféu especial pelo conjunto de obra, para ver se ele se consola, ele merece.

(...)

Outro dia mesmo, no boteco, um dos companheiros de mesa, vítima de memorável corneamento que, apesar de longínquo no tempo, ainda hoje é lembrado, lamentou que não se pode mais contar piada de português, piada de japonês, piada de negro, piada de homossexual, piada de anão, piada de médico, piada de nada. Mas piada de corno podde, queixou-se ele ressentido, todo mundo curte com a cara do corno. Por que tão injustiça? Isso o entristecia.

- Não fique assim - consolou-o uma das senhoras presentes.
- É simples, é porque não é minoria.



***

Trechos das páginas 60, 61e 62 de "O Rei da Noite", novo livro de crônicas do João Ubaldo Ribeiro. Recomendo bastante para quem tem bom humor e curte uma boemia. "Água morro abaixo, fogo morro acima e mulher quando quer dar ninguém segura".

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Claudine Longet.


Claudine Longet | The Look of Love | A&M | 1967

Clássico do sunshine pop! E sabe o melhor de tudo? Esse disco foi lançado em vinil no Brasil, na época, junto com outros mais dois discos e alguns compactos! Essa é uma cantora fantástica e muito elegante, uma pena que pouco conhecida. Esse é o segundo disco e, assim como os outros, são relativamente fáceis de serem encontrados nos sebos por um preço decente. Para fãs de Burt Bacharach, Free Design, Astrud Gilberto, Françoise Hardy e afins.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Vídeo da semana # 18.



Broadcast, "The Book Lovers"

E quem teve o privilégio de dançar essa música numa pista junto com um grande amor levanta a mão! Delícia. Na época a gente se sentia super moderno hahaha. Esse clip nem é oficial, mas é muito bom, captou bonito o clima da música, essa coisa meio retrô-futurista fantasmagórica que o Broadcast sabia fazer como ninguém. Esse é o primeiro single da banda que saiu pelo Duophonic, selo do Stereolab, em 1996. Clássico.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

B'ehl.


B'ehl | Bright Eyes | Endearing | 2000

Paraíso indiepop com vocais femininos, imagine um encontro de Go Sailor ou mesmo Bunnygrunt (ou qualquer banda do que costumava ser chamado de cuddlecore) com o college rock de Belly ou Juliana Hatfield. Esse segundo álbum do B'ehl supera todas expectativas, você vai ouvir já sabendo que é coisa boa, mas quando começa bate aquelas exclamações do tipo "nossa, que coisa foda!". Esse é o segundo disco, o primeiro tem uns bons hits (e vem com um fanzine no encarte), mas é em "Bright Eyes" que essa banda canadense atingiu seu ápice. Recomendo para as pessoas com bom gosto musical, que curtam o bom e velho clássico indiepop. ;-)

domingo, 4 de janeiro de 2009

The Braindance Coincidence.


VA | The Braindance Coincidence | Rephlex | 2001

Uma das melhores compilações de música eletrônica que já ouvi na vida. É incrível, todas as músicas são muito boas, dá vontade de sair atrás do discos e/ou singles de todos os 16 nomes que encontramos nesse CD - a maioria, pelo menos pra mim, totalmente desconhecidos. Encontramos vários estilos de música eletrônica e apesar de ter sido lançado em 2001 continua tudo MUITO atual.

Se teu cérebro não sair dançando ao ouvir esse disco, pode ter certeza que ele vai entrar em curto-circuito e fritar totalmente. O que mais eu preciso dizer? Que essa compilação entra no top 5 dos melhores discos que coloquei nesse blog até hoje? Que Rephlex é a gravadora de Richard D. James do Aphex Twin? Que ouvir isso numa estrada muda a vida de qualquer um? Tá bom, pode ser na Marginal Pinheiros, ali na região da Berrini, aonde tem aqueles edifícios que parecem umas naves espaciais. Sensação única e deliciosa.

sábado, 3 de janeiro de 2009

Blog recomendado # 1.


O Mundo Estranho de PB

Meu primeiro contato com Paulo Beto foi quando meu parceiro de banda Glauco, da Comespace, me emprestou, lá pelos idos de 94 ou 95, o CD "Imperfection" do Silverblood (foto). Lembro que esse disco causou um certo frisson entre os fãs de etéreo / shoegaze / eletrônica na época. No meu círculo de amizades todo mundo adorava esse disco e não é por menos, fui ouvir ele hoje depois de muito tempo e realmente é muito bom. A faixa "Squeamish" é um espetáculo (apesar de não representar o disco) e é minha predileta, sempre colocava ela em mixtapes, principalmente pros gringos hehe.

Mas então, recentemente o Paulo produziu um documentário sobre a finada loja de discos Nuvem Nove, já citado nesse blog. Mas a cereja do bolo é o blog "Mundo Estranho de PB", que ele anda atualizando diariamente com diversas pérolas inusitadas, raríssimas e com uma certa caída pro mundo bizarro da música. Algumas coisas que eu recomendo são os compactos da new wave paulista, como os do Azul 29, Agentss e Gang 90 e as Absurdetes. Além disso, tem um bootleg do Kraftwerk que é de chorar.

Para completar, uma obscuridade paulista da qual eu nunca tinha ouvido falar! Uma cantora do final dos anos 50 chamada Jocy de Oliveira, que ao invés de falar dos temas bossa(is) como banquinhos, barquinhos, praias, sol e todo aquele clichê cansativo que tava na moda na época, nos presenteia com letras que só pelo título já assustam e chamam a atenção: "Sofia Suicidou-se", "Um Assalto no Morumbi" e "Incêndio" são alguns. O próprio Paulo tem certo prazer em nadar contra a correnteza, como pode se observar em alguns textos do blog, do qual destaco "Esse blog também está na moda. Agora aqui também tem disco de folk. Calma... eu não virei viado...".


Mas o que eu mais curti mesmo foi o espaço que ele dedica para divulgar as boas lojas de vinil de São Paulo. No momento ele está centrado na Galeria Nova Barão, que tem umas 15 ótimas lojas e está crescendo cada vez mais. É um dos espaços que eu mais gosto da cidade. Passear nessa galeria é o que eu considero um programão hehe. E depois tomar uma cervejinha no bar que fica por ali, conversar sobre as aquisições, trocar idéias, é uma delícia. O guia ainda está no começo, mas já dá pra conhecer um pouco mais das lojas Silver Machine, Big Papa (que de sexta faz happy hour, drinks por conta da casa, isso o Paulo não contou hehe), Blue Sonic e Engenharia do Vinil.

O Paulo Beto também já tocou do Anvil FX e atualmente toca no LCD e Zeroum. Grande figura da qual sempre tenho o maior prazer em cumprimentar quando o encontro por aí.

quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Melhores de 2008 por Gilberto Custodio.


1. Moscow Olympics, “Cut The World” CD EP
2. Fennezs, “Black Sea” CD
3. Benga, “Diary of An Afro Warrior” CD
4. Pia Fraus, “After Summer” CD
5. Rusalnaia, “Rusalnaia” CD
6. Grouper, “Dragging A Dead Deer Up A Hill” CD
7. Air France, “No Way Down” CD EP
8. Robert Pollard, “Is Off to Business” LP
9. Portishead, “Third” CD
10. Vivian Girls, “Vivian Girls” LP
11. Comet Gain, “Broken Record Players” CD
12. Bubblegum Lemonade, “Doubleplusgood” CD
13. The Shortwave Set, “Replica Sun Machine” CD
14. Sarandon, “Kill Twee Pop!” 10” EP
15. CaUSE Co-MOTION!, “It’s Time” CD

É isso aí. Atendendo a pedidos, resolvi fazer a minha lista dos melhores de 2008. A verdade é que o ano foi ruim, não teve nenhum super disco que eu ouvi alucinadamente. Os discos que mais ouvi esse ano são dos anos 60 ou 90. Mas é isso aí. Prreciso terminar umas coisas aqui, mais tarde posto mais comentários e completo alguns links.

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Vídeo da semana # 17.



Liechtenstein, "Security By Design"

Até hoje fico na dúvida se minha pronúncia para "Liechtenstein" é correta. Um pequeno detalhe, pois o que importa é que o melhor single 7" do ano é delas. O compacto tem no lado A a sensacional e delicada "Apathy" (basicamente composta por harmonias vocais femininas) e no lado B a "Security By Design", que é quase um tributo a obscura banda pós-punk Dolly Mixture. Meu irmão deixou num comentário passado que essa banda é um lixo, o que a meu ver é mais uma prova de que são ótimas mesmo hehehe. Tomara que ano que vem lancem um álbum, elas tem tudo para ser as Vivian Girls de 2009.

The Shortwave Set.


The Shortwave Set | Replica Sun Machine | Wall of Sound | 2008

Taí um disco que entraria no meu top 15 de 2008. Desde o primeiro single deles, que ouvi uns anos atrás, o Shortwave Set sempre teve um lugar destacado em meu universo musical, nada muito brilhante, mas que faz com que eu tente ouvir as coisas novas, por exemplo. O som deles é pop com traços de trip hop e lounge, conforme vocês já podem conferir nos excelentes singles, aqui e aqui. Coisa fina. Para fãs de Stars, Goldfrapp e a fase atual do Saint Etienne.

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

R-Evolution @ Funhouse - retrospective 2008.


Sou fã das noites de sexta-feira na Funhouse, frequento desde o comecinho e sempre me acabo na pista de dança quando vou lá. O DJ Mitkus postou no Fórum do Volume 1 (aonde vários frequentadores se reúnem pra escrever qualquer coisa) a relação das músicas que tocou na última edição da festa, que também marcou a retrospectiva do ano, com várias músicas de 2008. É meio consenso que o hit de pista do ano foi "Blind" do Hercules and Love Affair (foto).

Bon Iver - Skinny Love
Interpol - No I in Threesome
Primus - Tommy The Cat
Hüsker Dü - Flip Your Wig
No Age - Teen Creeps
NOMO - Brainwave
Glasvegas - Flowers & Football Tops
Love is All - Wishing Well
Crystal Castles - Untrust Us
Cérebro Eletronico - Dê
Deerhunter - Never Stops
CSS - Left Behind
DJ Mujava - Township Funk
Of Montreal - Id Engager
Little Joy - The Next Time Around
Spiritualized - I Gotta Fire
M83 - Kim & Jessie
Beck - Gamma Ray
Cut Copy - Out There On The Ice
Foals - Cassius
The Police - Message In A Bottle
M.I.A. - Paper Planes
Rapture - Get Myself Into It
Jamie Lidell - Another Day
The Dodos - Red and Purple
The Shins - Australia
The Kills - Cheap And Cheerful
Girl Talk - Knive (Grizzly Bear remix)
MGMT - Time to Pretend
Vampire Weekend - Oxford Comma
Black Kids - I'm Not Going To Teach Your Boyfriend How To Dance
Friendly Fires - Paris
Hercules and Love Affair - Blind
Estelle - American Boy (Feat. Kanye West)
Kate Perry - I Kissed A Girl
Beirut - Elephant Gun
Modest Mouse - Dashboard
Pixies - Debaser
Fleet Foxes - White Winter Hymnal
Ladyhawke - Paris is Burning
Cut Copy - Lights And Music
Michael Jackson - Don't Stop 'Til You Get Enough
TV on the Radio - Golden Age
Gary Numan - Cars
R.E.M. - The One I Love
LCD SoundSystem - All My Friends
The Killers - Human
George Michael - Freedon '90
Los Hermanos - O Vento
Just Jack - Starz In Their Eyes
Spoon - The Underdog
The Last Shadow Puppets - Standing Next To Me
MGMT - Electric Feel
Sigur Rós - Inní mér syngur vitleysingur
Mark Ronson - Valerie (Feat. Amy Winehouse)
Duffy - Mercy
Lily Allen - LDN Listen
Hot Chip - Ready For The Floor
Primal Scream - Beautiful Future
Cut Copy - Hearts On Fire
MGMT - Kids

PS.: Mas a música que eu mais pulei foi o hit do Black Kids. Ah rapaz, se aquelas paredes da Funhouse falassem...

LGM temp.

Me cobrem uma parte dois da "indiepop explosion 2008".

domingo, 28 de dezembro de 2008

Trecho # 2.


- Você não confia em mim? - Ela disse.
- Claro que confio. Assim como acho que posso levantar um caminhão de dez toneladas.
Ela sorriu de novo, mas havia sofrimento em seus olhos.
- Bem, de qualquer jeito, eu tentei.
Ele franziu o cenho.
- Tentou o quê?
- Uma coisa que nunca fiz antes. Não é da natureza da mulher sair para a caça. Pelo menos, não de forma aberta. Mas eu sabia que era a única maneira que tinha de conhecer você. - Ela deu de ombros. - Desculpe se você não está interessado.
Seu cenho franziu-se ainda mais.
- Você está jogando limpo?
Ela não respondeu, apenas olhou para ele.
- Droga - murmurou ele. - Você me deixou confuso. Agora não sei o que pensar.
Ela prosseguiu com um tom de auto-reprovação.
- Tentei ser sutil. Ou esperta, não sei bem. Como hoje nas docas, quando usei a câmera. Mas lá no fundo eu sabia a verdadeira razão para querer sua foto.
Ele afastou o olhar dela, que disse bem baixinho:
- Queria guardar você comigo. Ia ter que me contentar com uma foto. Mas depois, quando deixei a câmera na mesa, fui apenas uma fêmea jogando um jogo. Eu devia ter me aberto com você, devia ter dito tudo claramente.
- Dito o quê?
- Que eu quero você.
Ele sentiu seu cérebro girar. Lutou contra a tonteira e conseguiu dizer:
- Não estou no mercado para uma aventura de uma noite só.
- Eu não estava pensando nisso. Você sabe que não era nisso que eu estava pensando.
Por alguns momentos, ele ficou sem fala. Estava tentando ajustar seus pensamentos. Finalmente disse:
- Isso está acontecendo rápido demais. Mal nos conhecemos.
- Que tem para conhecer? É tão importante assim saber todos os detalhes? No momento em que conheci você, senti uma coisa. Uma sensação que nunca tive antes. Isso para mim basta. Essa sensação.
- É - disse ele. - Eu sei. Sei o que você quer dizer.
- Você também sente?
- Sinto.

"A Lua na Sarjeta" de David Goodis, páginas 126 e 127.

sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

Ekca Liena.


Ekca Liena | Slow Motion For Rapid Eye Movement | Dead Pilot | 2008

Esse é um dos melhores discos de drone / ambient de 2008, junto com o álbum do Fennesz e talvez o do Windy & Carl. Grande descoberta! Esse é o primeiro e único disco do Ekca Liena. Gostei tanto que comecei a fuçar o catálogo da Dead Pilot Records, é tudo muito bom como você pode checar na página do MySpace. Poderia descrever e demonstrar toda minha empolgação em relação a esse disco, mas tudo já foi escrito de forma excelente nessa resenha aqui. Tô falando que o disco é bom demais...

quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

Melhores de 2008 por Marcio Custodio.


DISCOS
01. MGMT - "Oracular Spetacular"
02. Semaphore - "Semaphore"
03. Portishead - "Third"
04. Ladyhawke - "Ladyhawke"
05. Silver Jews - "Lookout Mountain Lookout Sea"
06. Goldfrapp - "Seventh Tree"
07. Spiritualized - "Songs in A&E"
08. Herman Dune - "Next Year in Zion"
09. Seu Jorge - "America Brasil O Disco"
10. Pia Fraus - "After Summer"
11. Mogwai - "The Hawk Is Howling"
12. Marcelo Camelo - "Sou"
13. Mercury Rev - "Snowflake Midnight"
14. Max Ritcher - "24 Postcards In Full Colour"
15. Guillemots - Red"

SHOWS
01. My Bloody Valentine - Manchester Apollo
02. Portishead - Hammersmith Apollo
03. MGMT - Shepherds Bush Empire
04. Semaphore - Buffalo Bar
05. Moon Music Orchestra - Buffalo Bar
06. Goldfrapp - Lovebox Festival
07. Help Stamp Out Loneliness - Lexington
08. Master & Servant - Buffalo Bar
09. Penny Broadhurst & The Maffickers - Gramophone
10. Rock City Sixteen - Buffalo Bar
11. The Keyboard Choir - Buffalo Bar
12. Bonne Idee - Buffalo Bar
13. The Boy. The Girl. And All The World. - The Wilmington Arms
14. Helene - Buffalo Bar
15. The Indelicates - Buffalo Bar

Nota do editor: essa não é minha lista. É a do Marcio, meu irmão. Nem sei se vou fazer uma lista dos melhores de 2008. Não penso muito nisso - anos que não faço listinhas desse tipo. Mas eu curto olhar a dos outros e essa do meu irmão está legal, tirando um ou outro absurdo (Seu Jorge? Marcelo Camelo? Só faltou o Fleet Foxes) que eu acredito que ele coloca só pra provocar, não é possível ser algo sério. O primeiro lugar todo mundo sabe que é um lixo, nem precisa comentar. A grande surpresa e revelação está no segundo lugar, por isso até coloquei link para ouvir o disco do Semaphore em streaming. De fato, o disco é muito bom e recomendo. No mais, vou ali no The Pirate Bay pegar o disco da Ladyhawke e volto daqui a pouco.

Vlor.


Vlor | A Fire Is Meant For Burning | Silber | 2006

Um disco que estou ouvindo direto... descobri essa banda por causa da gravadora, que também lança o ótimo Aarktica. Quer uma descrição do Vlor? Lentos dedilhados de guitarra em profusão, dentro de uma repetição eterna, num céu envolto em densa neblina cinza junto com nuvens carregadas de melancolia e confusão intensa. Ouça "Wires" e sinta o drama.

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

The Daysleepers.


The Daysleepers | Hide Your Eyes EP | White Rabbit | 2005

Esse é o primeiro EP dessa ótima banda dreampop norte-americana. Depois lançaram mais um EP e agora em 2008 retornam com um ótimo disco pela renomada Claire Records. Gostaria de colocar o disco aqui, mas ando meio receoso em fazer upload de discos novos de gravadoras meio conhecidas, pois pelo que ando observando nos blogs por aí, a coisa anda feia. Mas fica a dica, vão atrás do disco que é muito bom. Já esse EP tem alguns bons momentos, mas acredito que peca pela gravação meio apagada. No entanto, certamente agradará os fãs de dreampop.

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Saudades da Nuvem Nove.


SAUDADES DA NUVEM NOVE parte 01 from paulo beto on Vimeo.


SAUDADES DA NUVEM NOVE parte 02 from paulo beto on Vimeo.

Acabei de assistir esse documentário com quase duas horas de duração sobre a Nuvem Nove. Comecei e não consegui mais parar, é uma delícia, ainda mais pra quem frequentou a loja e conhece algumas figuras que aparecem no vídeo! Bom, quem me conhece sabe que meu programa predileto é ficar fuçando em lojas de discos. Conheço um monte aqui em São Paulo e a Nuvem Nove tem um lugar especial. Eu já até sonhei com as prateleiras de CDs usados!

Uma excelente loja, consegui verdadeiros achados naquela parte de CDs usados, sempre por bons preços. E era uma loja eclética, então eu aproveitava para arriscar em outros estilos musicais. Um CD que comprei (por impulso) nessa parte de usados por um preço irrisório foi o "Pawn Hearts" do Van Der Graaf Generator (só ouvi uma vez até hoje). E sempre quando eu comprava (geralmente vários CDs de uma vez), a mulher do caixa me presenteava com uma revista, que ultimamente era sempre a ótima Paisá (sobre cinema).

Rapaz, até chorei no final. Que coisa.

The Wedding Present.


The Wedding Present | Watusi | Island | 1994

Aí está meu disco predileto do Wedding Present. Subestimado até mesmo pelos fãs, ele tem um certo sei-lá-o-que muito cativante, que faz com que sempre recorra a uma audição frequente desde que comprei, na época do lançamento. Também gosto bastante do "Bizarro" e "Seamonsters", esses sim discos queridinhos dos fãs e crítica. Mas "Watusi" tem um lugar especial em meu pequeno mundo.

sábado, 20 de dezembro de 2008

Meia Palavra Basta # 5.


Depois do maravilho LP de estréia lançado ano passado, Os Haxixins ressurgem agora com esse 7" verde, dois petardos psicodélicos cheio de fuzz e teclados diatron (ouça "Depois de um LSD" no Myspace). Hoje tem a festa de lançamento no Berlin, aonde o compacto esterá sendo vendido. Imperdível.

Hoje também acontece o festival Le Pastie de la Bourgeoisie, aonde duas da minhas atuais prediletas, o Homiepie e Holger vão tocar. Por falar nisso, veja esse vídeo do Holger ao vivo, é muito bom.

E antes de tudo também tem o Violeta de Outono tocando o primeiro LP e EP 12" na íntegra num teatro muito legal. Pra completar não precisa pagar nada pra entrar. Fala sério, vou ter que me transformar em dois. Maiores informações aqui.

Mudando de assunto... uma notícia meio velha, mas como não vi ninguém comentando sobre isso por aqui e continua tudo disponível, vale dizer: o legendário fanzine indiepop This Almighty Pop voltou depois de anos parado. O melhor de tudo é que o editor Stephen achou os números antigos com os flexis lançados na época e tudo mais! O pacote completo (o zine novo e os antigos + flexis) pode ser adquirido por GBP 11.50. Vale a pena. Veja capa dos zines e o que tinha neles aqui.

Por falar em fanzines, existem vários que estão voltando, outros tantos estão surgindo, destaco o zine da Cloudberry, o zine da Twee as Fuck e muitos outros. Inclusive surgiu uma distribuidora de fanzines, dá pra comprar vários de uma só vez e economizar no correio. Veja o catálogo da loja Caramel aqui. Quantos zines! Estou pensando em voltar a fazer zines... até o Alistair Fitchett voltou! Estou falando que a cena indiepop está em plena efervescência!

No Brasil foi lançado a nova edição do Poeria Zine, capa do Jeff Beck, curiosidades do Small Faces e um artigo delicioso de 4 páginas com a Sandy Denny são os destaque desta edição. Essencial.

Acho que no momento é só isso, deixa me arrumar pra sair de casa que hoje tá cheio de coisa pra fazer.

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Pencil Tin.


Pencil Tin | Poignant 7" | Quiddity | 1995

Considero "Poignant" uma das melhores músicas indiepop de todos os tempos. A linha de baixo é uma delícia e os dedilhados de guitarra são imbatíveis, sem contar o vocal anasalado que dá todo aquele charme indie que tanto adoramos. Depois de procurar esse compacto por 14 anos, finalmente encontrei uma cópia por um preço acessível no eBay e pude ouvir o lado B, que contém duas músicas igualmente fantásticas.


Meu primeiro contato com Pencil Tin aconteceu quando recebi essa fita VHS cheia de clips indiepop. Eu usei muito o botão rewind do vídeo cassete para ver o clip de "Poignant" várias vezes! Recentemente o blog Take The Pills postou uma mensagem avisando que tinham colocado o VHS "Munch" no YouTube. Finalmente! Meus clips prediletos são o Cannanes, Die Fünf Freunde e os do Magnetic Fields. E o citado "Poignant" do Pencil Tin. O som tá ruim (minha fita VHS tá com o mesmo problema, acho que de tanto assistir), mas dá pra ver nos 57 segundos o close no ventilador e nos 1m11s outro close, dessa vez num engravatado tomando uma água e limpando a boca com a mão, para depois cair na Bianca, uma adorável indie gordinha de preto - que aliás toca na banda. Um clássico.

Pencil Tin é da Austrália e conta com o talentoso Bart, que já tocou no Cat's Miaow, The Shapiros e Hydroplane. O Pencil Tin lançou esse compacto e um CD em 96 (que é bom, mas não como o 7"). Dá para baixar o álbum aqui. Vale dizer que esse período de 94 a 97 é um dos melhores para o indiepop (uma pena que quase ninguém sabe disso) e que desde 2007 estamos vivendo outro período muito fértil para o estilo. Don't Stop Indiepop!

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Memphis.


Memphis | A Good Day Sailing EP | Le Grand Magistery | 2001

Projeto paralelo do casal que toca no Stars, minha banda canadense predileta. O Memphis parece muito com a fase inicial do Stars, a primeira e última música desse EP são perfeitas, muito lindas mesmo. Essa é a estréia da banda, depois já lançaram dois álbuns que são excelentes. Ouça as novas músicas no MySpace ("I'll Do Whatever You Want" é linda) . Para fãs de Everything But The Girl, Saint Etienne, bossa nova.

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Vídeo da semana # 16.



Pavement, "Range Life"

Por incrível que pareça, só fui ver esse clip pela primeira vez hoje. Minha música predileta do Pavement! Ah que banda boa, fala sério. Bem que eles poderiam voltar e fazer uns shows no SESC Pompéia, tipo aqueles do Teenage Fanclub né? Nâo custa sonhar. Outra boa pedida é o Ride. Clique aqui para ver esse e outros vídeos do Pavement em alta definição.

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Caramelitus.


Caramelitus | El Otro Habitat | Caramelitus | 2008

Daqui a pouco escrevo algo, estou ocupado agora. Banda chilena ótima, muito boa mesmo. Vai tocar no SESC quarta-feira. Esse é o debut EP com seis músicas.

domingo, 14 de dezembro de 2008

Arthur and Martha.


Arthur and Martha | Autovia 7" | Happy Robots | 2008

Esse compacto marca o primeiro lançamento da Happy Robots, que tem como lema lançar "music for the robots to dance to". Atualizando a indietrônica com elementos mais melódicos e um clima geral mais otimista, a Happy Robots é uma promessa e tanto. Entre no MySpace e ouça "Cloudkick" do Bridal Shop e "Constellation" do Katsen, dois hits instantâneos que contam com aquele certo ar moderno europeu que agradará em cheio fãs do bom e velho electro pop.

Já ia esquecendo do assunto principal, que é o compacto de Arthur and Martha, que além de contar com a capa mais bonita de 2008, tem duas canções que já foram descritas como "delicioso pop com ecos de legendárias bandas alemãs, Stereolab e Broadcast". Arthur tocava no Saloon e o lado A desse 7" me trouxe boas lembranças do Mahogany. A Happy Robots já lançou a compilação "Botpop Volume One", mas infelizmente ainda não consegui ouvir.

PS.: Resenha desse single na NME: "a British spin on The Postal Service, or Aphex Twin remixing the contents of NME’s seminal ’C86’ tape".

sábado, 13 de dezembro de 2008

Juan Stewart.


Juan Stewart | Oui! | Estamos Felices | 2007

Na virada da década um rótulo musical se despontava: a indietrônica. Confesso que durante um período fui bem fanático pelo estilo, ouvindo bastante bandas mais conhecidas como Lali Puna e Notwist, até mais obscuras como B. Fleischmann e Herrmann & Kleine, todas orbitando em torno da Morr Music, gravadora alemã capitaneada por Thomas Morr, um cara que adorava Seefeel, Smiths, Boards of Canada e Slowdive com a mesma intensidade.

Infelizmente tudo ficou datado de forma estranhamente rápida e aos poucos fui perdendo interesse. Até que uns meses atrás vi um show do argentino Juan Stewart aqui em São Paulo, foi como uma luz que estava se apagando brilhasse novamente. Me peguei resgatando discos clássicos do estilo e ouvindo bastante "Oui!", terceiro e ótimo disco do rapaz, que adquiri assim que o show terminou. É indietrônica em sua essência, com um ritmo melancólico, todo instrumental e misturando eletrônica com folk, indiepop e tudo mais. Quinta-feira vai ter show dele novamente e com certeza estarei lá.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Si No Puedo Bailar, No Es Mi Revolución.


Entrevista com Rodrigo Maceira.

Ia escrever uma introdução, mas já é tarde e tenho sono. Ainda vou escrever mais sobre tudo isso, portando segue algo breve, para no futuro nos aprofundarmos mais nesse universo novo e instigante... Rodrigo é a pessoa por trás do selo Si No Puedo Bailar, No Es Mi Revolución. Já lançou duas compilações (a segunda é essa que você vê acima). Semana que vem acontece a primeira edição do projeto La Joven Guardia, que faz parte do Cone Sul em Movimento. É ele quem está organizando tudo. Resolvi enviar umas perguntas para saber mais sobre essa pessoa avessa à hypes, de uma inteligência e produção exemplares.

Como você descobre essas bandas que você lança na compilação e trás pro Brasil, através do MySpace, de viagens pela América do Sul ou uma banda vai indicando a outra?

A principal fonte é o MySpace. Impressionante a quantidade de coisas boas que existem no acervo do site. Na época do Mp3.com, fuçava muita coisa latino-americana, mas o acesso à produção (gravação, mixagem etc.) ainda era restrito. O Myspace veio na era das mp3-bands: diversos artistas gravando para divulgar em mp3. E fazer show. E ter um público antes improvável. As viagens também contribuem - normalmente, aproveito para conhecer pessoalmente artistas que conheci via web (e eles me mostram uma porção de outros artistas).

Qual o segredo para vender a compilação tão barata, ela custa somente 6 reais diretamente com você, sendo que ela é em formato de luxo, com capa dupla em digipack e um poster enorme?

Pensar o disco como parte de um projeto maior, que envolve eventos e pequenas mostras. A sobra de um cobre o déficit do outro. Fora isso, a colaboração das pessoas envolvidas. O Gus, que emprestou as artes, e os artistas, que trocam a participação por cópias das coletâneas.


A idéia da Si No Puedo Bailar é lançar só compilações com bandas latinas? Já tem planos para a compilação do ano que vem?


Essa era a idéia inicial, mas apareceram mil possibilidades no caminho. A grande dúvida é continuar ou não com o formato CD. Mas tenho alguns esboços de discos: coletânea de folk, coletânea com artistas do leste-europeu e tributos! Não sei dizer qual será, de fato, o novo passo. Mas teremos algum!

E shows? Existem planos para ano que vem? Quais bandas te interessam?

No ano que vem, queremos continuar com as partes seguintes do La Joven Guardia. Uma, com artistas latino-americanos mais "de cima"; outra, com novos artistas espanhóis. Acho que a América Latina está produzindo com uma qualidade invejável. Para ouvir: Balún, Jóvenes & Sexys, Franny Glass, Caramelitus, Juan Stewart, Federico Durand, Los Mil Jinetes, Felix, tudo muito bom.

Qual tua opinião sobre os blogs de mp3 que postam discos inteiros?

Completamente a favor. Uso e descubro centenas de discos. E compro, às dúzias, os que mais me agradam!

E sobre os shows da semana que vem, alguma curiosidade?

Quem assistir aos três dias do projeto, poderá retirar as duas coletâneas do selo na banquinha de discos, ao final do show do Juan. É só mostrar os ingressos! A bailar!